A crise política Brasileira
agravou-se em 1961 quando João Goulart assumiu a presidência, logo após a
renúncia do então presidente Jânio Quadros. Os setores conservadores
aliados aos militares deram início a uma campanha desestabilização do governo,
pois não concordavam com as medidas propostas pelo presidente conhecido como reformas
de base: Reforma Agrária, Reforma Urbana, Reforma Bancária. Reforma
Eleitoral e Reforma Educacional. O GOLPE MILIATR: Em 31 de março de
1964, um golpe militar derrubou João Goulart, a partir de então os militares
passaram a governar o país quebrando a normalidade democrática e institucional
do país. CONSTRUINDO A DITADURA: Em Abril de 1964, foi editado o Ato institucional
nº 1, pelos comandantes do exército, marinha e aeronáutica; Nomeação do
General Humberto de Alencar Castelo Branco para a presidência do Brasil; As
constituições federais e estaduais em vigor seriam mantidas; A eleição do
presidente e vice-presidente da república passaria a ser efetuada pelo
congresso nacional; O presidente poderia remeter ao congresso nacional
sugestões para alteração da constituição; Os comandantes das forças armadas,
poderiam suspender direitos políticos por um prazo de 10 anos e anular mandatos
legislativos.
O
GOVERNO CASTELO BRANCO (1964-1967)
Ao assumir a presidência afirmavam que
seu objetivo era implantar uma ”DEMOCRACIA RESTRINGIDA”, atuar na reformulação
da economia e política do estado, com o propósito de “COMBATER O COMUNISMO” e
promover a consolidação da democracia. As principais medidas foram:
·
Serviço
nacional de informação (SNI): supervisionar e coordenar as atividades de
informação e contra-informação.
·
Ato
institucional nº 2: o decreto colocava fim a todos os partidos existentes e
autorizava a formação de apenas duas legendas a Arena e o MDB.
·
Programa
de ação econômica do governo (PAEG): abertura para o exterior, alta na balança
comercial, redução dos gastos públicos linha de crédito para o setor privado.
·
Fundo
de garantia do tempo de serviço (FGTS): extinguiu a estabilidade no emprego.
·
Ato
institucional nº3: estabeleceu eleições indiretas para governadores e prefeitos
das capitais.
·
Ato
institucional nº4: surgimento de uma nova constituição 1967 (lei de
imprensa-lei de segurança nacional).
ARTHUR
DA COSTA E SILVA (1967-1969)
O novo presidente fazia parte “LINHA
DURA” do exército e era defensor do nacionalismo. A insatisfação dos
trabalhadores foi um dos pontos dificultosos enfrentados, pois a política
deflacionária praticada pelo governo anterior ocasionara a diminuição dos
salários e o aumento do desemprego.
·
Aumento
da linha de crédito bancário para o setor privado.
·
Conselho
interministerial (CIP): controle dos preços previa punições para os empresários
que menosprezassem as instruções do governo.
·
Fixação
dos valores dos salários do setor público e privado.
·
Ato
institucional nº5: delegou ao presidente fechar o congresso nacional, as
assembléias estaduais e municipais, caçar mandatos, suspender direitos
políticos por 10 anos, demitir, remover ou aposentar funcionários públicos e
juízes, DECRETAR ESTADOS DE SITIO e confiscar bens como punição por
corrupção, suspender HABEAS CORPUS. Criação do DOPS
EMILIO
GARRASTAZÚ MÉDICI (1969-1974)
No
início da década de 70, o Brasil vivia o período mais duro e violento da
ditadura militar, a censura, a tortura e aos assassinatos tornaram-se comuns
dentro dos presídios, a explosão da guerrilha urbana e rural, o governo Médici
destacou-se por ter sido o mais repressivo.
·
O
milagre econômico: sustentou-se sobre três pilares básicos: o arrocho salarial,
os empréstimos externos e a repressão política.
·
Grandes
obras públicas: ponte Rio Niterói, hidroelétrica de Itaipu, rodovia
transamazônica.
·
DOI-CODI:
órgãos de repressão.
·
Criação
do INCRA.
·
Criação
do MOBRAL.
·
PIS:
plano de integração social.
ESNESTO
GEISEL (1974-1979)
O sucessor do presidente Médici foi
outro general, indicado pelo alto comando militar e aprovado pela ARENA, o
general Ernesto Geisel, que integravam um grupo de oficiais militares
favoráveis á devolução gradual do poder aos civis. Conforme suas palavras “um
processo gradual, lento e seguro”. Geisel assumiu o poder num país descontente
com o regime político, assolado pelas dificuldades econômicas e a beira de uma
crise social.
·
Eleições
livres para o congresso: ampla vitória as forças da oposição.
·
Pacote
de Abril (1977): fechou o congresso nacional, reforma do sistema judiciário alteração
na legislação eleitoral, o mandato presidencial aumentou se 5 para 6 anos, um
terço das vagas do senado foram concedidas aos “ senadores biônicos”.
·
II
plano nacional de desenvolvimento: retomada do crescimento econômico por meio
da expansão da indústria de base, setores de mineração e eletricidade.
·
Extinguiu
o AI- 5 (1978): e os demais atos institucionais.
JOÃO BAPTISTA FIGUEIREDO
(1979-1985)
Último general-presidente, tinha por tarefas dar
continuidade ao lento processo de abertura política. Iniciou seu governo no
momento em que crescia no País a critica política ás decisões autoritárias e
centralizadoras do governo militar.
·
Aumento da pressão social e greves do ABC
paulista.
·
Anistia geral para todos os exilados.
·
Fim do bipartidarismo -PDS-PMDB-PTB-PDT-PT.
·
III plano nacional de desenvolvimento:
promover crescimento da renda nacional, do emprego, controlar a divida externa
e combater a inflação.
·
Proálcool: substituir progressivamente o
petróleo.
·
Divida externa inflação e desemprego.
·
Eleições diretas para governador (1982).
·
Emenda Dante de Oliveira direta já.
MOVIMENTO DAS DIRETAS JÁ
(1985): A
partir de 1983, as oposições lançaram a campanha pelas Diretas Já. O movimento
consistia em reivindicar a aprovação de um projeto de lei de autoria do deputado
federal Dante de Oliveira, que preconizava a realização de eleições diretas e
livres para a presidência da república. Comícios foram realizados em todo o
país, as ruas tingiram-se de amarelo-- a cor escolhida como símbolo da
campanha --- e personalidades importantes como artistas, jornalistas,
intelectuais e políticos de todas as facções transformaram as Diretas Já num
grito uníssono pela liberdade e pela democracia.

Nenhum comentário:
Postar um comentário