Lâmia (em grego: Λάμια), na mitologia
grega, era uma rainha da Líbia que se tornou um demônio devorador de crianças.
Chamavam-se também de lâmias um tipo de monstros, bruxas ou espíritos
femininos, que atacavam jovens ou viajantes e lhes sugavam o sangue. Diversas
histórias são contadas a respeito de Lâmia. Sua aparência também varia de lenda
para lenda. Na maior parte das versões, contudo, seu corpo, abaixo da cintura,
tem a forma de uma cauda de serpente. De acordo com a versão mais corrente,
Lâmia era uma belíssima rainha da Líbia, filha de Posídon e amante de Zeus, de
quem concebeu muitos filhos, dentre os quais a ninfa Líbia. Hera, mulher de
Zeus, corroída pelos ciúmes, matava seus filhos ao nascer e, ao final, a
transformou em um monstro (em outras versões Lâmia foi esconder-se em uma
caverna isolada e o que a transformou em um monstro foi seu próprio desespero).
Por fim, para torturá-la ainda mais, Lâmia foi condenada por Hera a não poder
cerrar os olhos, para que ficasse para sempre obcecada com a imagem dos filhos
mortos. Zeus, apiedado, deu-lhe o dom de poder extrair os olhos de vez em
quando para descansar.
Prof.° Elisonaldo Câmara
- História em Foco
- Mossoró/Guamaré / Pedro Avelino, Rio Grande do Norte, Brazil
- Graduado em História pela UERN, Especialista em Geo-História, professor do município de Guamaré e do Estado do Rio Grande do Norte.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
sábado, 26 de novembro de 2016
Atividade: Reinos Africanos.
1) Leia o texto e responda as questões a e
b:
O
REINO DO CONGO (SÉCULOS XII-XVI)
Conta-se que, do casamento de Nimi
Lukeni, do povo Kicongo, com uma mulher do povo Ambundo, surgiu o reino do
Congo, no final do século XIV, próximo ao rio Congo (rio Zaire). Com o título
de Mani Congo, que significa "senhor do Congo“, Lukeni passou a governar
todas as aldeias, auxiliado por conselheiros, chefes militares, coletores de
impostos e juízes. A capital do reino era M’banza Congo (cidade do Congo) e
para lá iam todos os tributos em forma de mercadorias e alimentos que as
aldeias que formavam o reino tinham que pagar. Os manis, que sucederam Nimi
Lukeni, expandiriam o poder do reino por meio de conquistas militares e de
casamentos de aliança. No reino do Congo, os mais velhos controlavam os meios
de produção (terras, instrumentos de trabalho) e o poder político. Tratava-se
de uma sociedade organizada na relação familiar, também chamada de linhagem
porque se baseava no parentesco e se apoiava nas diferenciações de idade e
sexo. Em muitos lugares, vigorava o trabalho escravo ao lado do trabalho livre.
Nesses casos, os escravos eram membros dominados de outras linhagens (famílias)
que não tinham ligações com a rede de parentesco dominante. É importante frisar
que os escravizados não eram destituídos de sua humanidade. Por vezes, ficavam
temporariamente nesta condição. Os escravos desempenhavam praticamente as
mesmas funções que os membros da linhagem dominante: trabalho cooperativo,
expedições de caça, defesa das cidades e participação em cerimônias religiosas.
A escravidão não era fator social predominante e coexistia com outras formas de
dependência. Por isso alguns historiadores preferem afirmar que não havia
escravidão no reino do Congo, até a chegada dos portugueses no final do século
XV.
a) Retire a
passagem do texto que comprova que geralmente o Mani Congo governava com o
auxílio de diferentes assistentes.
b) Em que a
escravidão, no reino do Congo, diferia da escravidão praticada por outros
povos? Justifique
2)
Alguns versos do samba-enredo abordam a
vida da rainha Jinga (ou Nzinga, como se pronunciava em mbundu) que nasceu por
volta de 1581 e viveu num dos territórios do reino do Congo, Ndongo. Sua
trajetória é surpreendente e fabulosa, pois, em 1622, ao ser enviada a Luanda
(atual capital de Angola), cidade que sediava a administração portuguesa na
África, Jinga se tornou uma aliada do império português, se convertendo
inclusive ao cristianismo, com o nome católico de Ana de Souza. Em 1624, o
reino de Ndongo sofreu um esvaziamento de poder e Jinga disputou com
Ngola-a-Ari, que saiu vencedor. Passados três anos, Ngola-a-Ari morreu
envenenado permitindo o regresso de Jinga, que havia se retirado com seu povo.
Jinga governou soberana, até o ano de 1663, negociando, tanto com portugueses
como com holandeses, a entrada no território africano. Ou negociavam ou
enfrentavam a resistência desses países em alguns territórios de Ndongo. Ao
longo de seu reinado, Jinga enfrentou várias guerras contra outros reis
africanos e contra autoridades europeias. Numa guerra travada, em 1629, pelo
controle de Matamba, suas irmãs, Kambo e Funji, caíram nas mãos dos
portugueses, acabando presas em Luanda. Em outubro de 1641, uma ordem do
Conselho Ultramarino criticava Fernão de Souza, então governador em Angola, por
este “ter tirado a realeza de Jinga”, reiterando que a ela, e só a ela, “assistia
o direito e a justiça” em Ndongo. Em retaliação, Jinga fez acordos com os
holandeses, que ocuparam Luanda. Ela lutou também contra o povo Imbagalas que
resistia à presença holandesa. A partir de 1644, os portugueses foram seus
principais inimigos, em sucessivas batalhas, que duraram até 1648. Em 1651,
porém, a rainha Jinga e o governador de Angola, Salvador Correia de Sá e
Benevides – que governara o Rio de Janeiro entre 1637 e 1642 – firmaram a paz,
bem como acordos comerciais. Naquela ocasião, Salvador de Sá afirmara à Jinga
que era “maior honra poder cooperar pelo aumento de sua grandeza, do que ser
servido por todos os escravos não só da Matamba, mas de toda a África”. Em
1656, aos 75 anos de idade, como última estratégia de poder, Jinga permitiu a entrada
de religiosos capuchinhos em seu território, convertendo-se totalmente ao
catolicismo numa política de alianças com os portugueses. (Adaptado de Silva,
Luiz Geraldo. Princesas Negras. Revista Agentes de Leitura, ano 9. fasc.19.
2009. Ediouro).
a) Retire do texto uma passagem que
comprove o poder conquistado pela rainha Jinga.
b) Que nome cristão Jinga adotou ao se
converter ao catolicismo?
c) Qual era a estratégia de Jinga? Deu
certo? Justifique.
3. O Reino
de Gana, a “terra do ouro”, apresentava em sua administração o rei (gana),
o qual era visto como um elo entre os deuses e o homem além de liderar um
poderoso exército. Quais outros
funcionários cuidavam da administração do reino:
(A)
Sacerdotes, nobres e funcionários. (B) Sacerdotes, nobres e escravos. (C)
Nobres e funcionários. (D) Empregados e
camponeses.
4. Os reinos
de Gana, Mali e Aksum, fazem
parte:
(A) da África
do Sul. (B) do continente Europeu. (C) da América do Sul. (D) do continente
Africano.
5. A história dos reinos de Gana, Mali e Aksum, que
estudamos se localizam em qual
período:
(A) A África antes dos europeus. (B) A África depois
dos europeus. (C) A África no século XXI.
(D) A África antes de Cristo.
6) Sobre a escravidão responda:
Quem se tornava escravos nos reinos africanos?
Como foi a prática escravista no Brasil colonial a
partir do século XV?
Quais são os elementos da cultura africana que estão
inseridos na cultura brasileira?
7) Qual a função das mulheres africanas em seus
reinos? Por que eram disputadas? Por que se permitia a poligamia (o homem ter
várias mulheres)?
8)
“A Coroa portuguesa e outros Estados europeus devastaram a África, marcando
para sempre sua história. Estimularam guerras entre seus habitantes e
praticaram o escambo de produtos manufaturados, aguardente, fumo e tecidos por
cativos de tribos rivais. Até o século XIX, enquanto durou a escravidão no Novo
Mundo, milhões de africanos foram retirados do continente e encaminhados para
as plantations americanas, em torno de 5 milhões só para a América
portuguesa.”
CAMPOS, F.; MIRANDA, R. G. A escrita da
história. São Paulo: Escala Educacional, 2005. p. 213.
Sobre o comércio de escravos no continente africano, é incorreto
afirmar:
a)
Na África, o comércio de escravos aumentou muito durante a chegada dos
portugueses ao continente.
b)
O tráfico negreiro moderno ocasionou transformações na sociedade africana, pois
destruiu tribos inteiras.
c)
não significou nada para o continente africano, pois o comércio de escravos foi
raro e não passou de uma centena de negros vendidos a outros continentes.
d)
As pessoas tornavam-se escravas na África principalmente em razão das guerras
entre tribos rivais, sendo os capturados reduzidos à condição de cativos. As
guerras ocorriam entre os diversos reinos africanos e também entre as
diferentes etnias do continente.
9) O candomblé, chamado xangô em alguns Estados do
Nordeste, é:
a) O mesmo que umbanda, com guias como o Caboclo, o Preto Velho e a Pombagira.
b) Uma religião exclusiva dos descendentes de negros escravizados.
c) Tradição trazida pelos africanos escravizados que se misturou com a realidade brasileira.
d) Uma manifestação folclórica que veio da África, repleta de lendas e crendices.
10) Leia os versos:
“Seiscentas
peças barganharam:
—
Que Pechincha! — no Senegal
A
carne é rija, os músculos de aço,
Boa
liga do melhor metal.
Em
troca dei só aguardente,
Contas,
latão – um peso morto!
Eu
ganho oitocentos por cento
Se
a metade chegar ao porto.”
HEINE,
Heinrich. Citado em: BOSI, Alfredo. Dialética da colonização. São Paulo:
Companhia das Letras, 1992. O trecho do poema acima citado refere-se:
a)
aos grandes lucros conseguidos pelos chefes tribais africanos na venda de
escravos aos europeus.
b)
à forma pela qual os europeus conseguiam adquirir metais preciosos em solo
africano.
c)
ao comércio de escravos no continente africano e os altos lucros proporcionados
aos europeus em decorrência dos produtos dados em troca.
d)
ao comércio de carne realizado na África mediante o escambo.
11) Sobre a história e a situação do negro no Brasil podemos afirmar
que está correta a seguinte alternativa:
a)
os negros foram totalmente integrados à sociedade e partilham das mesmas
condições que os brancos.
b)
os negros continuam sendo escravos, pois não conseguiram sua liberdade ainda.
c)
apesar de a haverem conquistado a liberdade, muitos negros ainda sofrem com
discriminação em alguns lugares.
d)
os negros estão no poder e se impuseram sobre os brancos.
domingo, 20 de novembro de 2016
Dia Nacional da Conscienência Negra.
O
Dia da Consciência Negra é uma data celebrada no Brasil no dia 20
de Novembro. Este dia está incluído na semana da Consciência Negra e
tem como objetivo um reflexão sobre a introdução dos negros na
sociedade brasileira. Foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639,
no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi
neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares. A
homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico
representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial.
Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos
representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva
de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por
esta cultura e pela liberdade do seu povo. Os negros africanos colaboraram
muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e
religiosos de nosso país. É um dia que devemos refletir nas escolas, nos
espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira. A
abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros
sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da
escravidão. Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos
personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido
construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores,
navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre
considerados heróis nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em
nossa história e, esperamos que em breve outros personagens históricos de
origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos
importantes estão sendo tomados neste
sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de
disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura
afro-brasileira.
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
O Brasil Contemporâneo (Nova República - 1985 até a atualidade). Parte 2.
Governo Fernando
Henrique Cardoso (1994-1998). Conseguiu manter a inflação controlada, criou vários
programas na área de saúde (Programa Saúde da Família/PSF- Programa de Prevenção e
Controle da AIDS) e da educação,
aumentando o número de crianças na escola e diminui os índices de analfabetismo
no país, Governo com características Neoliberal,
com forte abertura ao capital estrangeiro e privatizações de empresas estatais,
no intuito de diminuir os gastos do setor público. A má distribuição de renda e
os altos índices de desemprego prejudicaram o país no campo econômico. Alem de
diversas denuncia de corrupção durante o mandato de FHC, principalmente no processo de venda das empresas estatais,
escândalo que ficou conhecido como privataria.
Em 1997, foi aprovada pelo Congresso uma emenda constitucional
permitindo a reeleição para cargos executivos: Presidente da República,
Governadores e Prefeitos. Manobra política que beneficiaria FHC nas eleições de
1998. Governo Fernando Henrique Cardoso (1998-2002). Conseguiu
sua reeleição no processo eleitoral de 1998 quando derrotou o candidato do PT,
Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo do novo mandato era de diminuir a dívida
pública brasileira, que ultrapassava nesse período a cifra de 328 bilhões de
reais. Em 2000, foi criada a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar
101), que contribui de forma expressiva para o controle das contas públicas em
todo o país. Foram implementadas uma série de políticas sociais de
transferência de renda para as populações mais pobres, através de programas
como o bolsa- escola, o vale- gás e o bolsa -alimentação. Avanços significativos
foram alcançados nas áreas da educação, saúde (com a distribuição gratuita de
medicamentos contra a AIDS e a criação dos remédios genéricos, vendidos a
preços baixíssimos) e principalmente na questão agrária (com a implementação de
um sólido programa de reforma agrária). Outros fatores foram preponderantes
para o baixo crescimento econômico do Brasil, como as altas taxas de desemprego,
que assolaram milhares de pessoas; e o alto índice de corrupção
política, que desviou investimentos das áreas da saúde, educação, transportes
etc. As ações corruptivas colocaram o Brasil nesse momento entre os países do
mundo que possuíam os maiores níveis de desvios de verbas públicas. Foi com
essas dificuldades que a era FHC chegou ao seu fim em 2002, quando ocorreram
novas eleições e o candidato Luiz Inácio Lula da Silva do PT
(Partido dos Trabalhadores) conseguiu em sua quarta tentativa a vitória para a
presidência do Brasil. O Governo de Luis Inácio da Silva (2003
-2007). Após ter
perdido por três vezes consecutivas as eleições presidenciais, foi eleito
presidente do Brasil, tornando-se o primeiro líder sindical a assumir o cargo.
Lula teve participação ativa nas greves no ABC
paulista na década de 70, ainda sob o regime militar, e foi um dos fundadores
do Parti dos Trabalhadores (PT), de orientação socialista, quando assumiu a
presidência do Brasil em 2003, houve uma grane expectativa de mudanças para a
maioria dos brasileiros. No campo econômico manteve a inflação controlada,
elevando as taxas de juros e aumentando a arrecadação de impostos, mesmo com o
fortalecimento do real em relação ao dólar, o país obteve crescimento no
comércio externo e uma balança comercial favorável. No campo social, foi
implantado um programa de auxilio em dinheiro para as famílias pobres (Bolsa
Família) e o aumento real do salário mínimo. Outros programas foram criados
como: Luz para todos, Brasil alfabetizado, ProUni, contribuindo para o aumento
nos níveis de aprovação do seu governo. Por outro lado, denuncias de corrupção,
que deram origem a um processo que ficou conhecido como Mensalão. Desestabilizado a gestão Lula em 2005. O Governo de Luis Inácio da Silva (2007-2011). Apesar da
instabilidade política, Lula obteve a maioria dos votos da população nas
eleições de 2006, com 60% dos votos válidos sendo reeleito para um segundo
mandato. Dando continuidade ás políticas sociais, lançou o Programa de
Aceleração do Crescimento, o PAC, uma jogada de marketing para se dar nome ao
orçamento anual da União. Esta gestão a liquidação do
pagamento das dívidas com o FMI foram antecipadas, fato criticado por
economistas por se tratar de dívida com juros baixos, mas que resultaram em
melhor prestígio internacional e maior atenção do mercado financeiro para
investir no Brasil. Conseguiu controlar a inflação, incentivando as exportações
que superaram muito as importações, contribuindo para o crescimento do PIB.
Considerado um país emergente como: China, Índia,Rússia e África do Sul, esses
países passaram a compor os BRICS.em
2012 os envolvidos no escândalo do ‘’mensalão’’ começaram a ser julgados pelo STF. Ao termino do julgamento, foram
condenados a prisão importantes lideranças de vários partidos políticos.
Governo Dilma Rousseff (2011-2014). No final do seu segundo mandato, Lula
apontou a ministra chefe da casa civil Dilma Rousseff, para sucedê-lo na
presidência do Brasil. Ex – militante de esquerda Dilma chegou a ser presa e
torturada quando lutava contra o regime militar. Defendendo a continuidade e
ampliação das políticas sociais do governo Lula, Dilma se elegeu tornando-se a
primeira mulher a chegar à presidência no Brasil. Ampliou diversos programas
econômicos e sócios. Obras públicas foram incentivadas pelo PAC (programa de aceleração do
crescimento), implantou programa de incentivo a ciência auxilia a pesquisa e á
formação acadêmica no exterior, como o Ciência sem fronteiras e o Pronatec
(programa nacional de ensino técnico). Foi criado o maior programa de
habitação do Brasil Minha casa, minha vida, proporcionando financiamento para
várias faixa de renda. Durante seu governo alguns políticos e ministros foram acusados de corrupção e,por
isso,foram afastados de seu cargos. Em 2014 após uma acirrada disputa
eleitoral, Dilma foi reeleita. Governo
Dilma Rousseff (2015- 2016). Iniciou o segundo mandato apresentando uma
série de medidas antipopulares de contenção de despesas e redução do orçamento.
A equipe econômica chefiada pelo Ministro da Fazenda Joaquim Levy,disposta a
reduzir o gasto público e equilibrar
as contas. No entanto a presidente Dilma
Rousseff não conseguiu o apoio do congresso nacional para programar as medidas
necessárias para aliviar a crise econômica. A Presidente Dilma
Rousseff também enfrenta uma situação delicada com o Congresso Nacional e
outras instituições públicas. Essa situação se reverte, possivelmente, na maior
crise política na história da democracia brasileira. Depois de um ano difícil,
com muitos pedidos de impeachment sendo apresentados por membros da oposição,
bem como por alguns partidos aliados, o deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ) –
Presidente da Câmara dos Deputados, que também está sendo investigado pelo
Conselho de Ética da Câmara dos Deputados – acatou um processo de impeachment
contra a Presidente Dilma. A principal alegação é que sua administração usou
bancos estatais para pagar as despesas correntes do governo; em outras
palavras, o governo Dilma se permitiu ser financiado por entidades sob seu
controle, o que é considerado ilegal pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O impeachment de Dilma Rousseff consistiu em uma questão processual aberta com vistas ao impedimento da
continuidade do mandato de Dilma
Rousseff como a Presidente da República do Brasil. O processo iniciou-se com a aceitação, em 2
de dezembro de 2015, pelo Presidente da
Câmara dos Deputados, Eduardo
Cunha, de denúncia por crime de responsabilidade oferecida pelo procurador de justiça
aposentado Hélio Bicudo e pelos advogados Miguel Reale Júnior e Janaína
Paschoal, e se encerrou no
dia 31 de agosto de 2016, resultando na destituição de Dilma do cargo. Assim,
Dilma Rousseff tornou-se o segundo Presidente da República a sofrer impeachment
no Brasil, sendo Fernando Collor o primeiro em 1992.
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