Prof.° Elisonaldo Câmara

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Mossoró/Guamaré / Pedro Avelino, Rio Grande do Norte, Brazil
Graduado em História pela UERN, Especialista em Geo-História, professor do município de Guamaré e do Estado do Rio Grande do Norte.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Pirro, o rei de Épiro.




 
Fonte: Aventuras na história.
  Foi o lendário homem que inspirou a expressão ‘’ vitória pírrica’’, nasceu em 318 a.C,  em Épiro onde chegou a reinar na cidade e na Macedônia,e ficou famoso  por ser um dos maiores inimigos de Roma. Pirro lutou em muitas batalhas, algumas vitoriosas outras derrotadas. Umas das campanhas mais elucidadas,  foi na batalha de Heraclecia, onde comandou um exercito de cerca de 25 mil soldados, consegue derrotar os romanos. Pirro se torna um dos reis mais queridos de seu povo, sua coragem e ousadia asseguram-lhe o respeito das tropas e o afeto de seu povo.Mas o rei de Épiro tem outros planos e objetivos, como expulsar de vez os catarinenses da região e conquistar a África. O príncipe popular se transforma em tirano, perdendo grande parte dos admiradores, e não conseguir reunir um grande número de soldados. Seu comportamento absolutista causa grande descontentamento por parte de seus súditos, mesmo vencendo as forças inimigas, retorna para Épiro, mesmo com um exercito bastante enfraquecido marcha e conquista o reino da Macedônia.
A versão oficial sobre sua morte seria uma pedrada que levou numa batalha na cidade de Argos, mas também diz-se que ele pode ter sido envenenado por um servo. A expressão ‘’ vitória pírrica’’ ficou conhecida após a batalha de Ásculo, em 279 a.C, contra os romanos. Pirro e seu exercito vence, porém as baixas são enormes. Ao ser parabenizado por seus generais pela vitória, o comandante responde: ‘’ mais uma vitória como esta e  estou perdido’’. É o famoso ditado, que significa vitória com ares de derrota.


quarta-feira, 15 de julho de 2015

A origem da cidade de Tóquio.




Fonte: Aventuras na História.
 
A cidade surgiu de Edo, um castelo do clã Hojo, que passou a pertencer ao senhor da guerra Tokugawa Ieyasu em 1590. Após conseguir receber do imperador o título de Xogum, líder absoluto do Japão,tornou a cidade mais importante do país. Ela não era a capital oficial - o título continuou a pertencer a Kyoto,onde residia o imperador. O nome atual vem de 1868,quando após a guerra civil que derrubou o xogunato, o imperador da dinastia meiji mudou-se para o castelo de Tokugawa,tornou a nova capital do Japão e a rebatizou - o nome de Tóquio que quer dizer ''Capital do leste''.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A Mineração no Brasil Colonial.


Fonte: Pesquisa na Internet.


 Durante os dois primeiros séculos da Colonização do Brasil, a atividade econômica estava relacionada principalmente com o modelo agropastoril, sobretudo ao sistema da plantation, desenvolvido no Nordeste, isto é, ao cultivo de grandes latifúndios monocultores, como o da cana- de- açúcar. A razão para isso vinha do fato de que, ao contrário dos espanhóis, que encontraram com maior facilidade outras fontes de riqueza, como metais preciosos, em suas colônias americanas; no Brasil, a obtenção de lucros com pedras e metais precisos só ocorreu no século XVIII, via prospecção, no interior do território.As condições para o desenvolvimento da mineração no Brasil foram dadas pelo processo de desbravamento do interior da colônia operado pelas denominadas Entradas e bandeiras, que consistiam em expedições armadas que saíam da Capitania de São Paulo rumo ao sertão, com o objetivo de apresar índios, destruir quilombos e encontrar metais preciosos. No ano de 1696, uma dessas expedições conseguiu encontrar jazidas de ouro nas regiões montanhosas de Minas Gerais, onde teve início a ocupação do Vale do Ouro Preto. Nessa e em outras regiões de Minas (e depois em Goiás e no Mato Grosso), o ouro, inicialmente, era encontrado na forma de aluvião um tipo sedimentado do metal solvido em depósitos de cascalho, argila e areia. Logo em seguida, começou-se a exploração de rochas localizadas nas encostas das montanhas, empregando-se a técnica conhecida como grupiara. Grandes sistemas de prospecção foram construídos, desde escavações das encostas até canais de drenagem e ventilação. A exploração do ouro em Minas desencadeou uma grande onda migratória de portugueses e de pessoas de outras regiões da colônia no século XVII. Cerca de 30 a 50 mil aventureiros vieram em direção às minas à procura de enriquecimento. A densidade populacional aumentou sobremaneira nessa região e aumentaria ainda mais com a presença dos escravos que, encarregados do trabalho braçal, passaram a compor a base da sociedade mineradora. Além da formação de uma nova composição social, houve também um novo sistema de fiscalização, desenvolvido pela Coroa Portuguesa especialmente para a atividade mineradora. Esse sistema começava com a política de distribuição das terras, que eram repartidas em datas ou lotes para exploração. Cada arrendatário de um lote tinha o direito de explorar as jazidas de seu domínio, desde que respeitasse o Regimento dos Superintendentes, Guardas-Mores e Oficiais Deputados para as minas de Ouro, que foi elaborado em 1702. Esse regimento criou a Intendência das Minas, um tipo de governo especial vinculado diretamente a Lisboa. A primeira forma de tributo foi o quinto, isto é, 20% do que era produzido na prospecção deveria ser remetido à Coroa Portuguesa. Entretanto, esse sistema mostrou-se muito vulnerável

e p assível de fraudes, fato que obrigou a coroa a estipular outro sistema, o da finta, que consistia na remessa de 30 arrobas anuais de ouro para a Coroa. Houve ainda a criação das Casas de Fundição, cujo objetivo era transformar todo o ouro extraído em barras, na própria colônia, após ter sido retirada a quinta parte, que era remetida à Coroa. Só depois desse processo, os mineradores tinham o direito de negociar a parte que lhe restava.O sistema de capitação, que estipulava também porcentagens sobre as posses do minerador, como os seus escravos. o governo português criou o sistema da derrama, uma espécie de cobrança retroativa dos quintos atrasados e de um imposto a mais sobre aqueles que eram cobrados. Essas medidas acabaram por resultar em alguns conflitos coloniais, como a Revolta de Vila Rica, em 1720, e a Guerra dos emboabas.
A EXPLORAÇÃO DAS JAZIDAS: Havia duas formas de extração aurífera: a lavra e a faiscação.
As lavras eram empresas que, dispondo de ferramentas especializadas, executavam a extração aurífera em grandes jazidas, utilizando mão- de- obra de escravos africanos. O trabalho livre era insignificante e o índio não era empregado. A lavra foi o tipo de extração mais freqüente na fase áurea da mineração, quando ainda existia recurso e produção abundantes, o que tornou possível grandes empreendimentos e obras na região. A faiscação era a pequena extração representada pelo trabalho do próprio garimpeiro, um homem livre de poucos recursos que excepcionalmente poderia contar com alguns ajudantes. No mundo do garimpo o faiscador é considerado um nômade, reunindo-se às vezes em grande número, num local franqueado a todos. Poderiam ainda ser escravos que, se encontrassem uma quantidade muito significativa de ouro, ganhariam a alforria. Também conhecida como faisqueira, tal atividade se realizava principalmente em regiões ribeirinhas. De uma maneira ou de outra, a faiscação sempre existiu na mineração aurífera da colônia tornando-se mais intensa com a própria das minas, surgindo então o faiscador que aproveita as áreas empobrecidas e abandonadas.
SOCIEDADE E CULTURA: O ciclo do ouro e do diamante foi responsável por profundas mudanças na vida colonial, foi intensificado o comércio interno de escravos, representam a transferência do eixo social e econômico do litoral para o interior da colônia, o que acarretou na própria mudança da capital de Salvador para o Rio de Janeiro, cidade de mais fácil acesso à região mineradora. A vida urbana mais intensa viabilizou também, melhores oportunidades no mercado interno e uma sociedade mais flexível, principalmente se contrastada com o imobilismo da sociedade açucareira. A acentuação da vida urbana trouxe também mudanças culturais e intelectuais, destacando-se a chamada escola mineira, que se transformou no principal centro do Arcadismo no Brasil. São expoentes as obras esculturais e arquitetônicas de Antônio Francisco Lisboa, o "Aleijadinho", em Minas Gerais e do Mestre Valentim, no Rio de Janeiro.
A DECADÊNCIA DA MINERAÇÃO: Na segunda metade do século XVIII, a mineração entra em decadência com a paralisação das descobertas. Por serem de aluvião o ouro e diamantes descobertos eram facilmente extraídos, o que levou a uma exploração constante, fazendo com que as jazidas se esgotassem rapidamente. Esse esgotamento deve-se fundamentalmente ao desconhecimento técnico dos mineradores, já que enquanto a extração foi feita apenas nos veios (leitos dos rios), nos tabuleiros (margens) e nas grupiaras (encostas mais profundas) a técnica, apesar de rudimentar, foi suficiente para o sucesso do empreendimento. Numa quarta etapa porém, quando a extração atinge as rochas matrizes, formadas por um minério extremamente duro (quartzo itabirito), as escavações não conseguem prosseguir, iniciando o declínio da economia mineradora. Como as outras atividades eram subsidiárias ao ouro e ao diamante, toda economia colonial entrou em declínio. Sendo assim, a primeira metade do século XIX será representada pelo Renascimento Agrícola, fase economicamente transitória, marcada pela diversificação rural (algodão, açúcar, tabaco, cacau e café), que se estenderá até a consolidação da monocultura cafeeira, iniciada por volta de 1870 no Vale do Paraíba.

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