Prof.° Elisonaldo Câmara

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Mossoró/Guamaré / Pedro Avelino, Rio Grande do Norte, Brazil
Graduado em História pela UERN, Especialista em Geo-História, professor do município de Guamaré e do Estado do Rio Grande do Norte.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Cangaço: uma guerra no sertão.

Os cangaceiros de Lampião despertavam amor e ódio por onde passavam.
Por: Elisonaldo Câmara
A organização de bandos armados conhecidos como cangaceiros esta diretamente relacionada com a situação da vida dos sertanejos, é bem anterior  a República Velha, provavelmente nasceram da disputa entre famílias poderosas ou senhores de terras, provocada pela concentração de renda e dos latifúndios, pelas secas e pelo poder político e econômico dos grandes proprietários de terras ( coronéis).Em sua primeira fase do cangaço, os grupos armados eram sustentados por chefes políticos locais, que lhes davam casa, comida e muitas vezes um pequeno pedaço de terra em troca de proteção armada nas disputas políticas com os adversários. Em um segundo momento, formaram-se bandos que atuavam de maneira independente: eles atacavam as fazendas, saqueavam o comércio e matavam de acordo com suas regras. O termo cangaço, deriva-se de  ‘’canga’’, ou ‘’cangalha’’, peça geralmente feita de madeira ou de ferro usada para prender o boi pelo pescoço. Provavelmente receberam esse nome porque carregava um clavinote (espingarda curta) cruzando o corpo, como um boi preso a uma canga.


Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, é considerado um gênio no que fez. Além do título de Rei do Cangaço, era poeta, compositor - criou o Xaxado, uma variante do Baião - e costureiro. 
O cangaceiro que se tornou mais famoso foi Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião, nascido por volta de 1898, no estado de Pernambuco, cresceu rodeado por disputas violentas entre famílias rivais, o próprio pai dele foi vitima desses conflitos, disposto a vingar a morte do pai, Lampião e seus irmãos ingressaram no bando de Sinhô Pereira, seis anos depois, em 1922 ele assumiu a chefia do bando. A fama do bando despertou nos sertanejos um misto de simpatia, medo e desejo de vingança. O bando de Lampião percorreu Parentes das vítimas, agricultores e comerciantes ingressavam na política para  combater o bando de lampião.
Lampião morto com seu bando e Maria Bonita,em 1038 na cidade de Angico -SE.
Por volta de 1928, Lampião conheceu Maria Bonita, a mulher, que foi sua companheira até o final da vida. Nos anos de 1930, o governo fechou o cerco aos cangaceiros, perseguidos pelas volantes (pequenos grupos de soldados),instalou-se em Angico, no estado de Sergipe. Em 1938, a polícia cercou o esconderijo do bando, graças ao auxílio de um comerciante, Lampião, Maria Bonita e mais noves cangaceiros foram mortos e decapitados pela polícia. O cangaço perdeu força no inicio da década de 1940, a repressão dos governos se tornaram mais eficientes e a criação de vagas de trabalho nas indústrias do Sudeste absorveu muitos sertanejos que encontravam no cangaço um meio de sobrevivência.
Embora agissem como bandidos, os cangaceiros eram muitas vezes vistos como heróis pelos sertanejos, principalmente por terem  coragem de enfrentar a polícia e os coronéis  locais, em algumas ocasiões eram protegidos pelas populações.


Lampião e sua companheira Maria  Gomes Freire ( Maria Bonita)






Um comentário:

  1. Excelente matéria meu amigo Elisonaldo, parabéns pelo blog. Grande abraço Bilas.
    Seu amigo e conterrâneo,
    Hélio Santa Rosa

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