Prof.° Elisonaldo Câmara

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Mossoró/Guamaré / Pedro Avelino, Rio Grande do Norte, Brazil
Graduado em História pela UERN, Especialista em Geo-História, professor do município de Guamaré e do Estado do Rio Grande do Norte.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Voto feminino: professora mossoroense foi primeira eleitora do Brasil.


Por: Elisonaldo Câmara.





As mulheres brasileiras não tiveram participação e nem acesso as questões políticas no Brasil durante séculos. Ficaram relegadas nas funções domesticas e familiares em uma sociedade machista e patriarcal. Durante o período colonial continuando após o processo de independência. Somente a partir da promulgação da constituição de 1934, durante o governo constitucional de Getúlio Vargas, foi instituído pela carta constitucional brasileira o direito de voto feminino. .A cidade de Mossoró no Estado do Rio Grande do Norte se destacou no Brasil pelo pioneirismo em vários acontecimentos e fatos que marcaram a história do nosso país. Merece enfatizar e relembrar o registro eleitoral da primeira mulher a ter o direito de votar no Brasil, a professora Celina Guimarães Vianna, conseguiu seu registro eleitoral na década de 20, requereu sua inclusão no rol de eleitores do município de Mossoró (RN) em novembro de 1927. O Rio Grande do Norte ingressou na história do Brasil como o estado pioneiro no reconhecimento do voto feminino. Foi lá também que as brasileiras conseguiram eleger a primeira prefeita do Brasil. O fato aconteceu em 1929, quando Alzira Soriano elegeu-se na cidade de Lages.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

O SEGUNDO REINADO (1840 - 1889)



D. Pedro II,após o golpe da maioridade.
                                                     Por : Elisonaldo Câmara.
O Segundo Reinado é a fase da História do Brasil que corresponde ao governo de D. Pedro II. Teve início em 23 de julho de 1840, com a mudança na Constituição que declarou Pedro de Alcântara maior de idade com 14 anos e, portanto, apto para assumir o governo. O 2º Reinado terminou em 15 de novembro de 1889, com a Proclamação da República. O governo de D. Pedro II, que durou 49 anos, foi marcado por muitas mudanças sociais, política e econômicas no Brasil. Política no Segundo Reinado.
A política no Segundo Reinado foi marcada pela disputa entre o Partido Liberal e o Conservador. Estes dois partidos defendiam quase os mesmos interesses, pois eram elitistas. Neste período o imperador escolhia o presidente do Conselho de Ministros entre os integrantes do partido que possuía maioria na Assembleia Geral. Nas eleições eram comuns as fraudes, compras de votos e até atos violentos para garantir a eleição.
·         Partido Liberal - constituiu-se no ano de 1837, protegia os interesses dos indivíduos que formavam a classe média da sociedade urbana e comercial, os ideais políticos e sociais avançados das classes não comprometidas diretamente com a escravidão, e cuidava também do que era importante para os donos de terras.
·         Partido Conservador - pregava a conservação do poder político nas mãos dos grandes donos de escravos campestres. Não defendia o caráter revolucionário ou democrático do regime. No decorrer do segundo reinado, liberais e conservadores se revezaram no poder. Parlamentarismo e Poder Moderador.
No ano de 1847 foi implantado o Parlamentarismo, forma de governo na qual o poder responsável por criar as leis – o Legislativo -, representado pelos deputados e senadores, passa a exercer um posto muito respeitado. No Brasil era o presidente do conselho quem estabelecia o quadro de ministros, motivo pelo qual historicamente ficou conhecido como Parlamentarismo às avessas. D. Pedro II, que contava com o apoio do Partido Moderador, gozava de absoluto poder sobre a Assembleia, tendo força suficiente para demitir todo o ministério e escolher outro presidente do conselho, ou até mesmo diluir a Câmara e chamar novas eleições, conforme os acontecimentos políticos do momento.  Revolução Praieira.
       A Revolução Praieira foi uma revolta liberal e federalista que ocorreu na província de Pernambuco, entre os anos de 1848 e 1850. Dentre as várias revoltas ocorridas durante o Brasil Império, esta foi a última. Ganhou o nome de praieira, pois a sede do jornal dirigido pelos liberais revoltosos (chamados de praieiros) situava-se na Rua da Praia. Em 1848, os conservadores demitiram o governador de Pernambuco (liberal). Diante desta ação, os praieiros iniciaram o movimento e divulgaram o Manifesto ao Mundo, cujas principais propostas eram: voto livre e universal para o povo brasileiro (fim do voto censitário); plena liberdade de imprensa; garantia de trabalho para o cidadão brasileiro; extinção do Poder Moderador; exercício do comércio a varejo só para brasileiros; garantia dos direitos individuais do cidadão; estabelecimento da federação. Contando com apenas 2 mil homens, os praieiros não resistiram à repressão imperial. Assim, chegava ao fim o conjunto de revoltas que sucederam a independência do Brasil. Afastadas as ideias separatistas, o governo imperial consolidou a unidade territorial do país. A maioria da população brasileira, no entanto, continuou afastada da participação no poder político. Economia no Segundo Reinado
Na segunda metade do século XIX, o café tornou-se o principal produto de exportação brasileiro, sendo também muito consumido no mercado interno. Os fazendeiros (barões do café), principalmente paulistas, fizeram fortuna com o comércio do produto. Boa parte dos lucros do café foi investida na indústria, principalmente nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, favorecendo o processo de industrialização do Brasil. Os fatores que estimularam a produção do café foram: o 1- a grande demanda no mercado europeu.
o 2- as boas condições do clima e do solo brasileiros, em especial no Sudeste.
o 3- a mão de obra escrava e, posteriormente, a imigrante. Abolição da mão de obra escrava.
Outro fator interessante do período é que a mão de obra escrava, usada também na produção da cana de açúcar, foi transferida para o Sudeste e continuou sendo a força motora da economia cafeeira.Porém, o Brasil sofria grandes pressões internacionais (principalmente da Inglaterra) para que a mão de obra escrava fosse extinta. E com as crescentes aprovações de leis nacionais que buscavam o fim da escravidão, a elite cafeeira teve que se adequar a nova realidade, buscando novas soluções para mão de obra. Essa solução foi a mão de obra estrangeira, imigrantes. Esta evolução social acabou proporcionando uma nova mudança: o nascimento da Indústria Brasileira. Com a substituição da mão de obra escrava pela assalariada, além de um grande crescimento demográfico, os bens de consumo passaram a ser escassos para esse grande número de pessoas.
Ø  Lei Eusébio de Queiróz (1850): extinguiu oficialmente o tráfico de escravos no Brasil
Ø   Lei do Ventre Livre (1871): tornou livre os  filhos de escravos nascidos após a lei.
Ø  Lei dos Sexagenários (1885): dava liberdade aos escravos ao completarem 65 anos de idade.
Ø  Lei Áurea (1888): assinada pela Princesa Isabel, aboliu a escravidão no Brasil.
Imigração: Muitos imigrantes europeus, principalmente italianos, chegaram para aumentar a mão de- obra nos cafezais de São Paulo, a partir de 1850. Vieram para, aos poucos, substituírem a mão- de- obra escrava que, devido às pressões da Inglaterra, começava a entrar em crise. Além de buscarem trabalho nos cafezais do interior paulista, também foram para as grandes cidades do Sudeste que começavam a abrir muitas indústrias. Boa parte tentava fugir do desemprego, buscando, no Brasil, melhores condições de vida. Outros foram seduzidos pelas propostas de parcerias dos cafeicultores. Este sistema, no geral, não obteve sucesso, em razão dos elevados juros cobrados sobre as dívidas assumidas pelos imigrantes, e também dos maus tratos sofridos por eles. A indústria.
A industrialização teve forte crescimento no Segundo Reinado, estimulada por alguns fatores como:
o 1- A diminuição do fluxo de escravos, a partir de 1850, que aumentou o investimento nas atividades industriais.
o 2- A substituição da mão de obra escrava pela assalariada, que possibilitou a existência de um mercado consumidor.
* Neste período, o setor que mais cresceu foi o têxtil, ou seja, produção de tecidos.
* A criação de ferrovias também faz parte deste contexto, possibilitando a circulação de mercadorias para exportação.
* O crescimento urbano de algumas cidades brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro, foi consequência do surto industrial e cafeeiro. Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá. Com uma visão empreendedora, soube tirar proveito da situação e trouxe para o Brasil as primeiras indústrias: fundição, estaleiros, ferrovias e iluminação da cidade do Rio de Janeiro. Barão de Mauá se tornou o homem mais rico do império, despertando inimigos aos seus projetos. Acabou fracassando e levou seu império econômico à falência. Mas, pagou suas dívidas e ficou marcado na história como pioneiro da indústria no Brasil.



sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A Revolta da Chibata.




Por : Elisonaldo Câmara.
Instituído o sistema republicano no Brasil, os dois primeiros presidentes foram dois militares do exército, denominada posteriormente de ‘’República das Espadas’’. Com a eleição de Prudente de Morais para sucessão de Floriano Peixoto, foi implantada no Brasil a chamada ‘’ República velha ou oligárquica’’ comandada e conduzida pela aristocracia rural, os grandes proprietários de terras. A concentração fundiária, a miséria, fome, o poder concentrado nas mãos da elite agrária, a falta de oportunidades para a grande maioria da população brasileira, construiu um ambiente favorável à eclosão de várias rebeliões e revoltas espalhadas em diferentes regiões e estados do Brasil. Em 1910 Hermes da Fonseca era o Presidente do Brasil, cujo governo foi caracterizado pela explosão de várias revoltas, baseou-se em intervenções militares nos Estados, para destituir os governadores e substituí-los por outros que seriam nomeados pelo próprio presidente da República. Na capital federal a cidade do Rio de Janeiro foi palco de uma revolta iniciada por membros da Marinha de Guerra, que protestavam contra os abusos e maus tratos dos marinheiros por parte dos oficiais de alto escalão. A revolta originou-se dos próprios marinheiros que se rebelou contra os castigos físicos que a marinha brasileira ainda mantinha como forma de punição para seus membros, o movimento tomava corpo já havia dois anos. Teve seu estopim em 21 de Novembro de 1910, com a punição por chibatas ao marinheiro Marcelino Rodrigues de Menezes. Apartir daquele acontecimento vários marinheiros tomaram os principais navios de guerra e, apontaram os canhões para a cidade do Rio de Janeiro, ameaçaram bombardear a cidade. A revolta trouxe para a cena pública vários segmentos da sociedade brasileira até então excluídos pela elite aristocrática e industrial urbana no papel de agentes transformadores da história. A rebelião revelou pessoas anônimas no cenário brasileiro, foi uma revolta que envolveu vários grupos étnicos, com expressiva presença da população negra, e de caráter político. Com destaque para o negro João Cândido Felisberto, foi o principal líder da revolta, filho de escravos, entrou para a Marinha aos 14 anos de idade, onde teve uma carreira exemplar – até ser expulso da corporação, por causa da rebelião que participou com brilhante participação defendendo a dignidade da condição humana. Os rebeldes tomaram várias embarcações delas ouviam-se gritos de: ‘’ Viva a liberdade!’’ e ‘’Abaixo a chibata!’’ os marujos enviaram e vários telegramas ao governo elencando as reivindicações entre elas: fim das chibatas como punição aos marinheiros, melhor alimentação, fim dos maus tratos e anistia para todos os rebeldes. O governo do Marechal Hermes da Fonseca e o Congresso Nacional, aceitaram todas as condições impostas pelos marinheiros rebelados. A chibata estava oficialmente abolida da Marinha de Guerra brasileira. Ao desembarcar o Almirante negro, como ficou conhecido posteriormente o marinheiro João Cândido, foi cercado por fuzileiros e detido no quartel central do exército. No dia 24 de dezembro, foi conduzido á Ilha das Cobras. Anistiados os marinheiros devolveram os navios e largaram as armas. No dia seguinte o Marechal Presidente Hermes da Fonseca descumpria o decreto de anistia, estava sendo desenhada uma trama para punir e perseguir os marinheiros que participaram ativamente no levante da chibata no Rio de janeiro. Que culminaria numa repressão violenta e arbitrária, provocando um saldo de: várias expulsões da marinha, prisões, degredo,trabalho escravo dezenas de assassinatos

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