Prof.° Elisonaldo Câmara

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Mossoró/Guamaré / Pedro Avelino, Rio Grande do Norte, Brazil
Graduado em História pela UERN, Especialista em Geo-História, professor do município de Guamaré e do Estado do Rio Grande do Norte.

terça-feira, 23 de setembro de 2025

ATIVIDADE FILME: GUERRA DE CANUDOS.

 




O filme A Guerra de Canudos, dirigido por Sérgio Rezende e produzido por Mariza Leão, é uma superprodução brasileira filmada na região onde se passaram os fatos. Foi lançado em 1997, 100 anos após essa guerra, que causou a destruição do povoado. O filme pode ser encontrado em vídeo, distribuído pela Columbia Trisar Home Vídeo, tem duração de 180 minutos e foi exibido também na televisão como minissérie. O objetivo do filme é retratar a Guerra de Canudos, mas é bom lembrar que se trata da versão do diretor sobre os acontecimentos, apresentados segundo sua opinião.

Procure observar o seguinte:

Época e local dos acontecimentos;

Período da História do Brasil a que corresponde e quem governava o país na época;

Condições de vida e problemas enfrentados pela população do sertão nordestino na época e o que fazia para sobreviver;

Quem tomava as decisões nas famílias do sertão nordestino;

Segundo uma personagem do filme, o fotógrafo e jornalista Pedro Martins, quem era considerado cidadão naquela época;

Quem foi Antônio Conselheiro e quais eram suas ideias (o que defendia, o que combatia, por que, como definia o regime republicano e por que as pessoas o seguiam);

Quando, como, onde e por quem foi fundado o povoado de Belo Monte ou arraial de Canudos;

O que Antônio Conselheiro propôs a seus seguidores ao fundar Canudos;

Como eram as casas e as condições de vida em Belo Monte;

O que era produzido em Belo Monte e para quem ficavam os produtos;

O que aconteceu com muitos povoados do Nordeste após a fundação de Belo Monte;

Como Antônio Conselheiro arrecadava dinheiro e mantimentos;

Por quem e quantas vezes os moradores de Belo Monte foram atacados;

Armas e modo que os moradores de Belo Monte usaram para enfrentar o primeiro ataque;

Armas e modo que os moradores de Belo Monte usaram para enfrentar outros ataques, o que os motivava a lutar e a quem atribuíam a culpa pela guerra;

Como a população de Belo Monte era considerada pelos de fora;

Como Conselheiro se referia aos soldados do Exército;

Modo como o Exército pretendia tomar Belo Monte na quarta ofensiva, modo como os soldados do Exército eram recrutados, quantos eram, problemas que enfrentavam e opinião que tinham sobre os sertanejos;

Como a imprensa relatava ao país os acontecimentos de Canudos e por que acontecia isso;

Sentimentos que Antônio Conselheiro despertava nas pessoas e por que isso acontecia;

Modo como eram feitos os registros dos acontecimentos da guerra;

Suspeitas de corrupção levantadas a respeito do abastecimento das tropas do Exército;

Por que o jornalista foi enviado à frente de batalha, opinião que tinha sobre os sertanejos e soldados do Exército e por que foi retirado da região;

Mensagem do presidente da República às tropas do Exército;

Tempo de duração da última batalha;

O que aconteceu com o povoado de Belo Monte e sua população em outubro de 1897;

Quem criticou a atuação do comandante das tropas do Exército e por que criticou.

 

Tente fazer sua análise pessoal a respeito dos acontecimentos e do filme:

 

Em sua opinião, por que o presidente enviou uma mensagem aos soldados e o que pretendia com isso?

Dê exemplos a respeito de como o fanatismo religioso estava presente na vida da população de Canudos.

Em sua opinião, por que havia o fanatismo religioso?

 

 

 


terça-feira, 16 de setembro de 2025

Atividade História dos Hebreus.

 

Com

Complete os espaços com a história dos Hebreus.

  A principal fonte histórica para o estudo do povo hebreu são os cinco primeiros livros da Bíblia, chamados ______________ pelo povo judeu e _______________ pelos cristãos.         Segundo a __________________, Abraão era um velho pastor nômade que vivia na ____________ com sua família. Um dia __________________ o chamou e mandou que ele partisse dali com todos os membros do seu grupo e bens e fossem à procura de uma terra onde houvesse pastagens melhores para o seu rebanho. Então, Abraão partiu para a _______________, também chamada de “Terra de ____________”, em busca da Terra Prometida. Uma vez estabelecidos nessa terra, os hebreus continuaram como pastores, organizados em grupos familiares, chefiados por _____________. Os primeiros foram ____________________, seu filho _________________ e o filho deste, ____________. O patriarca Jacó teve seu nome mudado para ____________________, então seus descendentes passaram a ser chamados de _____________________. Eram os anciãos. _______________.   Também conhecida como os Dez Mandamentos. _____________.  Episódio lembrado pelos judeus durante a Páscoa e corresponde à fuga dos hebreus do Egito. ___________.  Dispersão dos hebreus após a expulsão de Jerusalém. ___________.   Rei dos hebreus que construiu o famoso Templo de Jerusalém. __________.

terça-feira, 9 de setembro de 2025

A Confederação do Equador 1824.

 


            Com a transferência da Corte portuguesa para sua mais próspera colônia, em 1808, transformou cidade do Rio de Janeiro no centro das decisões políticas, administrativas, econômicas e sede do Império Português. A nova capital do governo Português, passou a receber impostos vindos das outras regiões do Brasil e a desfrutar de todas as vantagens do sistema colonial. Se antes os brasileiros repudiavam o autoritarismo colonialista lusitano, o controle exercido por Lisboa, agora era a supremacia do Rio de janeiro que causava indignação.

Na região Norte (que hoje engloba os Estados do Nordeste), o ressentimento com a corte era enorme. As cidades de lá não viam vantagem em mandar tanto dinheiro para o Sul. Entre as taxas, havia uma destinada a financiar a iluminação das ruas da capital do governo lusitano no Brasil. Não é surpresa que ela tenha se tornado o grande símbolo da exploração.

 Entre 1817 e 1824, a província de Pernambuco foi cenário de rebeliões e revoltas contra o poder absolutista e colonialista de Portugal.  Manteve-se em estado de rebeldia constante, tornando-se um grande obstáculo do rei português Dom João VI e, depois, do imperador brasileiro dom Pedro I. Após a independência, conquistada em 1822, o Brasil precisava de novas leis. Em 1823, foi convocada uma Assembleia Nacional Constituinte, que se reuniu no Rio de Janeiro. Mas, em 12 de novembro, dom Pedro I ordenou seu fechamento. Os temores haviam se concretizado: o imperador não estava muito a fim de dividir seu poder. Na província de Pernambuco, a reação veio rápida e, em 13 de dezembro, as câmaras municipais de Recife e Olinda elegeram uma junta de governo.

À frente dela estava Manuel de Carvalho. Veterano da Revolução de 1817, ele havia se refugiado nos Estados Unidos, onde se encantara com o grau de autonomia dos estados. Era isso o que muitos pernambucanos queriam para o Brasil. Mas, em 25 de março de 1824, o imperador outorgou ao país uma nova Constituição. No texto, um dos principais artigos era a criação do Poder Moderador, que conferia ao Imperador do Brasil D. Pedro I, amplos poderes em relação aos demais e estava acima do povo e de qualquer instituição. E era ele, claro, quem deveria escolher os presidentes das províncias.

Para província de Pernambuco, o imperador nomeou José Carlos Mayrink. Em meio à agitação na província, entretanto, o escolhido não teve coragem de assumir. Dom Pedro I mandou uma esquadra bloquear o porto de Recife enquanto o poder não fosse passado a Mayrink. Os pernambucanos continuaram irredutíveis até que, em junho, a frota teve de voltar ao Rio por causa de uma suposta ameaça de invasão portuguesa.

Com o fim do bloqueio, Manuel de Carvalho propôs que as províncias do norte se unissem para formar um país independente. Em 2 de julho de 1824, nascia a Confederação do Equador, inspirada nas ideias iluministas da independência dos Estados Unidos e na Revolução Francesa, influenciados pela Maçonaria propondo a criação de uma república separatista. Um dos membros mais destacados do movimento foi Joaquim do Amor Divino Rabelo, mais conhecido como Frei Caneca. Com sua influência religiosa, ele conseguiu o apoio de Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, que aderiram à Confederação. Em pouco tempo, as notícias sobre o levante no Brasil chegavam no exterior.

Nem todas as grandes nações da época haviam reconhecido a autoridade de dom Pedro I e a revolta não ajudava em nada a diplomacia. O governo imperial do Brasil contraiu empréstimos aos bancos ingleses e contratou vários mercenários estrangeiros para sufocar os rebeldes pernambucanos.

Em agosto, tropas imperiais desembarcaram em Alagoas e de lá foram para o Recife e contaram com os senhores de engenho que ajudaram a derrubar os rebeldes. A Confederação foi extinta em 29 de novembro. Manuel de Carvalho foi poupado e fugiu para a Inglaterra, enquanto outros líderes da insurreição foram executados. No Rio de Janeiro, a Corte respirava aliviada com a manutenção de seu poder sobre todo o país. Mas vivia com medo dos pernambucanos.


segunda-feira, 1 de setembro de 2025

O montim das mulheres.

 

Quadro do artista Isaías Medeiros retrata o episódio do Motim das Mulheres — Foto: Coleção de Isaías Medeiros. Fonte: Portal G1.


Armadas com pedras, facas, panelas e utensílios domésticos, cerca de 300 mulheres de Mossoró, no Rio Grande do Norte, foram às ruas da cidade, destruíram os editais que estavam pregados nas portas da igreja matriz e depredaram a sede do jornal local. Conhecido como Motim das Mulheres, o episódio ocorrido há 150 anos, em 30 de agosto de 1875, tinha um alvo e uma causa.

O alvo era o decreto imperial promulgado naquele ano que regulamentava o recrutamento militar tanto para o Exército quanto para a Marinha. A causa era o pavor que o alistamento causava nas mulheres, depois que muitas delas ficaram viúvas ou perderam seus filhos na Guerra do Paraguai, sangrento conflito ocorrido em 1864 e 1870.

A própria legislação, na verdade, também era uma resposta — tardia — às cicatrizes deixadas pelo conflito bélico. A experiência, afinal, deixou claro que o Brasil não tinha uma organização militar pronta para eventuais guerras. Assim, regulamentar o alistamento militar de jovens era uma maneira de garantir que o país tivesse contingente treinado e apto para campos de batalha.

"O motim foi um movimento, uma revolta das mulheres contra a obrigatoriedade do alistamento militar", contextualiza à BBC News Brasil o escritor e pesquisador Geraldo Maia do Nascimento, autor de, entre outros, Mossoró na Trilha da História. Nascimento conta que, àquela altura, a lei servia para substituir os milhares de mortos na guerra.

Na opinião pública, havia quem pensasse até que o Brasil estivesse a ponto de começar novas batalhas contra o Paraguai. De forma geral, a lei foi mal recebida. "Gerou uma insatisfação muito grande. A obrigatoriedade dos jovens a se alistarem foi mal interpretada", comenta Nascimento.

No livro Notas e Documentos para a História de Mossoró, o historiador Luís da Câmara Cascudo (1898-1986) ressalta que aquele ano foi "politicamente, uma fase de intensa vibração partidária", por conta do decreto que era parte de um esforço para "organizar" o Ministério da Guerra.

"No dia marcado, estavam umas 300 mulheres reunidas em Mossoró, porque as próprias Evas dos arrabaldes haviam aderido ao motim", afirmou o depoente. O grupo partiu em cortejo até a Igreja de Santa Luzia, local que vinha sendo utilizado para o alistamento. "Aí foram rasgados os editais pregados nas portas da igreja e despedaçados vários livros", descreveu.

Em seguida, as mulheres foram até um ponto em que havia um grupo de policiais encaminhados para "dominar a sedição". Houve então tumulto, com luta entre solados e mulheres. "Como era natural, foram várias as feridas, tendo a interferência de pessoas gradas da localidade evitado mais funestas consequências", afirmou.

Em ofício emitido pelo juiz de direito da cidade ao então presidente da Província, em 4 de setembro, o episódio também é relatado. Segundo o texto, não seriam 300, mas "um grupo de 50 a 100 mulheres mal aconselhadas por seus maridos e parentes" as que fizeram o motim, reduzindo a pedaços "no meio da rua" os "papéis relativos ao alistamento".

Para o artista plástico e pesquisador Isaías Medeiros, que produziu várias imagens alusivas ao episódio, o que mais chama a atenção do movimento "é a força feminina da organização, a coragem dessas mulheres de enfrentar com a força do braço" o poder instituído.

 

 

Essas mulheres rasgaram os editais na porta da igreja e seguiram para o jornal [O Mossoroense, que circulou entre 1872 e 2015], na redação onde estavam sendo produzidos os editais do alistamento. Invadiram o jornal e rasgaram os editais", narra ele.

Arquivista do Museu Histórico Lauro da Escóssia, em Mossoró, Deoclecio Evaristo de Oliveira Júnior define o motim como "um protesto de várias mães que lutaram pelo direito de seus filhos de não participarem de uma guerra".

De acordo com verbete do Dicionário Mulheres do Brasil, organizado por Schuma Schumaher e Erico Vital Brazil, a líder Ana Floriano ficou conhecida assim porque era casada com Floriano da Rocha Nogueira — seu nome verdadeiro era Ana Rodrigues Braga.

Todas as participantes [do motim organizado por ela] eram mães de família respeitáveis, e a cidade ficou chocada com suas ações", diz o verbete.

"Juntamente com Ana, mais duas mulheres, Maria Filgueira, casada com um capitão, e Joaquina de Sousa, ajudavam a organizar o movimento. À exceção de Maria Filgueira, todas as mulheres aparecem nos relatos como Ana de Tal ou Joaquina de Tal", ressalta o texto.

O protesto das mulheres acabou se resumindo ao dia em si. "Após o episódio, todas voltaram para suas casas", diz o verbete do Dicionário.

 


quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Os modos de vida dos primeiros grupos humanos.

 

A espécie humana surgiu na África há milhares de anos. Os seres humanos migraram para diferentes partes do mundo. Os primeiros grupos humanos eram caçadores e coletores e tinham um modo de vida nômade. Os homens viviam em pequenos bandos; caçavam e pescavam e também colhiam frutos. Fabricavam instrumentos de osso ou de pedra lascada e abrigavam-se em cavernas ou choças A domesticação do fogo transformou o modo de vida dos primeiros grupos humanos.

Os hominídeos evoluíram e suas formas físicas já não eram como a dos primatas, tendo desenvolvido os polegares e a locomoção em duas pernas. Esse período também é caracterizado pela sedentarizarão dos grupos humanos, com a criação de casas e pequenas aldeias.

Paleolítico é marcado pelas condições rústicas em que os hominídeos sobreviviam. Primeiramente, essa sobrevivência dependia da caça de animais e da coleta de frutos e raízes na natureza. Esse estilo de vida baseado na caça pesca e coleta significa que o homem era nômade, isto é, mudava-se sempre de lugar.

 

As principais características anatômicas dos hominídeos foram: postura ereta, locomoção bípede no solo, em substituição à braquiação (deslocamento com os braços, de galho em galho), capacidade craniana superior à de outras famílias aparentadas e dentes pequenos, com caninos não especializados.

Os Australopitecos representaram os primeiros hominídeos. Viveram na África do sul e oriental, entre 4 a 2 milhões de anos atrás. Os Australopithecus afarensis são os hominídeos mais conhecidos, devido a grande quantidade de fósseis encontrados. 

 

Principais períodos da Pré- História.

 

Ø  Paleolítico = nesse período, os humanos se desenvolveram muito, pois nesses milhões de anos eles conseguiram fabricar o primeiro instrumento de pedra lascada. Esse fato foi importante, pois eles sobreviviam apenas da caça e da coleta de frutos.

Ø  Neolítico = nesse período, os humanos já se desenvolveram ainda mais: seus instrumentos de caça era a pedra polida. Este período também foi marcada pela sedentarizarão do homem devido a descoberta da agricultura e a criação de animais.

Ø  Idade dos Metais = nesse período, os humanos conseguiam fabricar instrumento de metal.

 


terça-feira, 22 de julho de 2025

A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (1914-1918).

Antecedentes: A Primeira Guerra Mundial foi um conflito que ocorreu entre 1914 e 1918, do qual tomaram parte vários países da Europa e Estados Unidos. O imperialismo e a forte industrialização havia levado a Europa, entre 1870 e 1914, a um momento de euforia econômica denominado Belle Époque. Confiantes no progresso, os países europeus acreditavam ter chegado ao topo da civilização. Porém, este otimismo escondia grandes tensões.

 Causas: Podemos destacar várias causas que levaram ao conflito. O nacionalismo separava diversos países europeus e criava um clima de tensão e hostilidade. Esta tensão se acentuou com a corrida armamentista, ou seja, a disputa pela fabricação de armas potentes. Isto acentuou a apreensão e o medo na Europa. O imperialismo também levou algumas regiões da Europa a grandes divergências, pois países como Alemanha e Itália disputavam territórios coloniais com outros países, como Inglaterra e França. A França e Alemanha tinham outras rivalidades. A França havia perdido, no final do século XIX, a região de Alsácia- Lorena para a Alemanha, durante a Guerra Franco-Prussiana. Isto acabou despertando o revanchismo francês. Devido a este clima tenso e as grandes diferenças no continente europeu, foi criada uma política de alianças, que agrupou os países em dois blocos principais.

 Política de Alianças: A hostilidade entre as nações acabou dando origem a dois grandes blocos de países, a Tríplice Aliança e a Tríplice Entente. A Tríplice Aliança agrupava a Áustria- Hungria, a Alemanha e a Itália. Por sua vez, a Tríplice Entente agrupava a Rússia, a Inglaterra e a França. O clima desfavorável na Europa acabou gerando uma expectativa de guerra, que ficou conhecida como paz armada. Enquanto isso, Áustria- Hungria e Alemanha defendiam o pangermanismo, ou seja, a união dos povos germânicos da Europa. Rússia e a Sérvia, por sua vez, defendia o pan-eslavismo, ou seja, a união dos povos eslavos na Europa. Estas ambições acabaram levando à morte o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro-húngaro. Sua morte pode ser considerada causa imediata da guerra.

 Morte do arquiduque: As ambições territoriais da Áustria- Hungria levaram este país a conquistar a Bósnia, disputada também pela Sérvia. O arquiduque Francisco Ferdinando, que estava em visita oficial a Sarajevo, capital da Bósnia, foi assassinado enquanto desfilava em um carro aberto pelas ruas da cidade. As investigações levaram ao criminoso, um jovem integrante de um grupo sérvio denominado mão Negra, contrário à influência da Áustria- Hungria na região dos Balcãs. A Áustria-Hungria não aceitou as medidas tomadas pelo governo sérvio com relação ao crime. Em 28 de julho de 1914, a Sérvia foi invadida pelo exército austro-húngaro. Em 29 de julho, a Rússia, que era aliada da Sérvia, resolve mobilizar seus exércitos. Em resposta, a Alemanha declara guerra à Rússia. Estava formado o cenário que levaria a Europa à Primeira Guerra Mundial.

 Etapas da guerra: A primeira etapa da guerra, em 1914, foi caracterizada pela movimentação de grandes exércitos. As vitórias e derrotas de ambos os lados demonstraram o equilíbrio de forças. Na segunda etapa, entre 1915 e 1916, o equilíbrio de forças resultou em uma guerra de trincheiras, em que o território era disputado palmo a palmo. Em 23 de maio de 1915, a Itália rompeu com a Alemanha e entrou na guerra ao lado da França e da Inglaterra. Enfim, na terceira etapa, entre 1917 e 1918, ocorreram dois acontecimentos importantes. A Rússia saiu da guerra devido a uma revolução que instalou um regime socialista naquele país, a chamada Revolução Russa. Outro acontecimento importante foi à entrada dos Estados Unidos no conflito ao lado da Tríplice Entente, fortalecendo as posições dos inimigos da Alemanha e contribuindo para o fim da guerra. Em 1918, derrotadas, a Áustria- Hungria e a Alemanha foram obrigadas a assinar o armistício, ou seja, o acordo pelo fim definitivo da guerra.

 Consequências: A guerra gerou, aproximadamente, 10 milhões de mortos, arrasou campos agrícolas, destruiu indústrias e disseminou a Gripe Espanhola pelo mundo inteiro. Além disso, os combates introduziram novas tecnologias militares, como armas de gás, tanques e aviões. Os Estados Unidos se beneficiou com a guerra. O país lucrou com os juros dos empréstimos de ajuda aos países devastados. Assim, se tornou uma grande potência mundial. As mulheres começaram a conquistar maior parcela no mercado de trabalho. Enquanto os homens lutavam nas trincheiras, elas trabalhavam nas indústrias bélicas e outros setores. Temendo um novo conflito, as nações vencedoras obrigaram as nações derrotadas a assinar uma série de tratados.

 Tratado de Versalhes: O Tratado de Versalhes foi um conjunto de medidas impostas pelas nações vencedoras à Alemanha, em especial. Por este tratado, a Alemanha foi responsabilizada pela guerra e obrigada a aceitar uma série de punições. Ela teve que ceder parte de seu território e colônias a países como França, Inglaterra e Bélgica. Além disso, foi proibida de rearmar o seu exército e teve que entregar material bélico e pagar uma grande indenização aos vencedores. O Tratado de Versalhes foi um dos fatores que conduziu a Europa à Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945.

terça-feira, 15 de julho de 2025

ATIVIDADE AVALIATIVA DE HISTÓRIA.

 

A REVOLUÇÃO RUSSA- 1917.

ALUNO (a):                                                                                            SÉRIE:      TURMA:

 

DISCIPLINA – HISTÓRIA. PROFº ELISONALDO CÂMARA.          DATA:

 

 Antecedentes (causas) da revolução: Rússia Czarista, economia atrasada (baseada em 80% agricultura), pobreza e miséria no campo. - Péssima distribuição de renda = desigualdade social, - Governo absolutista do Czar Nicolau II. - Domingo Sangrento: repressão do czar ao movimento popular (1905). Formação dos sovietes (organização de trabalhadores russos) sob a liderança de Lênin. Os bolcheviques começavam a preparar a revolução socialista na Rússia e a queda da monarquia; Rússia na 1ª Guerra- Faltavam alimentos na Rússia czarista, empregos para os trabalhadores, salários dignos e democracia. Mesmo assim, Nicolau II jogou a Rússia na Primeira Guerra Mundial causando fracasso, prejuízos, insatisfação popular, greves, motins e manifestações. - O Czar Nicolau cai em 1917.  Revolução de Outubro de 1917 Lênin no poder da Rússia – implantação do socialismo e do PC / Lema:  “ paz, terra, pão ” e “todo poder aos sovietes” (todo poder aos trabalhadores); Consequências da revolução Russa: implantação do sistema econômico socialista, divisão de terras, fábricas controladas por operários, bancos nacionalizados, saída da Primeira Guerra Mundial, formação da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), emergência como potência econômica e militar,  - Melhorias nas condições de vida. - Falta de democracia e repressão do PC (Partido Comunista). Símbolos da Revolução Russa: bandeira vermelha com a foice e o martelo (partido dos trabalhadores comunistas).

 

1. Complete as lacunas e preencha a cruzadinha acima:

 

1. Czar era o título dado ao ________________________________ do Império Russo.

 

2- A ________________________________ foi uma das principais causas da revolução

 

3- A economia do Império Russo antes da revolução era baseada na _______________.

 

4- O tipo de governo, no Império Russo, antes da revolução era uma monarquia ____________________.

 

5- O episódio de repressão popular onde o Czar mandou matar o povo ficou conhecido como __________________________________.

 

6- ___________________________________ era uma organização dos trabalhadores russos (primeiros sindicatos)

 

7- __________________________ foi o líder da revolução socialista no Império Russo.

 

8- Um dos objetivos da revolução socialista era acabar com a _____________________ na Rússia.

9- Quando o Império Russo entrou na 1ª guerra Mundial, faltava tudo: comida, emprego, e principalmente a __________________________.

 

10- O lema da Revolução Socialista foi __________________________________.

 

11- Com a Revolução foi implantado o Partido único na URSS, o ___________________.

 

12- O _____________________ era um sistema econômico de oposição ao capitalismo.

 

13- Com o lema de ‘todo poder aos sovietes’, a Rússia foi o único país da história que teve (por um período) os _________________________________________ no poder.

 

14- Com a revolução o Império Russo passou a se chamar ______________________.

2. Numere (1) para características do Socialismo e (2) para características do Capitalismo.

[  ] Fábricas controladas por operários. [  ] Meios de produções estatais.

[  ] Bancos privados.                              [  ] Objetivo é o bem comum.                                  

[  ] Símbolo foice e martelo.                  [  ] Bancos estatais.     

[  ] terras particulares.                            [  ] Objetivo é o lucro.

[  ] Fábricas controladas pelos patrões. [  ] Concorrência comercial.

 

3. O Império Russo, às vésperas do movimento revolucionário de 1917, apresentava particularidades, políticas, econômicas e sociais que se tornariam fatores de sua própria destruição. Com base nessas informações, analise  e dê como resposta alternativa dos itens corretos.

I- Império russo compunha uma sociedade heterogênea, formada por povos de diversas etnias, com línguas e tradições diferentes, no qual eram vitimas de uma forte repressão cultural do governo czarista.

II- O governo era uma monarquia absolutista, apoiada pela nobreza proprietária de terras e pela Igreja Ortodoxa Russa.

III- A economia baseava-se na agricultura, sendo que o processo de industrialização iniciado na metade do século XIX deu-se graças a afluxo de capitais estrangeiros e estatais.

IV- A divulgação de concepções comunistas na Rússia influenciadas principalmente por filósofos  como Voltaire e Montesquieu, favoreceu o surgimento de partidos contrários ao regime czarista

a) (  ) somente a I, II estão corretas.

b) (  ) somente II, III estão corretas.

c) (  ) somente III, IV estão corretas.

d) (  ) somente I, II, III estão corretas. 

terça-feira, 8 de julho de 2025

Cyberbullying: O bullying virtual.

Cyberbullying é um tipo de violência praticada contra alguém através da internet ou de outras tecnologias relacionadas. Praticar cyberbullying significa usar o espaço virtual para intimidar e hostilizar uma pessoa (colega de escola, professores ou mesmo desconhecidos), difamando, insultando ou atacando covardemente. O termo é formado a partir da junção das palavras “cyber”, palavra de origem inglesa e que é associada a todo o tipo de comunicação virtual usando mídias digitais, como a internet, e bullying que é o ato de intimidar ou humilhar uma pessoa. Assim, a pessoa que comete esse tipo de ato é conhecida como cyberbullying.

O bullying é um problema bastante conhecido atualmente. Ele se caracteriza pela agressão psicológica que alguém sofre, devido à intolerância de certos grupos às pessoas que não se encaixam em certo padrão. Atualmente, esse problema tem tomado uma maior dimensão, pois com o advento da tecnologia essas agressões saíram do aspecto real e se intensificaram no plano virtual, acarretando muitas vezes em consequências.

O cyberbullying é mais fácil para os agressores, porque podem fazê-lo de forma anônima nas diversas redes sociais, através de e-mails ou de torpedos com conteúdo ofensivos e caluniosos. Por meio de leis anti- cyberbullying, que atualmente vigoram, os agressores anônimos podem ser descobertos e processados por calúnia e difamação, sendo obrigados a indenizar a vítima. Consequências do cyberbullying.

As pessoas agredidas pelo cyberbullying apresentam sintomas bastante similares com os do bullying, como: distúrbio do sono, problemas de estômago, transtornos alimentares, irritabilidade, depressão, transtornos de ansiedade, dor de cabeça, falta de apetite, pensamentos destrutivos, como desejo de morrer, entre outros.

  

quarta-feira, 25 de junho de 2025

Dica de Leitura.

             

Fonte: Amazon.

        Em O dia em que Napoleão quis invadir o Brasil, Marco Morel nos transporta para uma intrigante faceta pouco explorada da história napoleônica: os planos de invasão do Brasil. Ancorado em pesquisas pioneiras e documentos recém-descobertos nos arquivos franceses, Morel desvenda 17 tentativas audaciosas de Napoleão Bonaparte de estender seu domínio imperial até as terras brasileiras, entre 1796 e 1808.

Neste trabalho meticuloso, o autor tece uma narrativa cativante que explora não apenas as estratégias militaristas e os interesses geopolíticos da França, mas também a complexa rede de intrigas e os personagens quase esquecidos que desempenharam papéis cruciais nesses complôs. Da tentativa de estabelecer um "Brasil Francês" às repercussões desses planos na corte portuguesa, que acabou por migrar para o Rio de Janeiro, Morel explora o que poderia ter sido um ponto de inflexão histórico.

Além disso, O dia em que Napoleão quis invadir o Brasil provoca reflexões sobre como o Brasil poderia ter sido moldado sob o jugo francês, ponderando sobre as possíveis alterações culturais, sociais e políticas. Morel engaja o leitor com questões sobre identidade nacional e o curso alternativo que a história brasileira poderia ter tomado, tornando esta obra uma leitura fascinante e indispensável para os entusiastas da História.


domingo, 15 de junho de 2025

A origem das Festas Juninas.

    

         Existem duas explicações para o nome Festa Junina. A primeira diz que este nome surgiu porque as festividades acontecem durante o mês de junho.  A outra explicação diz que esta festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seria uma homenagem a São João. 

    No princípio, a festa era chamada de Joanina.   De acordo com historiadores, essa festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, quando o Brasil era governado por Portugal. Mas outros povos também influenciaram as nossas festas juninas como os chineses espanhóis e franceses.  

Da França veio a dança marcada que deu origem às danças de quadrilha. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, que teria iniciado a fabricação da pólvora.  De Portugal e da Espanha teria vindo a dança de fitas, muito comum em festas juninas do Brasil. 

 Todos esses elementos culturais dos  afro-brasileiros e imigrantes vindos de Portugal , Espanha e França  foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros, dando origem às festas juninas como elas são hoje em dia.

As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora sejam cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, por causa dos riscos de incêndio. As bandeirinhas de papel de seda servem para enfeitar as festas. 

   Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, existem as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar.

No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio” que elas devem comer com toda a fé.  Diz a tradição, também, que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca falte comida.


segunda-feira, 9 de junho de 2025

SOMOS TODOS IDADE MÉDIA.

 


Pouca gente se dá conta, mas muitos hábitos, conceitos e objetos tão presentes no nosso dia-a-dia, inclusive o próprio idioma que falamos, vêm daquela época.

Muitos professores consideram especialmente árdua a tarefa de ensinar História Medieval. A distância que separa os alunos de época tão remota argumentam alguns, seria um dos principais obstáculos. Como despertar seu interesse por tema tão antigo? Como passar às novas gerações conceitos, ideias
e fatos que, aparentemente, têm tão pouco a ver com o mundo de hoje?

Mas seria bem diferente se eles mostrassem a seus discípulos que, como veremos a seguir, e embora muita gente não se dê conta, nosso próprio cotidiano está impregnado de hábitos, costumes e objetos que vêm de muito mais longe do que se pode imaginar.

Ao tratarmos da História do Brasil, por exemplo, a tendência é começar no dia 22 de abril de 1500, quando Pedro Álvares Cabral e os tripulantes de sua esquadra “descobriram” nossa terra. Mas aqueles homens não traziam atrás de si, dentro de si, toda uma história? Não trouxeram para cá amplo conjunto de instituições, comportamentos e sentimentos? Aquilo que é até hoje o Brasil não tem boa parte da sua identidade definida pela longa história anterior de seus “descobridores”? Dizendo de outro modo, nossas raízes são medievais, percebamos ou não este fato.

Pensemos num dia comum de uma pessoa comum. Tudo começa com algumas invenções medievais: ela põe sua roupa de baixo (que os romanos conheciam, mas não usavam), veste calças compridas (antes, gregos e romanos usavam túnica, peça inteiriça, longa, que cobria todo o corpo), passa um cinto fechado com fivela (antes ele era amarrado).

A seguir, põe uma camisa e faz um gesto simples, automático, tocando pequenos objetos que também relembram a Idade Média, quando foram inventados, por volta de 1204: os botões. Então ela põe os óculos (criados em torno de 1285, provavelmente na Itália) e vai verificar sua aparência num espelho de vidro (concepção do século XIII). Por fim, antes de sair olha para fora através da janela de vidro (outra invenção medieval, de fins do século XIV) para ver como está o tempo.

Ao chegar à escola ou no trabalho, ela consulta um calendário e verifica quando será, digamos, a Páscoa este ano: 23 de março de 2008. Assim fazendo, ela pratica sem perceber alguns ensinamentos medievais. Foi um monge do século VI que estabeleceu o sistema de contar os anos a partir do nascimento de Cristo. Essa data (25 de dezembro) e o dia de Páscoa (variável) também foram estabelecidos pelos homens da Idade Média. Mais ainda, ao escrever aquela data – 23/3/2008 –, usamos os chamados algarismos arábicos, inventados na Índia e levados pelos árabes para a Europa, onde foram aperfeiçoados e difundidos desde o começo do século XIII.

O uso desses algarismos permitiu progressos tanto nos cálculos cotidianos quanto na matemática, por serem bem mais flexíveis que os algarismos romanos anteriormente utilizados. Por exemplo, podemos escrever aquela data com apenas sete sinais, mas seria necessário o dobro em algarismos romanos (XXIII/III/MMVIII). 

Assim, estudar História Medieval é tão legítimo quanto optar por qualquer outro período. Mas não se deve, é claro, desprezar pedagogicamente a relação existente entre a realidade estudada e a realidade do estudante. Neste sentido, pode ser estimulante mostrar que, mesmo no Brasil, a Idade Média, de certa forma, continua viva.  Hilário Franco Júnior. Texto retirado de “Revista de História da Biblioteca Nacional”, publicado em 01/03/2008.

 

sábado, 24 de julho de 2021

Como eram os primeiros Jogos Olímpicos?

 




Um aspecto comum aos gregos antigos foram os jogos olímpicos. A partir de 776 a.C de quatro em quatro anos, gregos de diversas polis reuniam-se em Olímpia para realizar competições que ficaram conhecidas como Jogos Olímpicos. Esses jogos sempre ocorriam no verão do hemisfério Norte, geralmente nos meses de junho, julho ou agosto, assim como acontece com os jogos olímpicos ou as olimpíadas atuais.

Os jogos eram cerimônias religiosas e esportivas ao mesmo tempo. Realizavam-se em honra a Zeus (o deus grego mais importante) e incluíam sacrifícios de animais em homenagem aos desuses. O evento era também uma boa oportunidade para os comerciantes venderem seus produtos.

Nas competições, havia corrida simples, em trajes de guerra e em carros puxados por cavalos; provas de saltos; arremessos de disco e lutas corporais, com os atletas quase sempre competindo nus. Primeiro, os homens adultos disputavam as provas e, em seguida, os meninos. Além dos esportes, havia também competições musicais e poéticas. Os gregos davam tanta importância às Olimpíadas que chegavam a interromper as guerras para não prejudicar a realização dos jogos. Pessoas de lugares distantes viajavam até Olímpia a fim de assistir às competições. Mas as mulheres adultas eram proibidas de participar como esportistas ou como espectadoras.

       Para competir, era preciso ser livre e nunca ter sido condenado, além viver em uma cidade-estado grega. Os árbitros dirigiam-se aos competidores dizendo: “Livres helenos, enfrentai-vos como homens livres! Se existir entre vós concorrentes indignos, que eles se retirem, ainda é tempo. Se ficarem, que não acreditem encobertos porque Zeus os vê e sai vingança os espreita”. Concentrados em Olímpia para os treinos durante seis meses, os atletas eram respeitados pelos gregos de diversas polis. Os vencedores recebiam como prêmio coroas feitos com ramos de oliveira, o que era uma glória para o atleta. Nas cidades, eles eram recebidos com festas e, quando morriam, os atletas premiados nas Olimpíadas eram enterrados em túmulos especiais.

       Os jogos olímpicos da Antiguidade foram celebrados até o ano de 393 d.C., quando o imperador romano Teodósio I, que era cristão e combatia os cultos pagãos (não cristãos), mandou fechar o templo de Zeus em Olímpia.    

 A partir do texto e de seus conhecimentos responda:

 

1-O que os jogos olímpicos representavam para os gregos antigos?

 

2- Os jogos olímpicos homenageavam a quem?  

 

3- O que os atletas premiados recebiam?

 

4- Quem tinha permissão para participar dos jogos olímpicos?

 

5-  Quais eram as exigências para o atleta competir?

 

6- Observe a imagem sobre as competições olímpicas da antiguidade e responda: o nome de cada.


Leia o texto a baixo e responda as questões.

 

Em 1886 o barão Pierre de Coubertin escreve os primeiros artigos sobre a educação desportiva, com o desejo de desenvolvimento do movimento desportivo nos liceus e colégios de França. Em 1889 sonha com o restabelecimento dos Jogos. Em 1894 convoca um congresso em Paris, do qual resultou a fundação do Comitê Olímpico Internacional (COI), e a revitalização dos Jogos Olímpicos “adaptados à Era Moderna, ajustando-se à antiguidade clássica e com base internacional". Os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna tiveram lugar em Atenas, em 1896, celebrando-se, desde então, de 4 em 4 anos, com interrupções em 1916 e 1939-1945 devido às grandes guerras mundiais. Somente 14 países estiveram presentes com 245 atletas em 13 modalidades desportivas, tendo sido utilizado o estádio construído todo em mármore e desenhado por Licurgo no ano 350 a.C. O ideal Olímpico restaurado visava a fraternidade dos povos. Na sessão inaugural, também estabelecida por Coubertin, desfilam as delegações dos países participantes e as suas bandeiras, faz-se a proclamação da abertura dos Jogos, iça-se a bandeira olímpica ao mesmo tempo que se toca o hino olímpico, acende-se a pira olímpica com um simbolicamente aceso em Olímpia e levado de mão em mão pelos corredores até ao estádio e fazem-se os juramentos olímpicos (atletas e juízes).

Aos vencedores das competições é concedida a subida ao pódio sendo-lhes entregue diplomas e medalhas para o 1º, 2º e 3º classificados por membros do COI. Segue-se o hastear das bandeiras das nações dos vencedores e ouve-se o hino nacional do 1º classificado. A cerimônia final efetua-se no final da última competição no estádio. Tornam a desfilar os participantes e suas bandeiras e o presidente do COI declara os Jogos encerrados, convidando a juventude de todos os países a voltar a reunir-se 4 anos mais tarde, na cidade já escolhida.Depois do soar das trombetas é arreada a bandeira olímpica e entregue ao representante da cidade eleita para os próximos Jogos.

7. Cada frase a seguir descreve uma característica dos Jogos Olímpicos da Grécia antiga. Escreva ao lado de cada número, assinale ‘’D’’ quando for diferente dos jogos dos dias de hoje ou ‘’S’’ quando for semelhante a eles.

·        Os jogos Olímpicos são uma homenagem aos Deus Zeus:__________.

·        Os Jogos Olímpicos são realizados de quatro em quatro anos:__________.

·        Somente os atletas do sexo masculinos podiam participar:__________.

·        Os atletas participavam das provas nuas:___________.

·        Os jogos são realizados sempre na mesma cidade:___________.

·        Os atletas recebem como prêmio uma coroa feita de folhas de louro:_______.

·        Entre as modalidades esportivas podem-se citar: corrida a pé, lutas corporais, arremesso de disco e arremesso de dardo:___________.

·         Apenas atletas gregos participavam das provas:___________. Delicados de uma mulher e

8- Numa comparação entre as competições atuais e as antigas Olimpíadas, assinale a alternativa que apresenta uma informação INCORRETA.

 A) Na Grécia Antiga, os vencedores das competições se transformavam em autênticos heróis e eram conduzidos às suas cidades em carros puxados por imponentes cavalos.

 B) Quase sempre, os campeões das cidade-estado tinham regalias para o resto de suas vidas, já que os gregos acreditavam que deviam a eles a extinção da peste terrível, pois seus feitos acalmavam a ira dos deuses do Olimpo.

 C) Atualmente, os Jogos Olímpicos se dividem em Olimpíadas de Verão e Olimpíadas de Inverno. As de Verão ocorrem em uma grande cidade e as de Inverno em uma área montanhosa coberta de neve.

 D) Quando os romanos incorporaram à sua cultura as tradições gregas, os jogos mudaram de cenário. A explicação era que os dois povos tinham ideias bem diferentes a respeito do esporte: para os gregos, importava mais o espetáculo em si (quer dizer, as competições valiam mais como uma festa para se assistir); para os romanos, importava a participação de qualquer pessoa com saúde e disposição para correr e arremessar discos, mesmo que não fosse uma campeã.

 

9- Os Jogos Olímpicos se originaram em Olímpia, na Grécia antiga. Os gregos buscavam por meio dos jogos olímpicos a paz e a harmonia entre as cidades que compunham a civilização grega. Gregos de várias cidades se uniam no santuário de Olímpia dando origem ao termo “Olimpíadas". Considerando esse assunto, analise as afirmações que seguem e identifique a(s) corretas(s):

 

I.         Os Jogos Olímpicos de Tóquio serão disputados em 2022.

II.        As Olimpíadas acontecem de 4 em 4 anos, ocasião em que atletas de centenas de países se reúnem para disputar um conjunto de modalidades esportivas.

III.      A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados, representando os cinco continentes e suas cores.

 

Assinale a alternativa correta:

A) As afirmações I, II, III  estão corretas.

B) Apenas a afirmação II está correta.

C) Apenas as afirmações II e III estão corretas.

 D)  as afirmações I, II e III estão incorretas.

 

10-Complete a frase igualmente como está no texto: Como já dizia o _____________________ (Pierre de Coubertin), considerado o _____________________________ da Era Moderna, “o importante não é vencer, mas __________________. E com ____________________”.

 

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