Prof.° Elisonaldo Câmara

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Mossoró/Guamaré / Pedro Avelino, Rio Grande do Norte, Brazil
Graduado em História pela UERN, Especialista em Geo-História, professor do município de Guamaré e do Estado do Rio Grande do Norte.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

POR QUE ESTUDAR HISTÓRIA?

Muitas vezes tiramos uma conclusão precipitada de alguns assuntos, por exemplo, quando perguntado a seguinte questão, por que estudar História?A maioria das pessoas mais velhas irá lhe dizer: “Estudar História para que?” Se é somente decorar as datas, e dirão ainda mais: “toda minha vida aprendi assim”!Já se essa pergunta for feita aos jovens de hoje, eles lhes responderão: “História só serve para estudar assuntos acabados, estudar o que passou e nada mais”. Pensar que estudar História é somente estudar fatos acabados e prontos, ou então, dizer que é somente decorar datas são duas visões equivocadas a respeito dessa disciplina, que tem uma função tão importante na formação de um indivíduo mais critico e reflexivo, ajudando na consolidação da formação da cidadania de nossos jovens.Essa disciplina faz a gente criar uma ponte sobre assuntos e indagações do presente e do passado, e com esta visão observar os fatos marcantes que tiveram grande importância no passado. Fatos esses que trouxeram benefícios também nos dias atuais.
    Quando você pensar na disciplina de História pense nela como uma área em que é necessário para o ser humano conseguir melhorar suas visões e o entendimento de todos os fatos ocorridos em nosso país.Para firmar a importância dos conteúdos abordados pela História cito uma frase de minha autoria*: A História pode não ser a mais importante das disciplinas, mas sem duvida alguma, ela é fundamental para o entendimento da vida e dos acontecimentos sociais do presente, passado e dos que virão futuramente.
    Não pense nessa disciplina como uma matéria pronta e acabada, pois, esta disciplina está em constante desenvolvimento, ela se constrói a cada dia. Não veja a História como uma disciplina sem importância, porque um homem não existiria sem História, sem ela, como conheceria seus antepassados, seus costumes, suas dificuldades e como fizeram para enfrentar determinados problemas ? Não há como dizer que vivemos sem História, posto que fazemos parte da mesma.Seria como dizer que a flor não faz parte da planta, uma coisa está intrinsecamente ligado à outra.Utilizo da filosofia de Karl Marx para mostrar com mais clareza o quanto esta disciplina é fundamental em nossa vida:  “Os homens fazem a história, só não sabem que a fazem…”
     Todos os seres humanos vivenciam a História, todos contribuem para a formação da mesma, mesmo que não saibam, mas nós a fazemos, nós somos os fatos. Só depende de você para sua participação na História ser lembrada, e ser tomada como importante, como já vimos e vemos diversas pessoas que fizeram parte da nossa história e serão lembradas por muito tempo por seus feitos, descobertas, participações na vida social e pública, livros que escreveram e assim por diante.Portanto, não crie um conceito equivocado a respeito do estudo da História, pois, somente com ela você conseguirá ter um entendimento melhor de tudo o que está acontecendo no cenário político e social de nosso país. Portanto, através dela você terá meios para criticar, lutar por seus direitos. A mesma te dá base para não ser influenciado por ideais que não são realmente os seus, e sim ideais impostos por outras pessoas para te influenciar.Assim perceberemos que o estudo da História é necessário para o conhecimento e formação humana, intelectual e social de nós seres humanos pensantes e reflexivos.
(*) Heitor Vinicius Ferreira é graduando da Faculdade de História da Unoeste
 FONTE: http://www.gruponoticia.com.br/view/?id=22536
 

domingo, 18 de novembro de 2018

A Ditadura Militar no Brasil (1964).


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Militares no poder: de Castello Branco a Médici: O golpe político que depôs João Goulart, em 31 de março de 1964, foi liderado pelos generais Luis Carlos Guedes e Olímpio Mourão Filho, com o apoio dos governadores Carlos Lacerda do estado da Guanabara (atual Rio de Janeiro), e Magalhães Pinto, de Minas Gerais. A Presidência da República foi ocupada por cinco presidentes militares nomeados pelo exército brasileiro. Os presidentes do Regime foram: Humberto de Alencar Castello Branco (1964-1967); marechal Arthur da Costa e Silva (1967-1969); general Emílio Garrastazu Médici (1969-1974); general Ernesto Geisel (1974-1979); general João Baptista Figueiredo (1979-1985). O Regime Militar no Brasil teve um caráter ditatorial: não garantia a população brasileira o pleno direito de exercício da cidadania; não havia eleições diretas e não existia a liberdade de expressão e opinião e a imprensa controlada pelo Estado, os opositores políticos eram perseguidos violentamente e qualquer forma de manifestação contra o governo era reprimida.
Consolidação do Regime Militar: Castello Branco assumiu o poder em 15 de abril de 1964, orientando no seu governo um alinhamento com a política externa estadunidense: declarando-se inimigo das ideias socialistas, rompeu relações diplomáticas com Cuba e favoreceu o capital estrangeiro, no plano interno promoveu forte repressão policial contra qualquer manifestação política; intervenção dos sindicatos; invadiu e fechou a sede da União Nacional dos Estudantes (UNE); e cassou mais de trezentos mandatos parlamentares com suspensão dos direitos políticos. O programa econômico se fez na concentração de renda, na expansão do crédito e na abertura da economia brasileira ao capital externo. No plano político, houve centralização do poder; fortalecimento do Poder Executivo pelos militares; controle dos partidos e sindicatos; censura aos meios de comunicação; e a reativação da Lei de Segurança Nacional. Atos institucionais (AI): Eram decretos que representavam a vontade e os interesses do alto comando militar. Somente no mandato de Castello Branco, foi baixado quatro AI.
·         AI-1: cassou políticos e suspendeu os direitos dos cassados por dez anos, podia aposentar funcionários públicos, civis e militares. Os poderes do Legislativo foram diminuídos, mas o Congresso continuava funcionando, bem como as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais de todo o país.
·         AI-2: extinguiu os partidos políticos, e as eleições diretas para presidente e vice foram suspensas. Foi estabelecido o bipartidarismo, isto é, somente eram permitidos no Brasil dois partidos políticos: a Arena (Aliança Renovadora Nacional) com o objetivo de apoiar o governo e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) que era o partido da oposição, mas sendo controlado pelo governo.
·         AI-3: tornou as eleições para governador indiretas; onde o cargo era preenchido por um oficial militar indicado pelo Estado.
·         AI-4: estabeleceu a elaboração de uma nova Constituição para o país. Em 1966, o general Arthur da Costa e Silva e, no ano seguinte, a nova Constituição foi promulgada. Ao longo desse governo, houve varias manifestações populares, como a Passeata dos Cem Mil, no Rio de Janeiro, em junho de 1968. As declarações do deputado Márcio Moreira Alves, do MDB, criticando o governo e convocando um boicote a parada militar de 7 de setembro, levou o regime ao auge da repressão. Em 1968, Costa e Silva assinou o AI-5: que fechou o Congresso Nacional e deu poderes absolutos aos militares, cancelando as liberdades civis: podiam invadir as casas, prender e julgar qualquer pessoa, mesmo sem provas contra o acusado e sem autorização do Judiciário. O AI-5 determinou o exílio de vários políticos, artistas, intelectuais, professores, escritores, jornalistas e músicos. Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), onde durante o seu mandato, a repressão, a censura e a violência contra os cidadãos atingiram o auge. Para reprimir as manifestações, o governo criou o Departamento de Operações Internas – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), que tinha a missão de reprimir a oposição. A partir de então, a prática da tortura e o desaparecimento de presos políticos tornou-se frequente. As informações sobre a realidade não chegavam à maioria dos brasileiros que estavam sob a influência de propagandas nacionalistas. Estas deixavam clara a posição dos governantes e daqueles que o apoiavam: “Brasil: ame-o ou deixe-o” ou “Este é um país que vai pra frente”. Economicamente, o Brasil cresceu ao retornar a política com o modelo desenvolvimentista dos anos 1950. Foram feitas grandes obras como a rodovia Transamazônica e a ponte Rio Niterói. As indústrias de base cresceram e os resultados e a propaganda prometia que o Brasil seria uma grande potência mundial até o ano 2000. Era o falso “milagre econômico”.
Com o fim do governo Médici, em 1974, o general Ernesto Geisel assumiu o poder e deu inicio a um lento processo de abertura do Regime, e se deu a falência do modelo do “milagre econômico”.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

A independência não trouxe mudanças significativas aos povos hispano-americanos.


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Ao contemplarmos o desenvolvimento das independências na América Espanhola, notamos que a distinção entre as elites locais teve grande influência nesse processo. Por um lado, os chapetones eram homens nascidos na Espanha que tinham os cargos administrativos deixados sob sua exclusiva confiança. Do outro, os criollos, mesmo sendo filhos de espanhóis e controlarem os meios de produção local, não tinham esse mesmo privilégio por terem nascido no continente americano. Com o passar do tempo, a elite criolla, muitas vezes influenciada pelo ideário iluminista, passou a criticar esse visível processo de exclusão imposto pelo modelo colonial espanhol. Aos fins do século XVIII, essa mesma elite viu na quebra do pacto colonial uma excelente oportunidade para ampliar seus lucros por meio do atendimento às demandas das nações industrializadas, principalmente a Inglaterra. No início do XIX, com a eclosão das guerras napoleônicas, a conquista do trono espanhol estabeleceu uma crise de autoridade bastante propícia para se estabelecer a independência da América Hispânica. Não por acaso, os criollos se mobilizaram em tropas para vencer os mandatários da metrópole e consolidar a formação de várias nações independentes. Aparentemente, uma nova página da História do espaço americano se iniciava. Entretanto, mesmo com as independências, percebemos que a estrutura social e econômica das regiões americanas pouco se modificou. Os poderosos criollos controlavam as terras e, agora, também tomavam a frente das esferas de poder político. Ao mesmo tempo, a vasta população indígena continuava a vivenciar a mesma situação de exploração e miséria anteriormente experimentada. Dessa forma, o fim a colonização significou a continuidade de várias outras práticas.

Para muitos estudiosos, o alcance da autonomia governamental somente veio para modificar o nome daqueles que viriam a assumir o papel anteriormente exercido pela Espanha. A partir de então, Inglaterra e Estados Unidos seriam os dois grandes responsáveis pela manutenção de governos comprometidos aos seus interesses. Nesse contexto, a estrutura econômica permanece vinculada à demanda por produtos industrializados, e a exportação de matéria-prima e outros gêneros agrícolas. Ainda hoje, alguns países ainda sentem os efeitos de todo esse processo de caráter conservador e elitista. A miséria, o desrespeito às leis, a falta de oportunidades, o atraso econômico são apenas algumas das poucas e maiores questões a serem relacionadas com tal experiência histórica. Por outro lado, também devemos destacar que em outras nações a presença de movimentos populares e a consolidação de regimes democráticos vêm abrindo portas para as primeiras etapas de uma possível mudança.


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