Guamaré
é um dos municípios mais antigos do Rio Grande do Norte, estando sua área
presente na organização do espaço norteriograndense, desde os primórdios da
colonização da antiga capitania do Rio Grande, foi ambicionado pelos
colonizadores por ser um ponto estratégico e grande produtor de sal natural. Tendo a origem de seu nome pela junção das
palavras água-maré, por estar localizada às margens das marés dos rios Aratuá e
Miassaba, Guamaré recebeu a presença do homem branco nos idos de 1605, quando o
Capitão Pero Coelho, aqui aportou com sua esposa, seus filhos e soldados,
sobreviventes da tentativa frustrada de colonizar o Ceará. Salvaram-se da fome
comendo Aratú cru e bebendo água fresca em Água-Maré, arranchados junto à
cacimba d’água.
Seus
relatos sobre as terras salineiras ao Capitão-Mor Jerônimo de Albuquerque,
levou-o a doá-las em 20 de agosto de 1605, aos filhos, Antônio e Mathias de
Albuquerque. Em seguida, em 1611, com a demarcação dos limites da Capitania do
Rio Grande, Guamaré é citada como o que havia de “maior importância”
No ano de 1783 o português Francisco dos Santos, residente em Caiçara,
construiu a Capela de Nossa Senhora da Conceição em gratidão, por ter
conseguido salvar-se juntamente com sua tripulação, de uma tempestade no alto
mar e aportando em Guamaré.
Em
1654, os holandeses foram expulsos do Brasil, foi iniciada a doação das
Sesmarias, quando os militares ou comerciantes de Pernambuco, receberam as
terras salineiras de Guamaré até Mossoró. Mas foi com a interiorização, que a
comunidade passou a pertencendo ás Vilas de Assu, [Santana de Matos, como
Paróquia] Angicos e Macau, mais novos que ela, uma vez que suas ocupações eram
recentes. Em 6 de setembro de 1837, os
moradores de Guamaré enviaram à Assembleia Legislativa uma petição pleiteando a
criação da Villa Imperial de Guamaré e respectiva freguesia. Mas a tão sonhada
Emancipação de Guamaré, tornou-se realidade em 7 de maio de 1962, através da
Lei nº 2.744, quando foi desmembrada de Macau, tornando-se um novo Município do
Rio Grande do Norte.
A
economia do Município de Guamaré desde que se tem conhecimento de sua história
esteve baseada na pesca e na extração do sal. Porém com a descoberta do
petróleo em seu litoral em 1975. Iniciou-se
uma nova fase econômica em Guamaré. A presença da Petrobrás em Guamaré foi
fator considerável para seu desenvolvimento. Para o Polo Industrial de Guamaré.
A Agricultura é basicamente de subsistência. A
Pecuária é uma atividade pequena, sem expressividade, porém destacando-se a
criação de ovinos e caprinos. A Pesca ainda é uma atividade movimentada em
Guamaré. O pescado abastece não só o município de Guamaré, como também é
vendido para outros municípios. A Carcinicultura também é uma atividade em
pleno desenvolvimento, tendo em vista que as antigas salinas estão sendo
vendidas ou arrendadas, para projetos de criação de camarões em cativeiro.
Atualmente
a cidade de Guamaré apresenta um crescimento demográfico expressivo, migrantes
populacionais de diversas regiões do Estado do Rio Grande do Norte e de outros
Estados do Nordeste brasileiro, se deslocam para ‘’ A terra do Ouro negro’’
atraídos pela oportunidade econômica ofertadas pelo Polo Industrial da
Petrobrás (Refinaria Clara Camarão) e os recursos arrecadados pelo poder
público municipal. Mas apesar desse crescimento populacional com uma estrutura
física e habitacional de uma pequena cidade do nordeste brasileiro, o município
apresenta graves problemas de infraestrutura e principalmente relacionados às
questões sociais.
Fonte: Livro Guamaré ontem e hoje de Jandir
Candéas/Google/ Elisonaldo Câmara.
