Prof.° Elisonaldo Câmara

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Mossoró/Guamaré / Pedro Avelino, Rio Grande do Norte, Brazil
Graduado em História pela UERN, Especialista em Geo-História, professor do município de Guamaré e do Estado do Rio Grande do Norte.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Introdução a História.

      As palavras em nossa língua podem ter sentidos variados. A palavra história pode ser entendida de diversas maneiras:

_ História: ficção – Os livros de aventura, as novelas de televisão e os filmes nos contam histórias de pessoas, de lugares, de acontecimentos muitas vezes inventados para chamar a nossa atenção ou nos distrair. Essas histórias são inventadas pela imaginação humana e são chamadas de histórias fictícias ou de ficção.

_ História: vida real – Os fatos reais que acontecem no dia-a-dia, tanto de uma pessoa como de um país, podem ser chamados de história da vida real. As lutas, os sonhos, as alegrias, as tristezas, os acontecimentos marcantes constituem a vida real de cada um e torna-se a sua história.

_ História: ciência – Outro sentido ainda pode ser dado à palavra história: História, ciência que estuda a vida humana através do tempo. É este sentido da palavra história que nos interessa. Vamos entender como os homens organizaram-se e desenvolveram-se no passado, chegando aos dias de hoje. É importante ressaltar que a História está interessada tanto na vida dos homens do passado como dos homens atuais, de forma que é uma ciência do passado e do presente, uns e outros inseparáveis.

 

A verdade histórica – Como grande parte dos historiadores atuais, creio que não existe a tal “verdade histórica” definitiva e absoluta. Cada época faz a sua própria história, sempre respondendo perguntas que cada época faz a seu passado.

     A história acumulou numerosos conhecimentos e interpretações sobre os fatos, que vão acrescentando pedaços e facetas do conhecimento à chamada “verdade histórica”. É como se uma câmera cinematográfica filmasse uma cena de diversos ângulos e perspectivas. Nenhuma foto contém toda a cena, mas o seu conjunto se aproxima do que chamaríamos de visão global.

     Cada pesquisador e cada estudioso acrescenta uma nova perspectiva ao conhecimento, que para cada um deles é a “verdade”. (Laima Mesgravis)

O problema da verdade – Leia, agora, uma lenda da Índia sobre a dificuldade humana para compreender a realidade:

     Numa antiga cidade da Índia viviam seis cegos. Eles sempre ouviam falar do majestoso elefante do Rajá (príncipe). Até que, um dia, resolveram examinar diretamente o grande animal.

     Chegando perto do elefante, o primeiro cego conseguiu colocar a mão na sua barriga. Então, gritando, disse:

     _ O elefante é como um muro.

     Porém, o segundo cego segurou numa das presas e, ouvindo o amigo, protestou:

     _ Não, o elefante é pontiagudo e duro como uma lança!

     O terceiro cego, agarrando a tromba, discordou:

     _ O elefante é como uma serpente.

     O quarto cego pegando a enorme perna do elefante, disse:

     _ Vocês estão loucos: o elefante é como o tronco de uma árvore!

     O quinto cego, ouvindo a confusão dos amigos, decidiu saltar para cima do animal. Segurou, então, uma das grandes orelhas do elefante e disse:

     _ Todos vocês são idiotas se não percebem que o elefante é um grande leque de abano.

     Por fim, o sexto cego, cuidadosamente segurou a cauda e disse:

     _ Calem-se todos. O elefante é uma corda resistente.

     Os cegos, pegando uma parte do elefante, conheciam apenas uma parte do animal. Entretanto, cada cego era muito orgulhoso. Pensava que sua parte correspondia ao todo, criando toda a confusão.

     A mensagem dessa lenda serve de alerta para muitas situações. No estudo da História, por exemplo, muitas pessoas comportam-se como os seis cegos da Índia. Percebem e compreendem uma parte da realidade e concluem, orgulhosamente, que descobriram a verdade.

     Essas pessoas se esquecem que o saber humano é seletivo e limitado. É seletivo porque cada historiador seleciona a área que quer estudar, seleciona o que mais lhe interessa. É limitado porque, por mais ampla que seja a sua pesquisa, ela atinge apenas parcela da realidade. Pois a tarefa de conhecer é sempre infinita.

 

 

Conceito de História: História é uma ciência humana que estuda o desenvolvimento do homem no tempo. A História analisa os processos históricos, personagens e fatos para poder compreender um determinado período histórico, cultura ou civilização.

Objetivos: Um dos principais objetivos da História é resgatar os aspectos culturais de um determinado povo ou região para o entendimento do processo de desenvolvimento. Entender o passado também é importante para a compreensão do presente.

Fontes: O estudo da História foi dividido em dois períodos: a Pré-História (antes do surgimento da escrita) e a História (após o surgimento da escrita, por volta de 4.000 a.C).

Para analisar a Pré-História, os historiadores e arqueólogos analisam fontes materiais (ossos, ferramentas, vasos de cerâmica, objetos de pedra e fósseis) e artísticas (arte rupestre, esculturas, adornos).

Já o estudo da História conta com um conjunto maior de fontes para serem analisadas pelo historiador. Estas podem ser: livros, roupas, imagens, objetos materiais, registros orais, documentos, moedas, jornais, gravações, etc.

Ciências auxiliares da História.

A História conta com ciências que auxiliam seu estudo. Entre estas ciências auxiliares, podemos citar: Antropologia (estuda o fator humano e suas relações), Paleontologia (estudo dos fósseis), Heráldica (estudo de brasões e emblemas), Numismática (estudo das moedas e medalhas), Psicologia (estudo do comportamento humano), Arqueologia (estudo da cultura material de povos antigos), Paleografia (estudo das escritas antigas) entre outras.
Periodização da História.

Para facilitar o estudo da História ela foi dividida em períodos:

-Pré-História: Desde o surgimento do homem até o surgimento da escrita, ou seja, até 4.000 a.C.
-Idade Antiga (Antiguidade): de 4.000 a.C até 476 (invasão do Império Romano)
-Idade Média (História Medieval): de 476 a 1453 (conquista de Constantinopla pelos turcos otomanos).

-Idade Moderna: de 1453 a 1789 (Revolução Francesa).

-Idade Contemporânea: de 1789 até os dias de hoje.

Outras informações:

- O grego Heródoto, que viveu no século V a.C é considerado o “pai da História” e primeiro historiador, pois foi o pioneiro na investigação do passado para obter o conhecido histórico.

“A diversidade dos testemunhos históricos é quase infinita. Tudo o que o homem diz ou escreve, tudo o que constrói, tudo o que toca, pode e deve fornecer informações sobre eles” Marc Bloch.

                  “Se você não conhece a História, nada conhece. Você é uma folha que não sabe que é parte de uma árvore”   - Michael Crichton.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

COMBINADOS DO ANO LEITVO DE 2026.

 

Ø Espere o(a) professor(a) na sala de aula.

Ø Comunique-se com as pessoas sem gritos e agressões.

Ø Peça desculpas quando for indelicado.

Ø Peça licença quando precisar sair da sala de aula.

Ø Não jogue lixo no chão.

Ø Ouça com atenção quem estiver falando. Espere sua vez de falar.

Ø Respeitar os colegas, professores e funcionários da escola.

Ø Manter os cadernos e livros organizados.

Ø Fazer as atividades e os trabalhos com capricho.

Ø Não rabiscar paredes, carteiras, cadeiras e banheiros.

Ø Não faltar as aulas.

Ø Não usar o celular em sala de aula.

Ø Não sair da sala de aula sem autorização do professor.

Ø Não conversar durante a explicação do professor.

Ø Trazer o material escolar.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

''O Bonde de São Januário"


No período do Estado Novo, Getúlio Vargas orientou o DIP - Departamento de Imprensa e Propaganda, a “convencer” os compositores a valorizarem o trabalho em suas canções. O objetivo era enaltecer a figura do trabalhador empenhado no desenvolvimento do país, uma marca ostentada pelo governo.

Dentro desta premissa, compositores famosos foram, muitas vezes, instados pela censura a não abordarem temas que, na visão do poder, fizessem apologia a malandragem e a boêmia. Um dos casos mais famosos envolveu dois grandes compositores da história da MPB: Wilson Batista e Ataulfo Alves, parceiros, no início dos anos 40, no samba "O Bonde de São Januário", um sucesso na voz de Ciro Monteiro. Na versão original, a música dizia:


É quem tem razão                                             
Eu digo
E não tenho medo                                            
De errar

Quem trabalha...

O Bonde São Januário                                     
Leva mais um operário                                     
Sou eu
Que vou trabalhar

O Bonde São Januário...

Antigamente
Eu não tinha juízo
Mas hoje
Eu penso melhor
No futuro
Graças a Deus
Sou feliz
Vivo muito bem
A boemia
Não dá camisa
A ninguém
Passe bem!

 


 


               

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