Prof.° Elisonaldo Câmara

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Mossoró/Guamaré / Pedro Avelino, Rio Grande do Norte, Brazil
Graduado em História pela UERN, Especialista em Geo-História, professor do município de Guamaré e do Estado do Rio Grande do Norte.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

A INCONFIDÊNCIA OU CONJURAÇÃO MINEIRA.

 

Aconteceria em Minas Gerais, 1789, durante o ciclo do ouro e significou a luta do povo brasileiro pela liberdade, contra a opressão de Portugal no período colonial.  No final do século XVIII, o Brasil ainda era colônia de Portugal e sofria com os abusos políticos e com a cobrança de impostos. Além disso, a metrópole decretou uma série de leis que prejudicavam o desenvolvimento industrial e comercial do Brasil. Portugal proibia o funcionamento de indústrias fabris no Brasil.

Causas. Os brasileiros que encontravam ouro deviam pagar o quinto, ou seja, vinte por cento de todo ouro encontrado acabava nos cofres portugueses. Aqueles que eram pegos com ouro “ilegal” (sem ter pagado o imposto) sofriam duras penas, podendo até ser degredado (enviado a força para o território africano), enforcado pelo crime de “lesa majestade” (crimes contra o rei).

A exploração do ouro começou a diminuir, mas mesmo assim Portugal não diminuía as cobranças. Portugal criou a Derrama (cada região deveria pagar 100 arrobas de ouro (1500 quilos) por ano para a metrópole, se não pagassem, os soldados da coroa entrariam nas casas das famílias para retirarem os pertences até completar o valor devido).

Todas estas atitudes foram provocando uma insatisfação no povo e nos donos de minas que queriam pagar menos impostos e ter mais participação na vida política do país.

Alguns membros da elite brasileira (intelectuais, fazendeiros, militares e donos de minas), influenciados pelas ideias de liberdade que vinham do Iluminismo europeu, começaram a se reunir para buscar uma solução definitiva para o problema: a conquista da Independência do Brasil.

O grupo de Tiradentes era formado pelos poetas Tomas Antônio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa, o dono de mina Inácio de Alvarenga, o padre Rolim, e outros da elite mineira. Eles queriam a liberdade do Brasil em relação a Portugal e implantar o governo republicano. Não defendiam a libertação dos escravos. Os inconfidentes haviam marcado o dia do movimento para uma data para a derrama seria executada.

Desta forma, poderiam contar com o apoio de parte da população que estaria revoltada. Porém, um dos inconfidentes, Joaquim Silvério dos Reis, traiu e delatou o movimento para as autoridades portuguesas, em troca do perdão de suas dívidas com a coroa. Todos os inconfidentes foram presos e acusados pelo crime de infidelidade ao rei. Alguns foram degredados para a África, outros foram para a prisão. Só Tiradentes foi condenado a forca em praça pública. Embora fracassada, podemos considerar a Inconfidência Mineira como um exemplo valoroso da luta dos brasileiros pela independência.

 

 

Complete as lacunas abaixo e preencha a cruzadinha:

1-     A economia da época da Inconfidência Mineira era a __________________.

2-     A Inconfidência Mineira significou a luta do povo brasileiro pela _______ em relação a Portugal.

3-    Metrópole do Brasil no período colonial _________________

4-     Dois tipos de impostos cobrados por Portugal dos colonos brasileiros ______ e ___________

5-     Portugal proibia que o Brasil tivesse _________________

6-     Nome do crime quando alguém “roubava” o rei ___________________

7-     Os criminosos na época da colônia eram condenados a morte por ________________

8-     O _______________ era um imposto pago a Portugal por quem encontrava ouro no Brasil.

9-     A ___________seria um imposto pago a Portugal e quem não conseguisse pagar teria seus bens apreendidos.

10- Nome do líder da Inconfidência Mineira ________________________

11- Todos os integrantes do movimento pela Inconfidência Mineira eram da ___________colonial (os mais ricos)

12- A inconfidência Mineira foi influenciada por ideais do ________________ europeu.

13- Para os inconfidentes a solução para o fim das explorações de Portugal sobre a colônia seria a ______________

14- O objetivo da Inconfidência Mineira era fazer o Brasil se tornar independente de Portugal e proclamar a ___________

15- A Inconfidência Mineira não chegou a acontecer porque o movimento foi ____________________

16- A Inconfidência Mineira não queria a libertação dos ______________________

17- Joaquim Silvério dos Reis traiu a Inconfidência Mineira em troca do _______________ de suas dívidas com Portugal.

18- Muitos participantes do movimento mineiro foram degredados para a ________________

19- De todos os participantes do movimento só Tiradentes foi ___________________

20- Todos os participantes do movimento foram presos pelo crime de _________________ao rei.

21-  A Inconfidência Mineira não aconteceu, fracassou, mas é um exemplo da luta dos brasileiros pela

 

 

 


terça-feira, 1 de setembro de 2026

O IMPERIO BIZANTINO.

 

            O Império Bizantino nasceu da divisão do Império Romano. Uma das partes – o Império Romano do Ocidente – tinha como capital a cidade de Milão e depois Ravena. Na outra parte - o Império Romano do Oriente – a capital era a cidade de Constantinopla, atual cidade de Istambul, na Turquia. Quando o Império foi separado do Império Romano, o imperador romano Constantino reformou a cidade de Bizâncio que recebeu o nome de Constantinopla, essa cidade tinha posição geográfica privilegiada, pois era passagem obrigatória de importantes rotas comerciais que ligavam o Oriente ao Ocidente.

                   A localização geográfica entre Ásia e Europa, permitiu-lhe um intenso desenvolvimento comercial. Conhecida como “Porta do Oriente”, a cidade era o ponto de encontro de pessoas e mercadores de várias partes do mundo: da China vinha a seda; da Índia e do Ceilão, as famosas especiarias (cravo, pimenta-do-reino, etc); esses produtos mais as joias e as imagens religiosas fabricadas pelos bizantinos eram exportados para o Ocidente com grande lucro.

                   A organização política tinha como expressão máxima a figura do imperador, o qual, auxiliado por inúmeros funcionários, comandava o exército e liderava a Igreja, que se autodenominava ORTODOXA. O imperador era, portanto, muito poderoso e considerado um representante de Deus na terra, chegando mesmo a ser retratado com uma auréola em torno da cabeça. Como a Igreja local estivesse subordinada a sua autoridade, foi havendo um afastamento cada vez maior em relação à Igreja ocidental, que obedecia ao papa. Mais tarde, esses laços foram rompidos definitivamente, existindo até hoje a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa.

A RELIGIOSIDADE BIZANTINA.

A religião no Império Bizantino era a cristã, e os bizantinos vivam intensamente o cristianismo. As festas oficiais, como a coroação de um imperador, tinham sempre caráter religioso. O aniversário das pessoas era comemorado duas vezes ao ano: no dia de seu nascimento e no dia do santo cujo seu nome a pessoa adotou. Quem faltasse à missa três domingos seguidos eram expulsos da Igreja.

                   No Império Bizantino, os ícones (imagens de Cristo, da Virgem e dos Santos) eram muito populares e serviam como estímulo a devoção. Os principais fabricantes de ícones eram os monges, que enriqueciam com essa atividade. Incomodado com o poder crescente dos monges, em 746 o imperador bizantino proibiu a veneração de imagens religiosas. A sociedade bizantina, então, dividiu-se entre os que eram a favor dos ícones e os que eram contrários a eles. O imperador e seus seguidores passaram a ser chamados de iconoclastas (aqueles que são contrários à veneração de ícones, imagens, ou que os destroem).      Atingidos pela proibição imperial, os monges encabeçaram várias revoltas populares contra o Império. O Imperador, por sua vez, passou a perseguir os monges e mandou destruir vários de seus mosteiros. O papa Gregório III interveio na disputa excomungando (expulsando da Igreja) os iconoclastas. Depois de vários conflitos, a imperatriz bizantina Irene liberou o culto às imagens, diminuindo, assim, as tensões.



CISMA DO ORIENTE. Conforme o cristianismo bizantino foi se expandindo, as divergências entre o patriarca de Constantinopla e o papa foram aumentando. Os patriarcas se consideravam dirigentes supremos da cristandade e rejeitavam, portanto, a autoridade do papa. Este, por sua vez, não abria mão de seu poder. As relações entre os patriarcas e o papa pioraram a tal ponto que, em 1054, ocorreu o rompimento: a Igreja cristã dividiu-se em duas – a Igreja Católica Apostólica Romana, chefiada pelo papa, e a Igreja Cristã Ortodoxa Grega, dirigida pelo patriarca. Essa divisão ficou conhecida como Cisma do Oriente e perdura até os dias de hoje. Cristandade: comunidade cristã; conjunto de povos e países tidos como cristãos. Cisma do Oriente: separação da Igreja Cristã em duas:

1)          Igreja Católica Apostólica Romana:

Sede: Roma                                   Chefe: Papa.

Língua da missa: latim.                Celibato era para todos os membros do clero.

 

2) Igreja Cristã Ortodoxa:

Sede: Constantinopla.                              Chefe: Patriarca.                    Língua da missa: grego.                    

Celibato era apena para os bispos.                     Não acreditavam no purgatório.



O GOVERNO DE JUSTINIANO.

 

                   No governo do imperador Justiniano (527 a 565) e sua esposa, Teodora, o Império Bizantino chegou ao seu apogeu. A Igreja de Santa Sofia, construída no governo desse imperador, é hoje um documento do poder e da riqueza dos bizantinos daquele tempo.

       Apesar de se considerar um porta-voz de Deus, Justiniano procurou dar ao seu governo uma base legal. Para tanto, encarregou juristas de reunir e atualizar as principais leis romanas. Esse trabalho resultou no Código Justiniano. Essa obra extensa está na base de vários códigos civis atuais, inclusive o do Brasil.

                   Além disso, Justiniano empenhou-se em restabelecer a unidade do antigo Império Romano, reconquistando as terras perdidas para os germanos. Os exércitos bizantinos empreenderam, então, várias campanhas militares, por meio das quais conquistaram parte do norte da África, o sul da Espanha e a Península Itálica.

       Essas conquistas, no entanto, custaram caro aos bizantinos. Para cobrir os gastos com a guerra, o imperador foi aumentando cada vez mais os impostos, o que provocou forte descontentamento e várias revoltas populares.

                   O Império Bizantino começou a declinar no século XI, sob o peso dos enormes gastos militares para defender suas fronteiras, ameaçadas por diferentes povos. Depois de sucessivos ataques, em 1453 os turcos otomanos conquistaram Constantinopla com balas de canhão, armamento moderníssimo naquela época. Era o fim do Império Bizantino.

 



A CATEDRAL DE SANTA SOFIA.

 

                   A principal construção da cidade de Constantinopla era a catedral de Santa Sofia, erguida por Justiniano entre 531 e 537. Em sua construção trabalharam cerca de 10 mil homens. As paredes da catedral estavam recobertas por mármore e mosaicos que encantavam os visitantes por sua beleza e esplendor. A parte central da igreja era coroada com uma enorme cúpula de 65 metros de altura e 31 metros de diâmetro.

       Depois da conquista de Constantinopla pelos turcos, no ano de 1453, a catedral da Santa Sofia foi transformada em uma mesquita e receberam os minaretes, torres típicas das mesquitas muçulmanas. Após a Primeira Guerra Mundial, no século XX. Santa Sofia foi transformada em museu.

 

 

 


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