Prof.° Elisonaldo Câmara

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Mossoró/Guamaré / Pedro Avelino, Rio Grande do Norte, Brazil
Graduado em História pela UERN, Especialista em Geo-História, professor do município de Guamaré e do Estado do Rio Grande do Norte.

terça-feira, 10 de março de 2026

ATIVIDADE DE HISTÓRIA: DIA INTERNACIONAL DA MULHER.

 

 

1-     Segundo o texto, quais eram os principais motivos da luta das mulheres, em 1857?

2.Explique por que o dia 8 de marco é considerado o dia internacional da mulher.

.

3- Pesquise, em jornais e revistas, notícias que envolvam mulheres baianas que mais sobressaíram nos últimos tempos na literatura, na política, no teatro, no cinema, n educação e em outras atividades.

4.Você sabe o que é a Lei Maria da Penha?

5. Observe o desenho no texto, crie uma frase interpretando a imagem associando ao dia 8 de março.

6. Pesquise a vida de uma mulher em destaque na cidade que você mora e escreva um pouco sobre ela. (Biografia).

7. Faça uma pesquisa de campo em revistas, jornais, enciclopédias e na Internet sobre algumas mulheres que se destacaram na sociedade brasileira (professora diretora- médica- vereadora deputada- senadora escritora).

8. Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar. Mossoró foi pioneira nesse acontecimento, que foi a primeira mulher a votar no Brasil?

 

 

 

terça-feira, 3 de março de 2026

A História do dia 08 de março, dia internacional da Mulher.

 

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano. Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857.

Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas). Ao ser criado esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual.

O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Conquistas das Mulheres Brasileiras Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Introdução a História.

      As palavras em nossa língua podem ter sentidos variados. A palavra história pode ser entendida de diversas maneiras:

_ História: ficção – Os livros de aventura, as novelas de televisão e os filmes nos contam histórias de pessoas, de lugares, de acontecimentos muitas vezes inventados para chamar a nossa atenção ou nos distrair. Essas histórias são inventadas pela imaginação humana e são chamadas de histórias fictícias ou de ficção.

_ História: vida real – Os fatos reais que acontecem no dia-a-dia, tanto de uma pessoa como de um país, podem ser chamados de história da vida real. As lutas, os sonhos, as alegrias, as tristezas, os acontecimentos marcantes constituem a vida real de cada um e torna-se a sua história.

_ História: ciência – Outro sentido ainda pode ser dado à palavra história: História, ciência que estuda a vida humana através do tempo. É este sentido da palavra história que nos interessa. Vamos entender como os homens organizaram-se e desenvolveram-se no passado, chegando aos dias de hoje. É importante ressaltar que a História está interessada tanto na vida dos homens do passado como dos homens atuais, de forma que é uma ciência do passado e do presente, uns e outros inseparáveis.

 

A verdade histórica – Como grande parte dos historiadores atuais, creio que não existe a tal “verdade histórica” definitiva e absoluta. Cada época faz a sua própria história, sempre respondendo perguntas que cada época faz a seu passado.

     A história acumulou numerosos conhecimentos e interpretações sobre os fatos, que vão acrescentando pedaços e facetas do conhecimento à chamada “verdade histórica”. É como se uma câmera cinematográfica filmasse uma cena de diversos ângulos e perspectivas. Nenhuma foto contém toda a cena, mas o seu conjunto se aproxima do que chamaríamos de visão global.

     Cada pesquisador e cada estudioso acrescenta uma nova perspectiva ao conhecimento, que para cada um deles é a “verdade”. (Laima Mesgravis)

O problema da verdade – Leia, agora, uma lenda da Índia sobre a dificuldade humana para compreender a realidade:

     Numa antiga cidade da Índia viviam seis cegos. Eles sempre ouviam falar do majestoso elefante do Rajá (príncipe). Até que, um dia, resolveram examinar diretamente o grande animal.

     Chegando perto do elefante, o primeiro cego conseguiu colocar a mão na sua barriga. Então, gritando, disse:

     _ O elefante é como um muro.

     Porém, o segundo cego segurou numa das presas e, ouvindo o amigo, protestou:

     _ Não, o elefante é pontiagudo e duro como uma lança!

     O terceiro cego, agarrando a tromba, discordou:

     _ O elefante é como uma serpente.

     O quarto cego pegando a enorme perna do elefante, disse:

     _ Vocês estão loucos: o elefante é como o tronco de uma árvore!

     O quinto cego, ouvindo a confusão dos amigos, decidiu saltar para cima do animal. Segurou, então, uma das grandes orelhas do elefante e disse:

     _ Todos vocês são idiotas se não percebem que o elefante é um grande leque de abano.

     Por fim, o sexto cego, cuidadosamente segurou a cauda e disse:

     _ Calem-se todos. O elefante é uma corda resistente.

     Os cegos, pegando uma parte do elefante, conheciam apenas uma parte do animal. Entretanto, cada cego era muito orgulhoso. Pensava que sua parte correspondia ao todo, criando toda a confusão.

     A mensagem dessa lenda serve de alerta para muitas situações. No estudo da História, por exemplo, muitas pessoas comportam-se como os seis cegos da Índia. Percebem e compreendem uma parte da realidade e concluem, orgulhosamente, que descobriram a verdade.

     Essas pessoas se esquecem que o saber humano é seletivo e limitado. É seletivo porque cada historiador seleciona a área que quer estudar, seleciona o que mais lhe interessa. É limitado porque, por mais ampla que seja a sua pesquisa, ela atinge apenas parcela da realidade. Pois a tarefa de conhecer é sempre infinita.

 

 

Conceito de História: História é uma ciência humana que estuda o desenvolvimento do homem no tempo. A História analisa os processos históricos, personagens e fatos para poder compreender um determinado período histórico, cultura ou civilização.

Objetivos: Um dos principais objetivos da História é resgatar os aspectos culturais de um determinado povo ou região para o entendimento do processo de desenvolvimento. Entender o passado também é importante para a compreensão do presente.

Fontes: O estudo da História foi dividido em dois períodos: a Pré-História (antes do surgimento da escrita) e a História (após o surgimento da escrita, por volta de 4.000 a.C).

Para analisar a Pré-História, os historiadores e arqueólogos analisam fontes materiais (ossos, ferramentas, vasos de cerâmica, objetos de pedra e fósseis) e artísticas (arte rupestre, esculturas, adornos).

Já o estudo da História conta com um conjunto maior de fontes para serem analisadas pelo historiador. Estas podem ser: livros, roupas, imagens, objetos materiais, registros orais, documentos, moedas, jornais, gravações, etc.

Ciências auxiliares da História.

A História conta com ciências que auxiliam seu estudo. Entre estas ciências auxiliares, podemos citar: Antropologia (estuda o fator humano e suas relações), Paleontologia (estudo dos fósseis), Heráldica (estudo de brasões e emblemas), Numismática (estudo das moedas e medalhas), Psicologia (estudo do comportamento humano), Arqueologia (estudo da cultura material de povos antigos), Paleografia (estudo das escritas antigas) entre outras.
Periodização da História.

Para facilitar o estudo da História ela foi dividida em períodos:

-Pré-História: Desde o surgimento do homem até o surgimento da escrita, ou seja, até 4.000 a.C.
-Idade Antiga (Antiguidade): de 4.000 a.C até 476 (invasão do Império Romano)
-Idade Média (História Medieval): de 476 a 1453 (conquista de Constantinopla pelos turcos otomanos).

-Idade Moderna: de 1453 a 1789 (Revolução Francesa).

-Idade Contemporânea: de 1789 até os dias de hoje.

Outras informações:

- O grego Heródoto, que viveu no século V a.C é considerado o “pai da História” e primeiro historiador, pois foi o pioneiro na investigação do passado para obter o conhecido histórico.

“A diversidade dos testemunhos históricos é quase infinita. Tudo o que o homem diz ou escreve, tudo o que constrói, tudo o que toca, pode e deve fornecer informações sobre eles” Marc Bloch.

                  “Se você não conhece a História, nada conhece. Você é uma folha que não sabe que é parte de uma árvore”   - Michael Crichton.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

COMBINADOS DO ANO LEITVO DE 2026.

 

Ø Espere o(a) professor(a) na sala de aula.

Ø Comunique-se com as pessoas sem gritos e agressões.

Ø Peça desculpas quando for indelicado.

Ø Peça licença quando precisar sair da sala de aula.

Ø Não jogue lixo no chão.

Ø Ouça com atenção quem estiver falando. Espere sua vez de falar.

Ø Respeitar os colegas, professores e funcionários da escola.

Ø Manter os cadernos e livros organizados.

Ø Fazer as atividades e os trabalhos com capricho.

Ø Não rabiscar paredes, carteiras, cadeiras e banheiros.

Ø Não faltar as aulas.

Ø Não usar o celular em sala de aula.

Ø Não sair da sala de aula sem autorização do professor.

Ø Não conversar durante a explicação do professor.

Ø Trazer o material escolar.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

''O Bonde de São Januário"


No período do Estado Novo, Getúlio Vargas orientou o DIP - Departamento de Imprensa e Propaganda, a “convencer” os compositores a valorizarem o trabalho em suas canções. O objetivo era enaltecer a figura do trabalhador empenhado no desenvolvimento do país, uma marca ostentada pelo governo.

Dentro desta premissa, compositores famosos foram, muitas vezes, instados pela censura a não abordarem temas que, na visão do poder, fizessem apologia a malandragem e a boêmia. Um dos casos mais famosos envolveu dois grandes compositores da história da MPB: Wilson Batista e Ataulfo Alves, parceiros, no início dos anos 40, no samba "O Bonde de São Januário", um sucesso na voz de Ciro Monteiro. Na versão original, a música dizia:


É quem tem razão                                             
Eu digo
E não tenho medo                                            
De errar

Quem trabalha...

O Bonde São Januário                                     
Leva mais um operário                                     
Sou eu
Que vou trabalhar

O Bonde São Januário...

Antigamente
Eu não tinha juízo
Mas hoje
Eu penso melhor
No futuro
Graças a Deus
Sou feliz
Vivo muito bem
A boemia
Não dá camisa
A ninguém
Passe bem!

 


 


               

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Trabalho com Música.

 

Letra: Messias Simão Telecesqui.

A Grécia antiga.

Música: Jonny Boy Chaves

Na Península Balcânica,

Formada pelos helenos

E foi invadida por Jônios

Aqueus, eólios e dórios

Está escrita em poemas

A origem de sua história

De autoria de Homero,

São a Iliada e a Odisseia

A Grécia, pro seu governo.

Cidades-estados tinha

Atenas era democrata

Esparta na oligarquia

Direitos políticos na Grécia,

Somente para os cidadãos

Escravos eram para o trabalho,

Mulheres, pra reprodução

Grécia dá samba

Isso é coisa antiga

Civilização

Que marcou a nossa vida

Por falta de terras na Grécia,

Novas áreas, ocupadas

Mais cidades, fundadas

E guerras foram geradas

E a expansão gera um choque

Entre os gregos e persas

Vencendo as Guerras Médicas

Atenas é a grande potência

Imperialismo ateniense

Contrariando Esparta

Guerra do Peloponeso 

Que enfraquece a Grécia

É a vez de Alexandre, O Grande,

Rei da Macedônia

Que invade a Grécia e domina

O mundo sem cerimônia

Da Grécia veio o teatro,

Também a democracia

Presente a cultura grega

Até na filosofia.

 Grécia dá samba

  Isso é coisa antiga

    Civilização

    Que marcou a nossa vida.



Sugestões de atividades:

1-Localize em um mapa Mundi:

A) Península Balcânica     b) Grécia         C) Atenas

2-A Grécia foi formada por vários povos entre eles:

3- Pesquise no dicionário as seguintes palavras:

a)  democracia              b) Oligarquia

4-Marque a certa:

a) Governo Oligarquia: (  ) Atenas  (  )Esparta

b) Governo Democrata: (  ) Atenas   (  )Esparta

5) Pesquise sobre:

a) O tipo de governo da Grécia Hoje.

b) As obras de Homero: Iliada e Odisseia.

c) Guerras Médicas

d) Guerra do Peloponeso

e) Alexandre, o Grande

f) Cidades-estados

6-Explique o verso abaixo:

"Direitos políticos na Grécia,

 Somente para os cidadãos

 Escravos eram para o trabalho,

 Mulheres, pra reprodução"

7- O que queriam os gregos com as Guerras Médicas e Guerra do Peloponeso?

8- Qual a influência da Grécia em nossa Cultura?

 

 

 


 

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Trabalho com música.

 

Período Napoleônico.

Música original: Diana (Jerry Adriani)

Não te esqueças, por favor.

Cônsul é Napoleão.

Burguesia quem deixou

E acabou revolução.

E depois imperador, ele vai se transformar.

E aumentar o poder da França.

Homem (povo) nenhum pode comprar o inglês.

E sem vender lá vão perder prosperidade.

Mas Portugal comprou e João fugiu.

E na Rússia tanto frio ninguém viu.

Reunidos em Viena.

Monarquia vai voltar.

E acabar o poder da França.

(Repete tudo).


Agora, responda as questões.

1.   1)  Napoleão foi uma pessoa beneficiada pele Revolução Francesa? Por quê?

2.     2)Quais os setores da sociedade francesa que Napoleão representava?

3.   3)  Napoleão como vimos foi um filho da Revolução Francesa, Liberdade, Igualdade e Fraternidade, foram o lema dessa Revolução. Em sua opinião, Napoleão foi fiel a esses princípios? Justifique sua resposta baseado no assunto.

4.    4) Apresente as principais obras realizadas durante o governo de Napoleão Bonaparte na França.

5.     5)Em relação ao Bloqueio Continental, responda:

A)  a) Por que foi decretado?

B)    b) O que estabelecia?

C)    c)Qual era o seu principal objetivo?

d)Quais as razões de seu fracasso?

6.Faça uma analise da letra da música, depois redija um texto abordando sobre a era de Napoleão Bonaparte.

 

 


quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Trabalho com Música.

 

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL.

Música: Luar do Sertão

 

PARTE I

Artesanato foi embora.

E hoje é só a indústria que vigora.

Eu sei que o povo que trabalha sempre chora de ter tanta exploração e sofrimento.

 

PARTE II

A Inglaterra foi o berço da indústria

Por que lá a burguesia começou a acumular.

O proletário já nasceu sofrendo muito.

Trabalhar de sol a sol, só para poder se alimentar.

 

REPETE PARTE I

BIS

Não sou, ô gente, oh não.

Dono dos meios de produção.

 

PARTE II

A Inglaterra foi o berço da indústria

Por que lá a burguesia começou a acumular.

O proletário já nasceu sofrendo muito.

Trabalhar de sol a sol, só para poder se alimentar.

 

PARTE I

Artesanato foi embora.

E hoje é só a indústria que vigora.

Eu sei que o povo que trabalha sempre chora de ter tanta exploração e sofrimento.

 

terça-feira, 28 de outubro de 2025

O IMPÉRIO BIZANTINO.

 


            O Império Bizantino nasceu da divisão do Império Romano. Uma das partes – o Império Romano do Ocidente – tinha como capital a cidade de Milão e depois Ravena. Na outra parte - o Império Romano do Oriente – a capital era a cidade de Constantinopla, atual cidade de Istambul, na Turquia. Quando o Império foi separado do Império Romano, o imperador romano Constantino reformou a cidade de Bizâncio que recebeu o nome de Constantinopla, essa cidade tinha posição geográfica privilegiada, pois era passagem obrigatória de importantes rotas comerciais que ligavam o Oriente ao Ocidente.

                        A localização geográfica entre Ásia e Europa, permitiu-lhe um intenso desenvolvimento comercial. Conhecida como “Porta do Oriente”, a cidade era o ponto de encontro de pessoas e mercadores de várias partes do mundo: da China vinha a seda; da Índia e do Ceilão, as famosas especiarias (cravo, pimenta-do-reino, etc); esses produtos mais as joias e as imagens religiosas fabricadas pelos bizantinos eram exportados para o Ocidente com grande lucro.

                        A organização política tinha como expressão máxima a figura do imperador, o qual, auxiliado por inúmeros funcionários, comandava o exército e liderava a Igreja, que se autodenominava ORTODOXA. O imperador era, portanto, muito poderoso e considerado um representante de Deus na terra, chegando mesmo a ser retratado com uma auréola em torno da cabeça. Como a Igreja local estivesse subordinada a sua autoridade, foi havendo um afastamento cada vez maior em relação à Igreja ocidental, que obedecia ao papa. Mais tarde, esses laços foram rompidos definitivamente, existindo até hoje a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa.

A religião no Império Bizantino era a cristã, e os bizantinos vivam intensamente o cristianismo. As festas oficiais, como a coroação de um imperador, tinham sempre caráter religioso. O aniversário das pessoas era comemorado duas vezes ao ano: no dia de seu nascimento e no dia do santo cujo seu nome a pessoa adotou. Quem faltasse à missa três domingos seguidos eram expulsos da Igreja.

                        No Império Bizantino, os ícones (imagens de Cristo, da Virgem e dos Santos) eram muito populares e serviam como estímulo a devoção. Os principais fabricantes de ícones eram os monges, que enriqueciam com essa atividade. Incomodado com o poder crescente dos monges, em 746 o imperador bizantino proibiu a veneração de imagens religiosas. A sociedade bizantina, então, dividiu-se entre os que eram a favor dos ícones e os que eram contrários a eles. O imperador e seus seguidores passaram a ser chamados de iconoclastas (aqueles que são contrários à veneração de ícones, imagens, ou que os destroem).           Atingidos pela proibição imperial, os monges encabeçaram várias revoltas populares contra o Império. O Imperador, por sua vez, passou a perseguir os monges e mandou destruir vários de seus mosteiros. O papa Gregório III interveio na disputa excomungando (expulsando da Igreja) os iconoclastas. Depois de vários conflitos, a imperatriz bizantina Irene liberou o culto às imagens, diminuindo, assim, as tensões.

 

CISMA DO ORIENTE. Conforme o cristianismo bizantino foi se expandindo, as divergências entre o patriarca de Constantinopla e o papa foram aumentando. Os patriarcas se consideravam dirigentes supremos da cristandade e rejeitavam, portanto, a autoridade do papa. Este, por sua vez, não abria mão de seu poder. As relações entre os patriarcas e o papa pioraram a tal ponto que, em 1054, ocorreu o rompimento: a Igreja cristã dividiu-se em duas – a Igreja Católica Apostólica Romana, chefiada pelo papa, e a Igreja Cristã Ortodoxa Grega, dirigida pelo patriarca. Essa divisão ficou conhecida como Cisma do Oriente e perdura até os dias de hoje.

No governo do imperador Justiniano (527 a 565) e sua esposa, Teodora, o Império Bizantino chegou ao seu apogeu. A Igreja de Santa Sofia, construída no governo desse imperador, é hoje um documento do poder e da riqueza dos bizantinos daquele tempo.

            Apesar de se considerar um porta-voz de Deus, Justiniano procurou dar ao seu governo uma base legal. Para tanto, encarregou juristas de reunir e atualizar as principais leis romanas. Esse trabalho resultou no Código Justiniano. Essa obra extensa está na base de vários códigos civis atuais, inclusive o do Brasil.

                        Além disso, Justiniano empenhou-se em restabelecer a unidade do antigo Império Romano, reconquistando as terras perdidas para os germanos. Os exércitos bizantinos empreenderam, então, várias campanhas militares, por meio das quais conquistaram parte do norte da África, o sul da Espanha e a Península Itálica.

            Essas conquistas, no entanto, custaram caro aos bizantinos. Para cobrir os gastos com a guerra, o imperador foi aumentando cada vez mais os impostos, o que provocou forte descontentamento e várias revoltas populares.

                        O Império Bizantino começou a declinar no século XI, sob o peso dos enormes gastos militares para defender suas fronteiras, ameaçadas por diferentes povos. Depois de sucessivos ataques, em 1453 os turcos otomanos conquistaram Constantinopla com balas de canhão, armamento moderníssimo naquela época. Era o fim do Império Bizantino.




A principal construção da cidade de Constantinopla era a catedral de Santa Sofia, erguida por Justiniano entre 531 e 537. Em sua construção trabalharam cerca de 10 mil homens. As paredes da catedral estavam recobertas por mármore e mosaicos que encantavam os visitantes por sua beleza e esplendor. A parte central da igreja era coroada com uma enorme cúpula de 65 metros de altura e 31 metros de diâmetro.

            Depois da conquista de Constantinopla pelos turcos, no ano de 1453, a catedral da Santa Sofia foi transformada em uma mesquita e receberam os minaretes, torres típicas das mesquitas muçulmanas. Após a Primeira Guerra Mundial, no século XX. Santa Sofia foi transformada em museu.

terça-feira, 21 de outubro de 2025

A origem e história do Distrito de Baixa do Meio.

 

Foto aérea de Baixa do Meio.

Baixa do Meio é uma comunidade que serve de marco divisório entre dois municípios ligados por muitos anos de história, aspectos econômicos e geográficos. Separados pela rodovia federal a BR 406. De um lado Pedro Avelino do outro Guamaré. Os registros oficiais da IFOCS (empresa federal de obras contra a seca) data de 26 de outubro de 1935 o inicio do povoamento da comunidade.

Já era conhecido pelos comerciantes ou comboios que ali passavam transportando Sal e peixes, que usavam a estrada que ligava Lages e Pedro Avelino as praias de Guamaré. A IFOCS teve um papel muito importante na vida dos moradores de Baixa do Meio, por que através da iniciativa de trazer água para essa região, foi que atraiu um grande número de pessoas.

Segundo relatos de moradores, o nome deriva-se pela sua posição geográfica, visto que se localizava entre o município de Baixa Verde, hoje João Câmara e a localidade de Baixa do Feijão, atualmente um assentamento rural conhecido como Umarizeiro. Portanto, deu-se o nome de Baixa do Meio.

Baseado em registros históricos, os antigos moradores dessa região eram: Manoel Ribeiro, Sandoval Mendes, Antônio Epifânio, José de Paiva, Chico Regina, Antônio Constantino, Manoel Teixeira, Francisca Martins, Miguel Camilo que formaram a árvore genealógica da comunidade.

Os moradores de Baixa do Meio vivem basicamente da agricultura de subsistência e pecuária. Outros são comerciantes varejistas e atacadistas. Também os que trabalham na RPCC (Refinaria Clara Camarão), e em empresas que prestam serviços a Guamaré, parte são funcionários públicos municipais. E os demais são trabalhadores autônomos.

Atualmente o distrito de Baixa do Meio apresenta um crescimento demográfico expressivo, migrantes populacionais de diversas regiões do Estado do Rio Grande do Norte e de outras regiões do Brasil, se deslocam para o distrito atraído pelas oportunidades econômicas ofertadas pelo Polo Industrial da 3R Petroleum (Refinaria Clara Camarão) e os recursos arrecadados pelo poder público municipal.

Mas apesar desse crescimento populacional com uma estrutura física e habitacional de uma pequena cidade do nordeste brasileiro, o distrito apresenta graves problemas de serviços, infraestrutura e principalmente relacionados às questões sociais.     

Fonte: Blog Portal Baixa do Meio\ Google\ adaptação Elisonaldo Câmara.

      

terça-feira, 14 de outubro de 2025

O caminho para a paz.

 

                                           Fonte: Amóz Os, escritor israelense.

’Os palestinos estão na Palestina porque é sua terra, e a única terra natal do povo palestino {...}. Os judeus israelenses estão em Israel porque não há nenhum outro país no mundo a que os judeus, como povo, poderiam chamar seu lar. Como individuados, sim, mas não como povo, não como nação. Os judeus foram expulsos da Europa, exatamente da mesma forma que os palestinos foram inicialmente expulsos da Palestina e, em seguida dos países árabes.

Os palestinos tentaram, involuntariamente, viver em outros países árabes. Foram rejeitados, às vezes até humilhados e perseguidos, pela chamada família árabe. Tomaram conhecimento, da maneira mais dolorosa, pois não eram desejados como os outros países do mundo árabe.    

O que precisamos é de um compromisso doloroso. Porque ambos os povos amam o país, porque judeus israelenses e árabes palestinos tem raízes históricas e emocionais profundas e diferentes. Se há algo a esperar, isso é um divórcio justo e razoável entre Israel e Palestina. E os divórcios nunca são felizes, mesmo quando são justos.

Muito inconveniente, mas melhor do que o inferno vivo que todos estão enfrentando agora naquele país amado. Palestinos que são diariamente oprimidos, assediados, humilhados, que passam privações por causa do cruel governo militar israelense.

O povo israelense, que é diariamente aterrorizado por ataques terroristas impiedosos e indiscriminados contra civis, homens, crianças etc. Qualquer coisa é preferível a isto! Sim, um divórcio razoável’’ 

 


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