Prof.° Elisonaldo Câmara
- História em Foco
- Mossoró/Guamaré / Pedro Avelino, Rio Grande do Norte, Brazil
- Graduado em História pela UERN, Especialista em Geo-História, professor do município de Guamaré e do Estado do Rio Grande do Norte.
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
terça-feira, 1 de setembro de 2026
O IMPERIO BIZANTINO.
O
Império Bizantino nasceu da divisão do Império Romano. Uma das partes – o
Império Romano do Ocidente – tinha como capital a cidade de Milão e depois
Ravena. Na outra parte - o Império Romano do Oriente – a capital era a cidade
de Constantinopla, atual cidade de Istambul, na Turquia. Quando o Império foi
separado do Império Romano, o imperador romano Constantino reformou a cidade de
Bizâncio que recebeu o nome de Constantinopla, essa cidade tinha posição
geográfica privilegiada, pois era passagem obrigatória de importantes rotas
comerciais que ligavam o Oriente ao Ocidente.
A
localização geográfica entre Ásia e Europa, permitiu-lhe um intenso desenvolvimento
comercial. Conhecida como “Porta do Oriente”, a cidade era o ponto de encontro
de pessoas e mercadores de várias partes do mundo: da China vinha a seda; da
Índia e do Ceilão, as famosas especiarias (cravo, pimenta-do-reino, etc); esses
produtos mais as joias e as imagens religiosas fabricadas pelos bizantinos eram
exportados para o Ocidente com grande lucro.
A
organização política tinha como expressão máxima a figura do imperador, o qual,
auxiliado por inúmeros funcionários, comandava o exército e liderava a Igreja,
que se autodenominava ORTODOXA. O imperador era, portanto, muito poderoso e
considerado um representante de Deus na terra, chegando mesmo a ser retratado
com uma auréola em torno da cabeça. Como a Igreja local estivesse subordinada a
sua autoridade, foi havendo um afastamento cada vez maior em relação à Igreja
ocidental, que obedecia ao papa. Mais tarde, esses laços foram rompidos
definitivamente, existindo até hoje a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa.
A
RELIGIOSIDADE BIZANTINA.
A
religião no Império Bizantino era a cristã, e os bizantinos vivam intensamente
o cristianismo. As festas oficiais, como a coroação de um imperador, tinham
sempre caráter religioso. O aniversário das pessoas era comemorado duas vezes
ao ano: no dia de seu nascimento e no dia do santo cujo seu nome a pessoa
adotou. Quem faltasse à missa três domingos seguidos eram expulsos da Igreja.
No
Império Bizantino, os ícones (imagens de Cristo, da Virgem e dos Santos) eram
muito populares e serviam como estímulo a devoção. Os principais fabricantes de
ícones eram os monges, que enriqueciam com essa atividade. Incomodado com o
poder crescente dos monges, em 746 o imperador bizantino proibiu a veneração de
imagens religiosas. A sociedade bizantina, então, dividiu-se entre os que eram
a favor dos ícones e os que eram contrários a eles. O imperador e seus
seguidores passaram a ser chamados de iconoclastas (aqueles que são contrários
à veneração de ícones, imagens, ou que os destroem). Atingidos pela proibição imperial, os monges encabeçaram várias
revoltas populares contra o Império. O Imperador, por sua vez, passou a
perseguir os monges e mandou destruir vários de seus mosteiros. O papa Gregório
III interveio na disputa excomungando (expulsando da Igreja) os iconoclastas.
Depois de vários conflitos, a imperatriz bizantina Irene liberou o culto às
imagens, diminuindo, assim, as tensões.
CISMA
DO ORIENTE. Conforme o cristianismo bizantino foi se expandindo, as
divergências entre o patriarca de Constantinopla e o papa foram aumentando. Os
patriarcas se consideravam dirigentes supremos da cristandade e rejeitavam,
portanto, a autoridade do papa. Este, por sua vez, não abria mão de seu poder.
As relações entre os patriarcas e o papa pioraram a tal ponto que, em 1054,
ocorreu o rompimento: a Igreja cristã dividiu-se em duas – a Igreja Católica
Apostólica Romana, chefiada pelo papa, e a Igreja Cristã Ortodoxa Grega,
dirigida pelo patriarca. Essa divisão ficou conhecida como Cisma do Oriente e
perdura até os dias de hoje. Cristandade:
comunidade cristã; conjunto de povos e países tidos como cristãos. Cisma do Oriente: separação da Igreja Cristã em duas:
1)
Igreja Católica
Apostólica Romana:
Sede: Roma Chefe: Papa.
Língua da missa: latim. Celibato era para todos os
membros do clero.
2) Igreja Cristã
Ortodoxa:
Sede: Constantinopla. Chefe: Patriarca.
Língua da missa: grego.
Celibato era apena para os
bispos. Não acreditavam no purgatório.
O GOVERNO DE JUSTINIANO.
No governo do imperador
Justiniano (527 a 565) e sua esposa, Teodora, o Império Bizantino chegou ao seu
apogeu. A Igreja de Santa Sofia, construída no governo desse imperador, é hoje
um documento do poder e da riqueza dos bizantinos daquele tempo.
Apesar de se considerar um porta-voz de
Deus, Justiniano procurou dar ao seu governo uma base legal. Para tanto,
encarregou juristas de reunir e atualizar as principais leis romanas. Esse
trabalho resultou no Código Justiniano. Essa obra extensa está na base de
vários códigos civis atuais, inclusive o do Brasil.
Além
disso, Justiniano empenhou-se em restabelecer a unidade do antigo Império
Romano, reconquistando as terras perdidas para os germanos. Os exércitos bizantinos empreenderam, então, várias campanhas
militares, por meio das quais conquistaram parte do norte da África, o sul da
Espanha e a Península Itálica.
Essas conquistas, no entanto, custaram
caro aos bizantinos. Para cobrir os gastos com a guerra, o imperador foi
aumentando cada vez mais os impostos, o que provocou forte descontentamento e várias
revoltas populares.
O
Império Bizantino começou a declinar no século XI, sob o peso dos enormes
gastos militares para defender suas fronteiras, ameaçadas por diferentes povos.
Depois de sucessivos ataques, em 1453 os turcos otomanos conquistaram Constantinopla
com balas de canhão, armamento moderníssimo naquela época. Era o fim do Império
Bizantino.
A CATEDRAL DE SANTA SOFIA.
A principal construção da
cidade de Constantinopla era a catedral de Santa Sofia, erguida por Justiniano
entre 531 e 537. Em sua construção trabalharam cerca de 10 mil homens. As
paredes da catedral estavam recobertas por mármore e mosaicos que encantavam os
visitantes por sua beleza e esplendor. A parte central da igreja era coroada
com uma enorme cúpula de 65 metros de altura e 31 metros de diâmetro.
Depois da conquista de Constantinopla
pelos turcos, no ano de 1453, a catedral da Santa Sofia foi transformada em uma
mesquita e receberam os minaretes, torres típicas das mesquitas muçulmanas.
Após a Primeira Guerra Mundial, no século XX. Santa Sofia foi transformada em
museu.
terça-feira, 25 de agosto de 2026
Atividade avaliativa de História.
Profº
Elisonaldo Câmara
1. Abolida a escravidão, os
fazendeiros paulistas, movidos pela necessidade de mão- de- obra, financiaram a
vinda de imigrantes para trabalhar nas lavouras de café como trabalhadores
livres contratados. Com base no que foi dito a respeito, no texto, complete as
frases.
Os trabalhadores livres das
fazendas de café vieram da________________. Pelo contrato de parceria, o
fazendeiro financiava a______________________, o transporte do ____________ do
porto até a______________.
2. Explique a importância da rede
ferroviária para a cafeicultura em São Paulo.
3.
Como
se chamou a política econômica adotada pelo governo em 1906, para proteger o
preço do café no mercado internacional? Quais foram as principais medidas?
4.
Sobre
o controle dos negócios do café, relacione as colunas.
(1)
Instituto
do café. ( )
Estado brasileiro.
(2)
Conselho
nacional do café. ( ) países exportadores e importadores.
(3)
Organização
internacional do café. ( ) Fazendeiros
paulistas.
5. O que foi a semana de arte
moderna? E qual sua relação com a produção de café?
6. Complete o quadro comparando dois momentos
distintos da cafeicultura.
|
Dados |
Vale do Paraíba |
Oeste paulista |
|
Século |
|
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Aspectos
geográficos |
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Mão –de- obra |
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Porto de exportação |
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7. Qual a origem da palavra café? Como e
quando foi introduzido no Brasil?
8. Observe as imagens, pesquise e
responda.
Figura 1. Lavrador de café (Portinari, 1934) /
Figura 2. Café (Portinari, 1935).
Portinari retrata a
realidade do seu tempo. Quais aspectos geográficos e históricos podem ser
identificados nas duas obras? Como eles se relacionam com a temática da
economia cafeeira?
Os parceiros de Ibicaba.
O
senador e fazendeiro Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, em 1845, obteve do
governo um empréstimo de 200 contos, sem juros, para financiar a vinda de 1.000
imigrantes europeus. Também fundou, em 1846, a firma Vergueiro & Cia., que
se encarregaria da importação de mão de obra. Como resultado dessas operações,
chegaram, no ano seguinte, 64 famílias alemãs provenientes de Baviera, Prússia
e Holstein, totalizando cerca de 400 pessoas.
Para o senador Vergueiro, a sua
fazenda Ibicaba, agora dedicada à cafeicultura, deveria ser o modelo de um
empreendimento agrícola com a utilização de trabalhadores livres. (...)
Na fazenda, os imigrantes recebiam certo número de pés de café para cuidar.
Também lhes era prometida uma porção de terra suficiente para assegurar seu
sustento. Do lucro obtido com o café colhido, o colono deveria receber a
metade, descontando-se, porém todos os gastos com a secagem no terreiro,
limpeza, beneficiamento, transporte e impostos. Esse tipo de contrato -- o de
parceria -- já era conhecido nas culturas de cana-de-açúcar e em alguns lugares
do oeste da Europa.
Mas o sistema da Cia. Vergueiro se
diferenciava deste, pois a venda do café era efetuada pelo agente comercial, e
não pelo colono. Além disso, a companhia não exigia apenas a metade do lucro
líquido da colheita de café, como também a metade do lucro dos alimentos
vendidos pelos colonos. (...) Ibicaba, a fazenda modelo do senador
Vergueiro e precursora do sistema de parceria, foi também pioneira em provocar
as consequências mais importantes dos conflitos entre colonos e seus
empregadores. (...) Em várias fazendas e também em Ibicaba, os conflitos
tornaram-se mais frequentes em 1856, atingindo o auge no ano seguinte.
Para os latifundiários, comum
comportamento tipicamente patriarcal de quem lidava somente com escravos, essa
era uma situação inédita: uma greve de mão de obra! Como enfrentá-la? Sanções e
recusa de fornecer alimentos eram recebidos com incompreensão e teimosia pelos
colonos, que fortaleciam sua união. Para isso também contribuiu a presença, em
Ibicaba, do professor suíço Thomaz Davatz, que organizou os protestos dos
colonos, até então isolados e desarticulados. (...)
O caso ficou conhecido por todo o Brasil e
pelos países de língua alemã, trazendo consequências para ambos os lados.
Wagner Reinhardt. Revista Trabalhadores Imigrantes. Campinas/SP: Secretaria
Municipal de Cultura, 1989. p. 30-3.
A) Quando e onde foi adotado o sistema de parceria.
B) Quais os principais povos/nacionalidades
(imigrantes) presentes no sistema de parceria.
C) As
principais características do contrato de trabalho no sistema de parceria.
D) As principais atividades desenvolvidas pelos
imigrantes.