Prof.° Elisonaldo Câmara

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Mossoró/Guamaré / Pedro Avelino, Rio Grande do Norte, Brazil
Graduado em História pela UERN, Especialista em Geo-História, professor do município de Guamaré e do Estado do Rio Grande do Norte.

terça-feira, 28 de outubro de 2025

O IMPÉRIO BIZANTINO.

 


            O Império Bizantino nasceu da divisão do Império Romano. Uma das partes – o Império Romano do Ocidente – tinha como capital a cidade de Milão e depois Ravena. Na outra parte - o Império Romano do Oriente – a capital era a cidade de Constantinopla, atual cidade de Istambul, na Turquia. Quando o Império foi separado do Império Romano, o imperador romano Constantino reformou a cidade de Bizâncio que recebeu o nome de Constantinopla, essa cidade tinha posição geográfica privilegiada, pois era passagem obrigatória de importantes rotas comerciais que ligavam o Oriente ao Ocidente.

                        A localização geográfica entre Ásia e Europa, permitiu-lhe um intenso desenvolvimento comercial. Conhecida como “Porta do Oriente”, a cidade era o ponto de encontro de pessoas e mercadores de várias partes do mundo: da China vinha a seda; da Índia e do Ceilão, as famosas especiarias (cravo, pimenta-do-reino, etc); esses produtos mais as joias e as imagens religiosas fabricadas pelos bizantinos eram exportados para o Ocidente com grande lucro.

                        A organização política tinha como expressão máxima a figura do imperador, o qual, auxiliado por inúmeros funcionários, comandava o exército e liderava a Igreja, que se autodenominava ORTODOXA. O imperador era, portanto, muito poderoso e considerado um representante de Deus na terra, chegando mesmo a ser retratado com uma auréola em torno da cabeça. Como a Igreja local estivesse subordinada a sua autoridade, foi havendo um afastamento cada vez maior em relação à Igreja ocidental, que obedecia ao papa. Mais tarde, esses laços foram rompidos definitivamente, existindo até hoje a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa.

A religião no Império Bizantino era a cristã, e os bizantinos vivam intensamente o cristianismo. As festas oficiais, como a coroação de um imperador, tinham sempre caráter religioso. O aniversário das pessoas era comemorado duas vezes ao ano: no dia de seu nascimento e no dia do santo cujo seu nome a pessoa adotou. Quem faltasse à missa três domingos seguidos eram expulsos da Igreja.

                        No Império Bizantino, os ícones (imagens de Cristo, da Virgem e dos Santos) eram muito populares e serviam como estímulo a devoção. Os principais fabricantes de ícones eram os monges, que enriqueciam com essa atividade. Incomodado com o poder crescente dos monges, em 746 o imperador bizantino proibiu a veneração de imagens religiosas. A sociedade bizantina, então, dividiu-se entre os que eram a favor dos ícones e os que eram contrários a eles. O imperador e seus seguidores passaram a ser chamados de iconoclastas (aqueles que são contrários à veneração de ícones, imagens, ou que os destroem).           Atingidos pela proibição imperial, os monges encabeçaram várias revoltas populares contra o Império. O Imperador, por sua vez, passou a perseguir os monges e mandou destruir vários de seus mosteiros. O papa Gregório III interveio na disputa excomungando (expulsando da Igreja) os iconoclastas. Depois de vários conflitos, a imperatriz bizantina Irene liberou o culto às imagens, diminuindo, assim, as tensões.

 

CISMA DO ORIENTE. Conforme o cristianismo bizantino foi se expandindo, as divergências entre o patriarca de Constantinopla e o papa foram aumentando. Os patriarcas se consideravam dirigentes supremos da cristandade e rejeitavam, portanto, a autoridade do papa. Este, por sua vez, não abria mão de seu poder. As relações entre os patriarcas e o papa pioraram a tal ponto que, em 1054, ocorreu o rompimento: a Igreja cristã dividiu-se em duas – a Igreja Católica Apostólica Romana, chefiada pelo papa, e a Igreja Cristã Ortodoxa Grega, dirigida pelo patriarca. Essa divisão ficou conhecida como Cisma do Oriente e perdura até os dias de hoje.

No governo do imperador Justiniano (527 a 565) e sua esposa, Teodora, o Império Bizantino chegou ao seu apogeu. A Igreja de Santa Sofia, construída no governo desse imperador, é hoje um documento do poder e da riqueza dos bizantinos daquele tempo.

            Apesar de se considerar um porta-voz de Deus, Justiniano procurou dar ao seu governo uma base legal. Para tanto, encarregou juristas de reunir e atualizar as principais leis romanas. Esse trabalho resultou no Código Justiniano. Essa obra extensa está na base de vários códigos civis atuais, inclusive o do Brasil.

                        Além disso, Justiniano empenhou-se em restabelecer a unidade do antigo Império Romano, reconquistando as terras perdidas para os germanos. Os exércitos bizantinos empreenderam, então, várias campanhas militares, por meio das quais conquistaram parte do norte da África, o sul da Espanha e a Península Itálica.

            Essas conquistas, no entanto, custaram caro aos bizantinos. Para cobrir os gastos com a guerra, o imperador foi aumentando cada vez mais os impostos, o que provocou forte descontentamento e várias revoltas populares.

                        O Império Bizantino começou a declinar no século XI, sob o peso dos enormes gastos militares para defender suas fronteiras, ameaçadas por diferentes povos. Depois de sucessivos ataques, em 1453 os turcos otomanos conquistaram Constantinopla com balas de canhão, armamento moderníssimo naquela época. Era o fim do Império Bizantino.




A principal construção da cidade de Constantinopla era a catedral de Santa Sofia, erguida por Justiniano entre 531 e 537. Em sua construção trabalharam cerca de 10 mil homens. As paredes da catedral estavam recobertas por mármore e mosaicos que encantavam os visitantes por sua beleza e esplendor. A parte central da igreja era coroada com uma enorme cúpula de 65 metros de altura e 31 metros de diâmetro.

            Depois da conquista de Constantinopla pelos turcos, no ano de 1453, a catedral da Santa Sofia foi transformada em uma mesquita e receberam os minaretes, torres típicas das mesquitas muçulmanas. Após a Primeira Guerra Mundial, no século XX. Santa Sofia foi transformada em museu.

terça-feira, 21 de outubro de 2025

A origem e história do Distrito de Baixa do Meio.

 

Foto aérea de Baixa do Meio.

Baixa do Meio é uma comunidade que serve de marco divisório entre dois municípios ligados por muitos anos de história, aspectos econômicos e geográficos. Separados pela rodovia federal a BR 406. De um lado Pedro Avelino do outro Guamaré. Os registros oficiais da IFOCS (empresa federal de obras contra a seca) data de 26 de outubro de 1935 o inicio do povoamento da comunidade.

Já era conhecido pelos comerciantes ou comboios que ali passavam transportando Sal e peixes, que usavam a estrada que ligava Lages e Pedro Avelino as praias de Guamaré. A IFOCS teve um papel muito importante na vida dos moradores de Baixa do Meio, por que através da iniciativa de trazer água para essa região, foi que atraiu um grande número de pessoas.

Segundo relatos de moradores, o nome deriva-se pela sua posição geográfica, visto que se localizava entre o município de Baixa Verde, hoje João Câmara e a localidade de Baixa do Feijão, atualmente um assentamento rural conhecido como Umarizeiro. Portanto, deu-se o nome de Baixa do Meio.

Baseado em registros históricos, os antigos moradores dessa região eram: Manoel Ribeiro, Sandoval Mendes, Antônio Epifânio, José de Paiva, Chico Regina, Antônio Constantino, Manoel Teixeira, Francisca Martins, Miguel Camilo que formaram a árvore genealógica da comunidade.

Os moradores de Baixa do Meio vivem basicamente da agricultura de subsistência e pecuária. Outros são comerciantes varejistas e atacadistas. Também os que trabalham na RPCC (Refinaria Clara Camarão), e em empresas que prestam serviços a Guamaré, parte são funcionários públicos municipais. E os demais são trabalhadores autônomos.

Atualmente o distrito de Baixa do Meio apresenta um crescimento demográfico expressivo, migrantes populacionais de diversas regiões do Estado do Rio Grande do Norte e de outras regiões do Brasil, se deslocam para o distrito atraído pelas oportunidades econômicas ofertadas pelo Polo Industrial da 3R Petroleum (Refinaria Clara Camarão) e os recursos arrecadados pelo poder público municipal.

Mas apesar desse crescimento populacional com uma estrutura física e habitacional de uma pequena cidade do nordeste brasileiro, o distrito apresenta graves problemas de serviços, infraestrutura e principalmente relacionados às questões sociais.     

Fonte: Blog Portal Baixa do Meio\ Google\ adaptação Elisonaldo Câmara.

      

terça-feira, 14 de outubro de 2025

O caminho para a paz.

 

                                           Fonte: Amóz Os, escritor israelense.

’Os palestinos estão na Palestina porque é sua terra, e a única terra natal do povo palestino {...}. Os judeus israelenses estão em Israel porque não há nenhum outro país no mundo a que os judeus, como povo, poderiam chamar seu lar. Como individuados, sim, mas não como povo, não como nação. Os judeus foram expulsos da Europa, exatamente da mesma forma que os palestinos foram inicialmente expulsos da Palestina e, em seguida dos países árabes.

Os palestinos tentaram, involuntariamente, viver em outros países árabes. Foram rejeitados, às vezes até humilhados e perseguidos, pela chamada família árabe. Tomaram conhecimento, da maneira mais dolorosa, pois não eram desejados como os outros países do mundo árabe.    

O que precisamos é de um compromisso doloroso. Porque ambos os povos amam o país, porque judeus israelenses e árabes palestinos tem raízes históricas e emocionais profundas e diferentes. Se há algo a esperar, isso é um divórcio justo e razoável entre Israel e Palestina. E os divórcios nunca são felizes, mesmo quando são justos.

Muito inconveniente, mas melhor do que o inferno vivo que todos estão enfrentando agora naquele país amado. Palestinos que são diariamente oprimidos, assediados, humilhados, que passam privações por causa do cruel governo militar israelense.

O povo israelense, que é diariamente aterrorizado por ataques terroristas impiedosos e indiscriminados contra civis, homens, crianças etc. Qualquer coisa é preferível a isto! Sim, um divórcio razoável’’ 

 


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