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Fonte: Diversas. Jornal,Blog,Revista. |
A cidade de Mossoró se apoia nas
tradições e num passado ilustrado de histórias que demonstram resistência, para
espelhar um futuro promissor. Antecipou-se à libertação da escravatura,
combateu o bando do cangaceiro Lampião e foi berço da primeira eleitora
da América Latina. A princípio, era apenas uma fazenda, "Santa
Luzia", pertencente antes de 1739, ao Capitão Teodorico da Rocha. Por
volta de 1770, a posse estava com o português Antônio de Souza Machado. A
fixação demográfica foi iniciada pela criação de gado, oficina de carnes e extração
do sal. segundo a tradição, a primeira exploração de Mossoró teria se dado no
correr do ano de 1633. Embora baseada na tradição, a informação merece atenção
segundo alguns historiadores, visto que em 1612 o povoamento chegou até o Rio
Assu, caminho natural para o Jaguaribe, que, obrigatoriamente, passava por
Mossoró. Está
situada na microrregião salineira do Estado e apresenta os seguintes limites:
ao norte, com o Estado do Ceará e o município de Grossos; ao sul, com os
municípios de Governador Dix-sept Rosado e Upanema; a leste, com os municípios
de Areia Branca, Carnaubais e Assú, e a oeste com o município de Baraúna. Os índios monxorós,
primeiros habitantes da região, eram, segundo o historiador Luiz da Câmara
Cascudo, cariris. Há quem os designassem como da família dos potiguares e até
mesmo como tapuias. Os monxorós eram de "tipo baixo, ágil, com hábitos de
guerra e espírito taciturno", características dos cariris, adianta o
etnólogo norte-rio-grandense. No começo do século XVIII, foram os monxorós
evacuados para a serra dos Dormentes, em Portalegre, sendo em 1749, vencidos
pelos paiacús, auxiliados por Carlos Barromeu e Clemente Gomes de Amorim,
dispersados e finalmente absorvidos por outras tribos mais fortes. A
cidade de Mossoró tem sua origem em um povoado surgido em 1712, após a tomada
de posse do sitio Santa Luzia pelo sargento-mor Antônio de Souza Machado. Em
1842, a Freguesia de Santa Luzia de Mossoró foi desmembrada de Apodi e, em
1852, o núcleo urbano foi elevado à categoria de Vila, desvinculando-se da Vila
Princesa, na Comarca de Assú. Mossoró se desenvolveu graças à sua posição
geográfica, à facilidade de obtenção do sal do litoral, e à proximidade da
criação de gado na chapada do Apodi, que permitiram à região de Mossoró se
tornar nos tempos coloniais um centro da indústria do charque, congregando as
chamadas oficinas de carne, que preparavam o alimento para ser exportado para o
Ceará e para o Sul do país. Entretanto, com o estabelecimento do monopólio do
sal, em 1788, as oficinas de carne acabaram transferindo-se para o Ceará.
Emancipação Política
Criação da comarca: Mossoró foi primeiro um distrito de paz do Termo da Vila da Princesa, da Província e Comarca do Rio Grande do Norte; depois distrito de paz do Termo do Apodi, da Comarca do Assu até 1852. Em 13 de fevereiro de 1852 "foi lida na Assembleia Provincial uma representação dos habitantes da freguesia de Santa Luzia do Mossoró pedindo que se elevasse a povoação à categoria de Vila e município." A lei n. 246 de 15 de março de 1852 (segundo Câmara Cascudo) e 15 de março de 1850 (segundo Manuel Ferreira Nobre) elevou o povoado a categoria de vila, com o título de Vila de Santa Luzia de Mossoró. Em 9 de novembro de 1870, a Lei Provincial n. 620, de autoria do vigário Antonio Joaquim Rodrigues, conferiu-lhe as honras de cidade.
Criação da comarca: Mossoró foi primeiro um distrito de paz do Termo da Vila da Princesa, da Província e Comarca do Rio Grande do Norte; depois distrito de paz do Termo do Apodi, da Comarca do Assu até 1852. Em 13 de fevereiro de 1852 "foi lida na Assembleia Provincial uma representação dos habitantes da freguesia de Santa Luzia do Mossoró pedindo que se elevasse a povoação à categoria de Vila e município." A lei n. 246 de 15 de março de 1852 (segundo Câmara Cascudo) e 15 de março de 1850 (segundo Manuel Ferreira Nobre) elevou o povoado a categoria de vila, com o título de Vila de Santa Luzia de Mossoró. Em 9 de novembro de 1870, a Lei Provincial n. 620, de autoria do vigário Antonio Joaquim Rodrigues, conferiu-lhe as honras de cidade.
Que legal, Elisonaldo!
ResponderExcluirVou indicar seu blog pra galera do teatro do Madalena. Assim, conhecemos um pouco da história da cidade onde vamos nos apresentar.