Prof.° Elisonaldo Câmara

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Mossoró/Guamaré / Pedro Avelino, Rio Grande do Norte, Brazil
Graduado em História pela UERN, Especialista em Geo-História, professor do município de Guamaré e do Estado do Rio Grande do Norte.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

O IMPERIO BIZANTINO.

 

            O Império Bizantino nasceu da divisão do Império Romano. Uma das partes – o Império Romano do Ocidente – tinha como capital a cidade de Milão e depois Ravena. Na outra parte - o Império Romano do Oriente – a capital era a cidade de Constantinopla, atual cidade de Istambul, na Turquia. Quando o Império foi separado do Império Romano, o imperador romano Constantino reformou a cidade de Bizâncio que recebeu o nome de Constantinopla, essa cidade tinha posição geográfica privilegiada, pois era passagem obrigatória de importantes rotas comerciais que ligavam o Oriente ao Ocidente.

                   A localização geográfica entre Ásia e Europa, permitiu-lhe um intenso desenvolvimento comercial. Conhecida como “Porta do Oriente”, a cidade era o ponto de encontro de pessoas e mercadores de várias partes do mundo: da China vinha a seda; da Índia e do Ceilão, as famosas especiarias (cravo, pimenta-do-reino, etc); esses produtos mais as joias e as imagens religiosas fabricadas pelos bizantinos eram exportados para o Ocidente com grande lucro.

                   A organização política tinha como expressão máxima a figura do imperador, o qual, auxiliado por inúmeros funcionários, comandava o exército e liderava a Igreja, que se autodenominava ORTODOXA. O imperador era, portanto, muito poderoso e considerado um representante de Deus na terra, chegando mesmo a ser retratado com uma auréola em torno da cabeça. Como a Igreja local estivesse subordinada a sua autoridade, foi havendo um afastamento cada vez maior em relação à Igreja ocidental, que obedecia ao papa. Mais tarde, esses laços foram rompidos definitivamente, existindo até hoje a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa.

A RELIGIOSIDADE BIZANTINA.

A religião no Império Bizantino era a cristã, e os bizantinos vivam intensamente o cristianismo. As festas oficiais, como a coroação de um imperador, tinham sempre caráter religioso. O aniversário das pessoas era comemorado duas vezes ao ano: no dia de seu nascimento e no dia do santo cujo seu nome a pessoa adotou. Quem faltasse à missa três domingos seguidos eram expulsos da Igreja.

                   No Império Bizantino, os ícones (imagens de Cristo, da Virgem e dos Santos) eram muito populares e serviam como estímulo a devoção. Os principais fabricantes de ícones eram os monges, que enriqueciam com essa atividade. Incomodado com o poder crescente dos monges, em 746 o imperador bizantino proibiu a veneração de imagens religiosas. A sociedade bizantina, então, dividiu-se entre os que eram a favor dos ícones e os que eram contrários a eles. O imperador e seus seguidores passaram a ser chamados de iconoclastas (aqueles que são contrários à veneração de ícones, imagens, ou que os destroem).      Atingidos pela proibição imperial, os monges encabeçaram várias revoltas populares contra o Império. O Imperador, por sua vez, passou a perseguir os monges e mandou destruir vários de seus mosteiros. O papa Gregório III interveio na disputa excomungando (expulsando da Igreja) os iconoclastas. Depois de vários conflitos, a imperatriz bizantina Irene liberou o culto às imagens, diminuindo, assim, as tensões.



CISMA DO ORIENTE. Conforme o cristianismo bizantino foi se expandindo, as divergências entre o patriarca de Constantinopla e o papa foram aumentando. Os patriarcas se consideravam dirigentes supremos da cristandade e rejeitavam, portanto, a autoridade do papa. Este, por sua vez, não abria mão de seu poder. As relações entre os patriarcas e o papa pioraram a tal ponto que, em 1054, ocorreu o rompimento: a Igreja cristã dividiu-se em duas – a Igreja Católica Apostólica Romana, chefiada pelo papa, e a Igreja Cristã Ortodoxa Grega, dirigida pelo patriarca. Essa divisão ficou conhecida como Cisma do Oriente e perdura até os dias de hoje. Cristandade: comunidade cristã; conjunto de povos e países tidos como cristãos. Cisma do Oriente: separação da Igreja Cristã em duas:

1)          Igreja Católica Apostólica Romana:

Sede: Roma                                   Chefe: Papa.

Língua da missa: latim.                Celibato era para todos os membros do clero.

 

2) Igreja Cristã Ortodoxa:

Sede: Constantinopla.                              Chefe: Patriarca.                    Língua da missa: grego.                    

Celibato era apena para os bispos.                     Não acreditavam no purgatório.



O GOVERNO DE JUSTINIANO.

 

                   No governo do imperador Justiniano (527 a 565) e sua esposa, Teodora, o Império Bizantino chegou ao seu apogeu. A Igreja de Santa Sofia, construída no governo desse imperador, é hoje um documento do poder e da riqueza dos bizantinos daquele tempo.

       Apesar de se considerar um porta-voz de Deus, Justiniano procurou dar ao seu governo uma base legal. Para tanto, encarregou juristas de reunir e atualizar as principais leis romanas. Esse trabalho resultou no Código Justiniano. Essa obra extensa está na base de vários códigos civis atuais, inclusive o do Brasil.

                   Além disso, Justiniano empenhou-se em restabelecer a unidade do antigo Império Romano, reconquistando as terras perdidas para os germanos. Os exércitos bizantinos empreenderam, então, várias campanhas militares, por meio das quais conquistaram parte do norte da África, o sul da Espanha e a Península Itálica.

       Essas conquistas, no entanto, custaram caro aos bizantinos. Para cobrir os gastos com a guerra, o imperador foi aumentando cada vez mais os impostos, o que provocou forte descontentamento e várias revoltas populares.

                   O Império Bizantino começou a declinar no século XI, sob o peso dos enormes gastos militares para defender suas fronteiras, ameaçadas por diferentes povos. Depois de sucessivos ataques, em 1453 os turcos otomanos conquistaram Constantinopla com balas de canhão, armamento moderníssimo naquela época. Era o fim do Império Bizantino.

 



A CATEDRAL DE SANTA SOFIA.

 

                   A principal construção da cidade de Constantinopla era a catedral de Santa Sofia, erguida por Justiniano entre 531 e 537. Em sua construção trabalharam cerca de 10 mil homens. As paredes da catedral estavam recobertas por mármore e mosaicos que encantavam os visitantes por sua beleza e esplendor. A parte central da igreja era coroada com uma enorme cúpula de 65 metros de altura e 31 metros de diâmetro.

       Depois da conquista de Constantinopla pelos turcos, no ano de 1453, a catedral da Santa Sofia foi transformada em uma mesquita e receberam os minaretes, torres típicas das mesquitas muçulmanas. Após a Primeira Guerra Mundial, no século XX. Santa Sofia foi transformada em museu.

 

 

 


terça-feira, 25 de agosto de 2026

Atividade avaliativa de História.

 

Profº Elisonaldo Câmara                                               

1.      Abolida a escravidão, os fazendeiros paulistas, movidos pela necessidade de mão- de- obra, financiaram a vinda de imigrantes para trabalhar nas lavouras de café como trabalhadores livres contratados. Com base no que foi dito a respeito, no texto, complete as frases.

Os trabalhadores livres das fazendas de café vieram da________________. Pelo contrato de parceria, o fazendeiro financiava a______________________, o transporte do ____________ do porto até a______________.

2.      Explique a importância da rede ferroviária para a cafeicultura em São Paulo.

 

3.      Como se chamou a política econômica adotada pelo governo em 1906, para proteger o preço do café no mercado internacional? Quais foram as principais medidas?

 

4.      Sobre o controle dos negócios do café, relacione as colunas.

(1)   Instituto do café.                   (  ) Estado brasileiro.

(2)   Conselho nacional do café.   (  ) países exportadores e importadores.

(3)   Organização internacional do café. (  ) Fazendeiros paulistas.

5. O que foi a semana de arte moderna? E qual sua relação com a produção de café?

 6. Complete o quadro comparando dois momentos distintos da cafeicultura.

Dados

Vale do Paraíba

Oeste paulista

Século

 

 

 

Aspectos geográficos

 

 

 

 

Mão –de- obra

 

 

 

Porto de exportação

 

 

 

 7. Qual a origem da palavra café? Como e quando foi introduzido no Brasil? 

8. Observe as imagens, pesquise e responda.





                   

Figura 1.  Lavrador de café (Portinari, 1934) / Figura 2. Café (Portinari, 1935).

Portinari retrata a realidade do seu tempo. Quais aspectos geográficos e históricos podem ser identificados nas duas obras? Como eles se relacionam com a temática da economia cafeeira?



Os parceiros de Ibicaba.

                     O senador e fazendeiro Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, em 1845, obteve do governo um empréstimo de 200 contos, sem juros, para financiar a vinda de 1.000 imigrantes europeus. Também fundou, em 1846, a firma Vergueiro & Cia., que se encarregaria da importação de mão de obra. Como resultado dessas operações, chegaram, no ano seguinte, 64 famílias alemãs provenientes de Baviera, Prússia e Holstein, totalizando cerca de 400 pessoas.

Para o senador Vergueiro, a sua fazenda Ibicaba, agora dedicada à cafeicultura, deveria ser o modelo de um empreendimento agrícola com a utilização de trabalhadores livres. (...)   Na fazenda, os imigrantes recebiam certo número de pés de café para cuidar. Também lhes era prometida uma porção de terra suficiente para assegurar seu sustento. Do lucro obtido com o café colhido, o colono deveria receber a metade, descontando-se, porém todos os gastos com a secagem no terreiro, limpeza, beneficiamento, transporte e impostos. Esse tipo de contrato -- o de parceria -- já era conhecido nas culturas de cana-de-açúcar e em alguns lugares do oeste da Europa.

Mas o sistema da Cia. Vergueiro se diferenciava deste, pois a venda do café era efetuada pelo agente comercial, e não pelo colono. Além disso, a companhia não exigia apenas a metade do lucro líquido da colheita de café, como também a metade do lucro dos alimentos vendidos pelos colonos.   (...) Ibicaba, a fazenda modelo do senador Vergueiro e precursora do sistema de parceria, foi também pioneira em provocar as consequências mais importantes dos conflitos entre colonos e seus empregadores. (...)   Em várias fazendas e também em Ibicaba, os conflitos tornaram-se mais frequentes em 1856, atingindo o auge no ano seguinte.

Para os latifundiários, comum comportamento tipicamente patriarcal de quem lidava somente com escravos, essa era uma situação inédita: uma greve de mão de obra! Como enfrentá-la? Sanções e recusa de fornecer alimentos eram recebidos com incompreensão e teimosia pelos colonos, que fortaleciam sua união. Para isso também contribuiu a presença, em Ibicaba, do professor suíço Thomaz Davatz, que organizou os protestos dos colonos, até então isolados e desarticulados. (...)  

 O caso ficou conhecido por todo o Brasil e pelos países de língua alemã, trazendo consequências para ambos os lados. Wagner Reinhardt. Revista Trabalhadores Imigrantes. Campinas/SP: Secretaria Municipal de Cultura, 1989. p. 30-3.

A) Quando e onde foi adotado o sistema de parceria.

B) Quais os principais povos/nacionalidades (imigrantes) presentes no sistema de parceria.

 C)  As principais características do contrato de trabalho no sistema de parceria.

D)  As principais atividades desenvolvidas pelos imigrantes.

 

 




              

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Revolução Industrial.

 


Conjunto de transformações técnicas, econômicas e sociais que assinalaram a plena configuração do sistema capitalista (ou modo de produção capitalista).

ETAPAS DO MODO DE PRODUÇÃO:
1ª – Artesanato: forma mais simples de produção industrial. O artesão fazia tudo sozinho.
2ª – Manufatura: caracteriza-se pela divisão de tarefas. Cada pessoa executa uma parte do trabalho, sendo que todas as operações essenciais eram feitas à mão com ajuda de ferramentas manuais.
3ª – Mecanização: forma mais complexa de produção industrial. Consiste na utilização das máquinas em substituição às ferramentas e ao próprio trabalho do homem.

CAUSAS DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL:
a) Expansão do comércio: acumulação de capital nas mãos da burguesia;
b) Crescimento do mercado consumidor: exigências de novos produtos;
c) Abolição das restrições impostas pelo mercantilismo e abandono das práticas absolutistas de governo;
d) Novas descobertas.

 

PIONEIRISMO INGLÊS:
Acumulação de capital; Mão- de- obra abundante e disponível; Supremacia naval Monarquia Parlamentar; Liberalismo político e econômico; Posição geográfica; Inovações técnicas.

1ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL (1780 – 1850)

·                 Revolução do carvão e ferro;

·                 Desenvolvimento do capitalismo industrial/ liberal;

·                 Liberdade de comércio e produção;

·                 Livre concorrência e livre iniciativa.

2ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL (1850 – 1914)

·                 Revolução do aço e da eletricidade;

·                 Capitalismo monopolista;

·                 Grandes monopólios.

RELAÇÕES DE PRODUÇÃO NO CAPITALISMO INDUSTRIAL:

MÁQUINAS - INSTALAÇÕES - EMPRESÁRIO - BURGUESIA -   LIBERALISMO- FÁBRICAS TERRAS- FORÇA DE- TRABALHO

- TRABALHADOR- PROLETÁRIO- SOCIALISMO                       

CONSEQUÊN.CIAS DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL:

·                 Utilização constante da máquina;

·                 Divisão do trabalho;

·                 Aumento de produção;

·                 Crescimento da urbanização e despovoamento dos campos;

·                 Ruína dos artesãos;

·                 Surgimento de novas classes: Burguesia industrial e proletariado;

·                 Expansão do colonialismo;

·                 Evolução dos meios de transporte e das comunicações;

·                 Expansão do capitalismo por toda Europa e suas colônias.

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