Prof.° Elisonaldo Câmara

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Mossoró/Guamaré / Pedro Avelino, Rio Grande do Norte, Brazil
Graduado em História pela UERN, Especialista em Geo-História, professor do município de Guamaré e do Estado do Rio Grande do Norte.

terça-feira, 22 de julho de 2025

A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (1914-1918).

Antecedentes: A Primeira Guerra Mundial foi um conflito que ocorreu entre 1914 e 1918, do qual tomaram parte vários países da Europa e Estados Unidos. O imperialismo e a forte industrialização havia levado a Europa, entre 1870 e 1914, a um momento de euforia econômica denominado Belle Époque. Confiantes no progresso, os países europeus acreditavam ter chegado ao topo da civilização. Porém, este otimismo escondia grandes tensões.

 Causas: Podemos destacar várias causas que levaram ao conflito. O nacionalismo separava diversos países europeus e criava um clima de tensão e hostilidade. Esta tensão se acentuou com a corrida armamentista, ou seja, a disputa pela fabricação de armas potentes. Isto acentuou a apreensão e o medo na Europa. O imperialismo também levou algumas regiões da Europa a grandes divergências, pois países como Alemanha e Itália disputavam territórios coloniais com outros países, como Inglaterra e França. A França e Alemanha tinham outras rivalidades. A França havia perdido, no final do século XIX, a região de Alsácia- Lorena para a Alemanha, durante a Guerra Franco-Prussiana. Isto acabou despertando o revanchismo francês. Devido a este clima tenso e as grandes diferenças no continente europeu, foi criada uma política de alianças, que agrupou os países em dois blocos principais.

 Política de Alianças: A hostilidade entre as nações acabou dando origem a dois grandes blocos de países, a Tríplice Aliança e a Tríplice Entente. A Tríplice Aliança agrupava a Áustria- Hungria, a Alemanha e a Itália. Por sua vez, a Tríplice Entente agrupava a Rússia, a Inglaterra e a França. O clima desfavorável na Europa acabou gerando uma expectativa de guerra, que ficou conhecida como paz armada. Enquanto isso, Áustria- Hungria e Alemanha defendiam o pangermanismo, ou seja, a união dos povos germânicos da Europa. Rússia e a Sérvia, por sua vez, defendia o pan-eslavismo, ou seja, a união dos povos eslavos na Europa. Estas ambições acabaram levando à morte o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro-húngaro. Sua morte pode ser considerada causa imediata da guerra.

 Morte do arquiduque: As ambições territoriais da Áustria- Hungria levaram este país a conquistar a Bósnia, disputada também pela Sérvia. O arquiduque Francisco Ferdinando, que estava em visita oficial a Sarajevo, capital da Bósnia, foi assassinado enquanto desfilava em um carro aberto pelas ruas da cidade. As investigações levaram ao criminoso, um jovem integrante de um grupo sérvio denominado mão Negra, contrário à influência da Áustria- Hungria na região dos Balcãs. A Áustria-Hungria não aceitou as medidas tomadas pelo governo sérvio com relação ao crime. Em 28 de julho de 1914, a Sérvia foi invadida pelo exército austro-húngaro. Em 29 de julho, a Rússia, que era aliada da Sérvia, resolve mobilizar seus exércitos. Em resposta, a Alemanha declara guerra à Rússia. Estava formado o cenário que levaria a Europa à Primeira Guerra Mundial.

 Etapas da guerra: A primeira etapa da guerra, em 1914, foi caracterizada pela movimentação de grandes exércitos. As vitórias e derrotas de ambos os lados demonstraram o equilíbrio de forças. Na segunda etapa, entre 1915 e 1916, o equilíbrio de forças resultou em uma guerra de trincheiras, em que o território era disputado palmo a palmo. Em 23 de maio de 1915, a Itália rompeu com a Alemanha e entrou na guerra ao lado da França e da Inglaterra. Enfim, na terceira etapa, entre 1917 e 1918, ocorreram dois acontecimentos importantes. A Rússia saiu da guerra devido a uma revolução que instalou um regime socialista naquele país, a chamada Revolução Russa. Outro acontecimento importante foi à entrada dos Estados Unidos no conflito ao lado da Tríplice Entente, fortalecendo as posições dos inimigos da Alemanha e contribuindo para o fim da guerra. Em 1918, derrotadas, a Áustria- Hungria e a Alemanha foram obrigadas a assinar o armistício, ou seja, o acordo pelo fim definitivo da guerra.

 Consequências: A guerra gerou, aproximadamente, 10 milhões de mortos, arrasou campos agrícolas, destruiu indústrias e disseminou a Gripe Espanhola pelo mundo inteiro. Além disso, os combates introduziram novas tecnologias militares, como armas de gás, tanques e aviões. Os Estados Unidos se beneficiou com a guerra. O país lucrou com os juros dos empréstimos de ajuda aos países devastados. Assim, se tornou uma grande potência mundial. As mulheres começaram a conquistar maior parcela no mercado de trabalho. Enquanto os homens lutavam nas trincheiras, elas trabalhavam nas indústrias bélicas e outros setores. Temendo um novo conflito, as nações vencedoras obrigaram as nações derrotadas a assinar uma série de tratados.

 Tratado de Versalhes: O Tratado de Versalhes foi um conjunto de medidas impostas pelas nações vencedoras à Alemanha, em especial. Por este tratado, a Alemanha foi responsabilizada pela guerra e obrigada a aceitar uma série de punições. Ela teve que ceder parte de seu território e colônias a países como França, Inglaterra e Bélgica. Além disso, foi proibida de rearmar o seu exército e teve que entregar material bélico e pagar uma grande indenização aos vencedores. O Tratado de Versalhes foi um dos fatores que conduziu a Europa à Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945.

terça-feira, 15 de julho de 2025

ATIVIDADE AVALIATIVA DE HISTÓRIA.

 

A REVOLUÇÃO RUSSA- 1917.

ALUNO (a):                                                                                            SÉRIE:      TURMA:

 

DISCIPLINA – HISTÓRIA. PROFº ELISONALDO CÂMARA.          DATA:

 

 Antecedentes (causas) da revolução: Rússia Czarista, economia atrasada (baseada em 80% agricultura), pobreza e miséria no campo. - Péssima distribuição de renda = desigualdade social, - Governo absolutista do Czar Nicolau II. - Domingo Sangrento: repressão do czar ao movimento popular (1905). Formação dos sovietes (organização de trabalhadores russos) sob a liderança de Lênin. Os bolcheviques começavam a preparar a revolução socialista na Rússia e a queda da monarquia; Rússia na 1ª Guerra- Faltavam alimentos na Rússia czarista, empregos para os trabalhadores, salários dignos e democracia. Mesmo assim, Nicolau II jogou a Rússia na Primeira Guerra Mundial causando fracasso, prejuízos, insatisfação popular, greves, motins e manifestações. - O Czar Nicolau cai em 1917.  Revolução de Outubro de 1917 Lênin no poder da Rússia – implantação do socialismo e do PC / Lema:  “ paz, terra, pão ” e “todo poder aos sovietes” (todo poder aos trabalhadores); Consequências da revolução Russa: implantação do sistema econômico socialista, divisão de terras, fábricas controladas por operários, bancos nacionalizados, saída da Primeira Guerra Mundial, formação da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), emergência como potência econômica e militar,  - Melhorias nas condições de vida. - Falta de democracia e repressão do PC (Partido Comunista). Símbolos da Revolução Russa: bandeira vermelha com a foice e o martelo (partido dos trabalhadores comunistas).

 

1. Complete as lacunas e preencha a cruzadinha acima:

 

1. Czar era o título dado ao ________________________________ do Império Russo.

 

2- A ________________________________ foi uma das principais causas da revolução

 

3- A economia do Império Russo antes da revolução era baseada na _______________.

 

4- O tipo de governo, no Império Russo, antes da revolução era uma monarquia ____________________.

 

5- O episódio de repressão popular onde o Czar mandou matar o povo ficou conhecido como __________________________________.

 

6- ___________________________________ era uma organização dos trabalhadores russos (primeiros sindicatos)

 

7- __________________________ foi o líder da revolução socialista no Império Russo.

 

8- Um dos objetivos da revolução socialista era acabar com a _____________________ na Rússia.

9- Quando o Império Russo entrou na 1ª guerra Mundial, faltava tudo: comida, emprego, e principalmente a __________________________.

 

10- O lema da Revolução Socialista foi __________________________________.

 

11- Com a Revolução foi implantado o Partido único na URSS, o ___________________.

 

12- O _____________________ era um sistema econômico de oposição ao capitalismo.

 

13- Com o lema de ‘todo poder aos sovietes’, a Rússia foi o único país da história que teve (por um período) os _________________________________________ no poder.

 

14- Com a revolução o Império Russo passou a se chamar ______________________.

2. Numere (1) para características do Socialismo e (2) para características do Capitalismo.

[  ] Fábricas controladas por operários. [  ] Meios de produções estatais.

[  ] Bancos privados.                              [  ] Objetivo é o bem comum.                                  

[  ] Símbolo foice e martelo.                  [  ] Bancos estatais.     

[  ] terras particulares.                            [  ] Objetivo é o lucro.

[  ] Fábricas controladas pelos patrões. [  ] Concorrência comercial.

 

3. O Império Russo, às vésperas do movimento revolucionário de 1917, apresentava particularidades, políticas, econômicas e sociais que se tornariam fatores de sua própria destruição. Com base nessas informações, analise  e dê como resposta alternativa dos itens corretos.

I- Império russo compunha uma sociedade heterogênea, formada por povos de diversas etnias, com línguas e tradições diferentes, no qual eram vitimas de uma forte repressão cultural do governo czarista.

II- O governo era uma monarquia absolutista, apoiada pela nobreza proprietária de terras e pela Igreja Ortodoxa Russa.

III- A economia baseava-se na agricultura, sendo que o processo de industrialização iniciado na metade do século XIX deu-se graças a afluxo de capitais estrangeiros e estatais.

IV- A divulgação de concepções comunistas na Rússia influenciadas principalmente por filósofos  como Voltaire e Montesquieu, favoreceu o surgimento de partidos contrários ao regime czarista

a) (  ) somente a I, II estão corretas.

b) (  ) somente II, III estão corretas.

c) (  ) somente III, IV estão corretas.

d) (  ) somente I, II, III estão corretas. 

terça-feira, 8 de julho de 2025

Cyberbullying: O bullying virtual.

Cyberbullying é um tipo de violência praticada contra alguém através da internet ou de outras tecnologias relacionadas. Praticar cyberbullying significa usar o espaço virtual para intimidar e hostilizar uma pessoa (colega de escola, professores ou mesmo desconhecidos), difamando, insultando ou atacando covardemente. O termo é formado a partir da junção das palavras “cyber”, palavra de origem inglesa e que é associada a todo o tipo de comunicação virtual usando mídias digitais, como a internet, e bullying que é o ato de intimidar ou humilhar uma pessoa. Assim, a pessoa que comete esse tipo de ato é conhecida como cyberbullying.

O bullying é um problema bastante conhecido atualmente. Ele se caracteriza pela agressão psicológica que alguém sofre, devido à intolerância de certos grupos às pessoas que não se encaixam em certo padrão. Atualmente, esse problema tem tomado uma maior dimensão, pois com o advento da tecnologia essas agressões saíram do aspecto real e se intensificaram no plano virtual, acarretando muitas vezes em consequências.

O cyberbullying é mais fácil para os agressores, porque podem fazê-lo de forma anônima nas diversas redes sociais, através de e-mails ou de torpedos com conteúdo ofensivos e caluniosos. Por meio de leis anti- cyberbullying, que atualmente vigoram, os agressores anônimos podem ser descobertos e processados por calúnia e difamação, sendo obrigados a indenizar a vítima. Consequências do cyberbullying.

As pessoas agredidas pelo cyberbullying apresentam sintomas bastante similares com os do bullying, como: distúrbio do sono, problemas de estômago, transtornos alimentares, irritabilidade, depressão, transtornos de ansiedade, dor de cabeça, falta de apetite, pensamentos destrutivos, como desejo de morrer, entre outros.

  

quarta-feira, 25 de junho de 2025

Dica de Leitura.

             

Fonte: Amazon.

        Em O dia em que Napoleão quis invadir o Brasil, Marco Morel nos transporta para uma intrigante faceta pouco explorada da história napoleônica: os planos de invasão do Brasil. Ancorado em pesquisas pioneiras e documentos recém-descobertos nos arquivos franceses, Morel desvenda 17 tentativas audaciosas de Napoleão Bonaparte de estender seu domínio imperial até as terras brasileiras, entre 1796 e 1808.

Neste trabalho meticuloso, o autor tece uma narrativa cativante que explora não apenas as estratégias militaristas e os interesses geopolíticos da França, mas também a complexa rede de intrigas e os personagens quase esquecidos que desempenharam papéis cruciais nesses complôs. Da tentativa de estabelecer um "Brasil Francês" às repercussões desses planos na corte portuguesa, que acabou por migrar para o Rio de Janeiro, Morel explora o que poderia ter sido um ponto de inflexão histórico.

Além disso, O dia em que Napoleão quis invadir o Brasil provoca reflexões sobre como o Brasil poderia ter sido moldado sob o jugo francês, ponderando sobre as possíveis alterações culturais, sociais e políticas. Morel engaja o leitor com questões sobre identidade nacional e o curso alternativo que a história brasileira poderia ter tomado, tornando esta obra uma leitura fascinante e indispensável para os entusiastas da História.


domingo, 15 de junho de 2025

A origem das Festas Juninas.

    

         Existem duas explicações para o nome Festa Junina. A primeira diz que este nome surgiu porque as festividades acontecem durante o mês de junho.  A outra explicação diz que esta festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seria uma homenagem a São João. 

    No princípio, a festa era chamada de Joanina.   De acordo com historiadores, essa festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, quando o Brasil era governado por Portugal. Mas outros povos também influenciaram as nossas festas juninas como os chineses espanhóis e franceses.  

Da França veio a dança marcada que deu origem às danças de quadrilha. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, que teria iniciado a fabricação da pólvora.  De Portugal e da Espanha teria vindo a dança de fitas, muito comum em festas juninas do Brasil. 

 Todos esses elementos culturais dos  afro-brasileiros e imigrantes vindos de Portugal , Espanha e França  foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros, dando origem às festas juninas como elas são hoje em dia.

As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora sejam cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, por causa dos riscos de incêndio. As bandeirinhas de papel de seda servem para enfeitar as festas. 

   Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, existem as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar.

No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio” que elas devem comer com toda a fé.  Diz a tradição, também, que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca falte comida.


segunda-feira, 9 de junho de 2025

SOMOS TODOS IDADE MÉDIA.

 


Pouca gente se dá conta, mas muitos hábitos, conceitos e objetos tão presentes no nosso dia-a-dia, inclusive o próprio idioma que falamos, vêm daquela época.

Muitos professores consideram especialmente árdua a tarefa de ensinar História Medieval. A distância que separa os alunos de época tão remota argumentam alguns, seria um dos principais obstáculos. Como despertar seu interesse por tema tão antigo? Como passar às novas gerações conceitos, ideias
e fatos que, aparentemente, têm tão pouco a ver com o mundo de hoje?

Mas seria bem diferente se eles mostrassem a seus discípulos que, como veremos a seguir, e embora muita gente não se dê conta, nosso próprio cotidiano está impregnado de hábitos, costumes e objetos que vêm de muito mais longe do que se pode imaginar.

Ao tratarmos da História do Brasil, por exemplo, a tendência é começar no dia 22 de abril de 1500, quando Pedro Álvares Cabral e os tripulantes de sua esquadra “descobriram” nossa terra. Mas aqueles homens não traziam atrás de si, dentro de si, toda uma história? Não trouxeram para cá amplo conjunto de instituições, comportamentos e sentimentos? Aquilo que é até hoje o Brasil não tem boa parte da sua identidade definida pela longa história anterior de seus “descobridores”? Dizendo de outro modo, nossas raízes são medievais, percebamos ou não este fato.

Pensemos num dia comum de uma pessoa comum. Tudo começa com algumas invenções medievais: ela põe sua roupa de baixo (que os romanos conheciam, mas não usavam), veste calças compridas (antes, gregos e romanos usavam túnica, peça inteiriça, longa, que cobria todo o corpo), passa um cinto fechado com fivela (antes ele era amarrado).

A seguir, põe uma camisa e faz um gesto simples, automático, tocando pequenos objetos que também relembram a Idade Média, quando foram inventados, por volta de 1204: os botões. Então ela põe os óculos (criados em torno de 1285, provavelmente na Itália) e vai verificar sua aparência num espelho de vidro (concepção do século XIII). Por fim, antes de sair olha para fora através da janela de vidro (outra invenção medieval, de fins do século XIV) para ver como está o tempo.

Ao chegar à escola ou no trabalho, ela consulta um calendário e verifica quando será, digamos, a Páscoa este ano: 23 de março de 2008. Assim fazendo, ela pratica sem perceber alguns ensinamentos medievais. Foi um monge do século VI que estabeleceu o sistema de contar os anos a partir do nascimento de Cristo. Essa data (25 de dezembro) e o dia de Páscoa (variável) também foram estabelecidos pelos homens da Idade Média. Mais ainda, ao escrever aquela data – 23/3/2008 –, usamos os chamados algarismos arábicos, inventados na Índia e levados pelos árabes para a Europa, onde foram aperfeiçoados e difundidos desde o começo do século XIII.

O uso desses algarismos permitiu progressos tanto nos cálculos cotidianos quanto na matemática, por serem bem mais flexíveis que os algarismos romanos anteriormente utilizados. Por exemplo, podemos escrever aquela data com apenas sete sinais, mas seria necessário o dobro em algarismos romanos (XXIII/III/MMVIII). 

Assim, estudar História Medieval é tão legítimo quanto optar por qualquer outro período. Mas não se deve, é claro, desprezar pedagogicamente a relação existente entre a realidade estudada e a realidade do estudante. Neste sentido, pode ser estimulante mostrar que, mesmo no Brasil, a Idade Média, de certa forma, continua viva.  Hilário Franco Júnior. Texto retirado de “Revista de História da Biblioteca Nacional”, publicado em 01/03/2008.

 

sábado, 24 de julho de 2021

Como eram os primeiros Jogos Olímpicos?

 




Um aspecto comum aos gregos antigos foram os jogos olímpicos. A partir de 776 a.C de quatro em quatro anos, gregos de diversas polis reuniam-se em Olímpia para realizar competições que ficaram conhecidas como Jogos Olímpicos. Esses jogos sempre ocorriam no verão do hemisfério Norte, geralmente nos meses de junho, julho ou agosto, assim como acontece com os jogos olímpicos ou as olimpíadas atuais.

Os jogos eram cerimônias religiosas e esportivas ao mesmo tempo. Realizavam-se em honra a Zeus (o deus grego mais importante) e incluíam sacrifícios de animais em homenagem aos desuses. O evento era também uma boa oportunidade para os comerciantes venderem seus produtos.

Nas competições, havia corrida simples, em trajes de guerra e em carros puxados por cavalos; provas de saltos; arremessos de disco e lutas corporais, com os atletas quase sempre competindo nus. Primeiro, os homens adultos disputavam as provas e, em seguida, os meninos. Além dos esportes, havia também competições musicais e poéticas. Os gregos davam tanta importância às Olimpíadas que chegavam a interromper as guerras para não prejudicar a realização dos jogos. Pessoas de lugares distantes viajavam até Olímpia a fim de assistir às competições. Mas as mulheres adultas eram proibidas de participar como esportistas ou como espectadoras.

       Para competir, era preciso ser livre e nunca ter sido condenado, além viver em uma cidade-estado grega. Os árbitros dirigiam-se aos competidores dizendo: “Livres helenos, enfrentai-vos como homens livres! Se existir entre vós concorrentes indignos, que eles se retirem, ainda é tempo. Se ficarem, que não acreditem encobertos porque Zeus os vê e sai vingança os espreita”. Concentrados em Olímpia para os treinos durante seis meses, os atletas eram respeitados pelos gregos de diversas polis. Os vencedores recebiam como prêmio coroas feitos com ramos de oliveira, o que era uma glória para o atleta. Nas cidades, eles eram recebidos com festas e, quando morriam, os atletas premiados nas Olimpíadas eram enterrados em túmulos especiais.

       Os jogos olímpicos da Antiguidade foram celebrados até o ano de 393 d.C., quando o imperador romano Teodósio I, que era cristão e combatia os cultos pagãos (não cristãos), mandou fechar o templo de Zeus em Olímpia.    

 A partir do texto e de seus conhecimentos responda:

 

1-O que os jogos olímpicos representavam para os gregos antigos?

 

2- Os jogos olímpicos homenageavam a quem?  

 

3- O que os atletas premiados recebiam?

 

4- Quem tinha permissão para participar dos jogos olímpicos?

 

5-  Quais eram as exigências para o atleta competir?

 

6- Observe a imagem sobre as competições olímpicas da antiguidade e responda: o nome de cada.


Leia o texto a baixo e responda as questões.

 

Em 1886 o barão Pierre de Coubertin escreve os primeiros artigos sobre a educação desportiva, com o desejo de desenvolvimento do movimento desportivo nos liceus e colégios de França. Em 1889 sonha com o restabelecimento dos Jogos. Em 1894 convoca um congresso em Paris, do qual resultou a fundação do Comitê Olímpico Internacional (COI), e a revitalização dos Jogos Olímpicos “adaptados à Era Moderna, ajustando-se à antiguidade clássica e com base internacional". Os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna tiveram lugar em Atenas, em 1896, celebrando-se, desde então, de 4 em 4 anos, com interrupções em 1916 e 1939-1945 devido às grandes guerras mundiais. Somente 14 países estiveram presentes com 245 atletas em 13 modalidades desportivas, tendo sido utilizado o estádio construído todo em mármore e desenhado por Licurgo no ano 350 a.C. O ideal Olímpico restaurado visava a fraternidade dos povos. Na sessão inaugural, também estabelecida por Coubertin, desfilam as delegações dos países participantes e as suas bandeiras, faz-se a proclamação da abertura dos Jogos, iça-se a bandeira olímpica ao mesmo tempo que se toca o hino olímpico, acende-se a pira olímpica com um simbolicamente aceso em Olímpia e levado de mão em mão pelos corredores até ao estádio e fazem-se os juramentos olímpicos (atletas e juízes).

Aos vencedores das competições é concedida a subida ao pódio sendo-lhes entregue diplomas e medalhas para o 1º, 2º e 3º classificados por membros do COI. Segue-se o hastear das bandeiras das nações dos vencedores e ouve-se o hino nacional do 1º classificado. A cerimônia final efetua-se no final da última competição no estádio. Tornam a desfilar os participantes e suas bandeiras e o presidente do COI declara os Jogos encerrados, convidando a juventude de todos os países a voltar a reunir-se 4 anos mais tarde, na cidade já escolhida.Depois do soar das trombetas é arreada a bandeira olímpica e entregue ao representante da cidade eleita para os próximos Jogos.

7. Cada frase a seguir descreve uma característica dos Jogos Olímpicos da Grécia antiga. Escreva ao lado de cada número, assinale ‘’D’’ quando for diferente dos jogos dos dias de hoje ou ‘’S’’ quando for semelhante a eles.

·        Os jogos Olímpicos são uma homenagem aos Deus Zeus:__________.

·        Os Jogos Olímpicos são realizados de quatro em quatro anos:__________.

·        Somente os atletas do sexo masculinos podiam participar:__________.

·        Os atletas participavam das provas nuas:___________.

·        Os jogos são realizados sempre na mesma cidade:___________.

·        Os atletas recebem como prêmio uma coroa feita de folhas de louro:_______.

·        Entre as modalidades esportivas podem-se citar: corrida a pé, lutas corporais, arremesso de disco e arremesso de dardo:___________.

·         Apenas atletas gregos participavam das provas:___________. Delicados de uma mulher e

8- Numa comparação entre as competições atuais e as antigas Olimpíadas, assinale a alternativa que apresenta uma informação INCORRETA.

 A) Na Grécia Antiga, os vencedores das competições se transformavam em autênticos heróis e eram conduzidos às suas cidades em carros puxados por imponentes cavalos.

 B) Quase sempre, os campeões das cidade-estado tinham regalias para o resto de suas vidas, já que os gregos acreditavam que deviam a eles a extinção da peste terrível, pois seus feitos acalmavam a ira dos deuses do Olimpo.

 C) Atualmente, os Jogos Olímpicos se dividem em Olimpíadas de Verão e Olimpíadas de Inverno. As de Verão ocorrem em uma grande cidade e as de Inverno em uma área montanhosa coberta de neve.

 D) Quando os romanos incorporaram à sua cultura as tradições gregas, os jogos mudaram de cenário. A explicação era que os dois povos tinham ideias bem diferentes a respeito do esporte: para os gregos, importava mais o espetáculo em si (quer dizer, as competições valiam mais como uma festa para se assistir); para os romanos, importava a participação de qualquer pessoa com saúde e disposição para correr e arremessar discos, mesmo que não fosse uma campeã.

 

9- Os Jogos Olímpicos se originaram em Olímpia, na Grécia antiga. Os gregos buscavam por meio dos jogos olímpicos a paz e a harmonia entre as cidades que compunham a civilização grega. Gregos de várias cidades se uniam no santuário de Olímpia dando origem ao termo “Olimpíadas". Considerando esse assunto, analise as afirmações que seguem e identifique a(s) corretas(s):

 

I.         Os Jogos Olímpicos de Tóquio serão disputados em 2022.

II.        As Olimpíadas acontecem de 4 em 4 anos, ocasião em que atletas de centenas de países se reúnem para disputar um conjunto de modalidades esportivas.

III.      A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados, representando os cinco continentes e suas cores.

 

Assinale a alternativa correta:

A) As afirmações I, II, III  estão corretas.

B) Apenas a afirmação II está correta.

C) Apenas as afirmações II e III estão corretas.

 D)  as afirmações I, II e III estão incorretas.

 

10-Complete a frase igualmente como está no texto: Como já dizia o _____________________ (Pierre de Coubertin), considerado o _____________________________ da Era Moderna, “o importante não é vencer, mas __________________. E com ____________________”.

 

quinta-feira, 8 de abril de 2021

A importância de se estudar a História.

 

A história é uma ciência que estuda a vida do homem através do tempo. Ela investiga o que os homens fizeram, pensaram e sentiram enquanto seres sociais. Nesse sentido, o conhecimento histórico ajuda na compreensão do homem enquanto ser que constrói seu tempo.

A história é feita por homens, mulheres, crianças, ricos e pobres; por governantes e governados, por dominantes e dominados, pela guerra e pela paz, por intelectuais e principalmente pelas pessoas comuns, desde os tempos mais remotos. A história está presente no cotidiano e serve de alerta à condição humana de agente transformador do mundo.

Ao estudar a história nos deparamos com o que os homens foram e fizeram, e isso nos ajuda a compreender o que podemos ser e fazer. Assim, a história é a ciência do passado e do presente, mas o estudo do passado e a compreensão do presente não acontecem de uma forma perfeita, pois não temos o poder de voltar ao passado e ele não se repete. Por isso, o passado tem que ser “recriado”, levando em consideração as mudanças ocorridas no tempo. As informações recolhidas no passado não servirão ao presente se não forem recriadas, questionadas, compreendidas e interpretadas.

A história não se resume à simples repetição dos conhecimentos acumulados. Ela deve servir como instrumento de conscientização dos homens para a tarefa de construir um mundo melhor e uma sociedade mais justa.

                                                  Texto de Lilian Aguiar.

quarta-feira, 24 de março de 2021

As reformas no Rio de Janeiro.

             Na passagem do século XIX para o XX, a cidade do Rio de Janeiro ainda tinha características urbanas da época colonial, apesar da riqueza proporcionada pela cafeicultura e pelas fábricas. A capital brasileira ficava localizada entre o litoral e a Serra do Mar, em um terreno cheio de morros e lagoas. Além disso, sua geografia não favorecia o desenvolvimento do centro urbano. As ruas da cidade eram sujas e estreitas, e quase não havia saneamento básico. Doenças como varíola, malária, febre amarela e peste bubônica atingiam frequentemente a população.

Antigos edifícios, transformados em cortiços no centro da cidade, eram habitados por milhares de famílias pobres, vivendo em situações precárias e sem condições mínimas de higiene. O porto da cidade não tinha estrutura para receber navios de grande porte, prejudicando a circulação de mercadorias entre a capital e outras regiões do Brasil e do mundo.

As políticas públicas.

                Em 1902, Rodrigues Alves assumiu a presidência do Brasil. Um dos principais aspectos de seu plano de governo era programar um amplo programa de reformas urbanas e sanitárias na capital federal. Faziam parte desse programa a modernização do porto, o alargamento das ruas, a higienização do centro da cidade e a construção de novos edifícios. Essas reformas visavam tornar a cidade mais limpa, moderna e atraente para os investidores estrangeiros e para os trabalhadores imigrantes.

              Para realizar as reformas urbanas e sanitárias, o presidente deu amplos poderes ao prefeito do Rio de Janeiro, o engenheiro Pereira Passos, e ao diretor do Serviço de Saúde Pública, o médico sanitarista Oswaldo Cruz.

            As reformas no Rio de Janeiro faziam parte de um projeto de “regeneração” da cidade, que além de reformas urbanas e sanitárias, buscava a mudança nos costumes das pessoas. Além de uma capital “moderna”, as elites brasileiras desejavam que a população fosse “civilizada”, comportando-se de acordo com padrões europeus. Por isso, vários costumes e tradições considerados perturbadores da ordem, como a serenata e o jogo de capoeira, foram duramente reprimidos durante a Primeira República.

A expulsão da população.

            Durante as reformas, muitos moradores pobres e pequenos comerciantes foram expulsos do centro da cidade, sem nenhuma indenização ou novo local para se fixar. As obras foram conduzidas de modo autoritário e com repressão policial, gerando grande insatisfação popular. Os pobres, afastados de suas residências, deslocaram-se até os morros vizinhos ou para os subúrbios, construindo moradias improvisadas com material de demolição retirado do centro da cidade. Essas moradias improvisadas deram origem às primeiras favelas da cidade do Rio de Janeiro.

A revolta da vacina.

         O médico sanitarista Oswaldo Cruz foi encarregado de conduzias reformas sanitário no Rio de Janeiro. Com o objetivo de saneara cidade, dedicou-se, inicialmente, ao combate de doenças como a febre amarela e a peste bubônica, eliminando mosquitos e ratos. Em seguida, comandou o processo de erradicação da varíola, porém o único meio de combater essa doença era vacinar a população.  Na época, membros da oposição ao governo propagaram informações infundadas que questionavam a eficácia da vacina. Essas  informações assustaram boa parte da população, que se recusou a tomá-la. Por isso, o governo aprovou, em novembro de 1904, a Lei da Vacina Obrigatória e passou a usar a força policial nos casos de resistência à vacinação.

A população, que já estava cansada das medidas autoritárias do governo, iniciou então uma grande revolta. Durante uma semana,  a população levantou barricadas nas ruas, depredou edifício se saqueou lojas. Nos confrontos com a polícia, houve grande  número de mortos e feridos. Após a revolta, a vacinação deixou de ser obrigatória e tornou-se voluntária.

 

sexta-feira, 12 de março de 2021

A COLONIZAÇÃO DA AMÉRICA PORTUGUESA.

 A colonização da América Portuguesa enquadra-se na perspectiva da política mercantilista e na etapa do Capitalismo Comercial. O mercantilismo é a política econômica, na qual o Estado faz a sua intervenção na economia.

1.Características do mercantilismo:

a) metalismo. Acreditava-se que a riqueza de um país era marcada pelo acumulo de metais preciosos.

b) Balança Comercial Favorável: Para o país ter uma economia desenvolvida era preciso exportar mais e importar menos.

c) Sistema Colonial: Através da colonização do Novo Mundo (América), os países europeus vão enriquecer acumular capital. A exploração das colônias se deu através do pacto colonial. O pacto colonial subordinava a colônia a sua metrópole, e desta maneira, cabia à metrópole tomar as decisões econômicas e políticas com relação à colônia.

Período Pré-Colonial: (1500-1530).

Nos trinta primeiros anos da chegada dos portugueses ao Brasil, o governo português não tomou medidas que visavam à colonização do Brasil. Nesse período, o interesse econômico da metrópole portuguesa estava voltado para o comercio de especiarias nas Índias, e para a exploração da costa africana (ilhas de Açores, Cabo Verde e Madeira). No entanto, Portugal enviava ao Brasil, expedições de Reconhecimento, que tinham como principal objetivo buscar riquezas no território brasileiro. Umas das riquezas encontradas no litoral, na Mata Atlântica, foi o pau-brasil, que era utilizado principalmente para pintar tecidos, pois dele era extraída a cor vermelha. Vejamos a seguir, as principais características do extrativismo do pau-brasil.

Características:

1. Estanco (o produto era um monopólio real);

2. A extração era feita com a mão-de-obra do índio, que recebia em troca do seu trabalho presentes, bugigangas ( Essa troca de trabalho por presente é chamada de escambo);

3. A madeira era armazenada em feitorias construídas no litoral;

4. O extrativismo do pau-brasil foi uma atividade predatória;

No entanto, Portugal se deparou com as invasões dos franceses que vinham ao Brasil roubar o pau-brasil. Na tentativa de solucionar o problema, o governo português enviou as expedições Guarda-Costas que tinham a função de vigiar o litoral e evitar o contrabando do pau-brasil. Em 1530, o governo português interessado em combater as invasões estrangeiras, e já que o comércio com o oriente não era mais tão lucrativo, Portugal enviou a primeira expedição de colonização, sob a chefia de Martim Afonso de Sousa, para iniciar a colonização do Brasil.

Período Colonial: (1530-1822)

Administração

1. Capitanias Hereditárias

Para colonizar o Brasil, o governo metropolitano implantou o primeiro sistema administrativo na colônia; as Capitanias Hereditárias ou Donatárias. O Brasil foi dividido em 14 capitanias, e estas foram doadas a elementos da nobreza portuguesa. Neste sistema administrativo, o poder era descentralizado e funcionava baseado em dois documentos: a Carta de Doação e o Foral (documento no qual constava os direitos e deveres dos donatários). Somente São Vicente e  Pernambuco prosperaram. O sucesso do Pernambuco estava relacionado à produção e exportação do açúcar.

2. Governo Geral.

Com o fracasso das Capitanias hereditárias, o governo português resolveu implantar na colônia o Governo Geral, que tinha como objetivo fazer a centralização e continuar a colonização.

1º. Tomé de Sousa. Primeiro governador geral do Brasil. Para promover a centralização construiu a primeira capital do Brasil; a cidade de Salvador. Além disso, o seu governo foi marcado pela instalação do primeiro Bispado na Colônia. Dessa maneira, nascia uma aliança entre a Igreja e o Estado no processo da colonização do Brasil.

2º. Duarte da Costa. Foi no seu governo, que os franceses instalaram no Rio de Janeiro a sua colônia, França Antártica. Os franceses invadiram o Brasil, pois fugiam das guerras religiosas (católicos contra protestantes) ocorridas em seu país.

3º. Mem de Sá. No seu governo ocorreu a Confederação dos Tamoios, guerra ocorrida entre os índios e português. Os índios contaram com o apoio dos franceses. Após combater os índios, os portugueses expulsaram os franceses do Brasil.

Para administrar as vilas, foram criadas as Câmaras Municipais, formada pelos homens-bons, que eram os membros da aristocracia brasileira, isto é, proprietários de terras e escravos.

Economia colonial.

A cana-de-açúcar foi à atividade econômica que promoveu a colonização do Brasil. O principal centro de produção de açúcar foi a Capitania do Pernambuco. Dentre os motivos que explicam o seu sucesso podemos mencionar a riqueza do solo (massapé), o clima, a proximidade da Europa e a presença do capital holandês. Os holandeses financiaram a produção do açúcar e em troca receberam o monopólio do refino e da distribuição do açúcar na Europa. O açúcar foi a principal atividade econômica do Brasil, nos século XVI e XVII.

Características a economia açucareira:

Como colônia de exploração, a economia brasileira apresentava as seguintes características: latifúndio, monocultura, mercado externo e escravidão ( predomínio da escravidão negra). Essas características eram típicas das colônias de exploração e é denominada de plantation.

O açúcar era produzido nos engenhos. O engenho era composto pela Casa-Grande, senzala, capela e Casa de Fabricar o açúcar.

No século XVII, com a expulsão dos holandeses do nordeste e a produção do açúcar nas Antilhas, a produção do açúcar no Brasil, entrou em decadência.

Sociedade Colonial (Século XVI,  XVII).

A sociedade do açúcar era formada por grupos sociais básicos; os senhores de engenhos e os escravos. Era uma sociedade patriarcal (valorização do homem, marginalização da mulher), rural, estamental (rígida, sem mobilidade social, marcada pelo nascimento) e escravista. A base do trabalho era o negro na escravidão.

Os negros eram vistos como mercadorias, e representavam uma fonte de acumulação de capital. Contudo, os negros não foram passivos á escravidão, pelo contrário, desenvolveram estratégias de resistência a escravidão. Por exemplo, fugiam, cometiam suicídio, assassinavam os senhores, mais com certeza, a maior expressão de sua resistência foi a formação dos quilombos.

Os quilombos eram comunidades formadas por negros que fugiram dos seus proprietários, e para os negros eram sinônimos de liberdade. O maior quilombo do período colonial foi Palmares, localizado no atual Estado de Alagoas. Esse quilombo era chefiado por Zumbi e foi destruído no século XVII, pelo bandeirante Domingos Jorge Velho.

União Ibérica (1580-1640)

Em 1580, Felipe II (dinastia de Habsburgo), rei da Espanha tornou-se também rei de Portugal iniciando dessa maneira o período da União Ibérica.

Felipe II tinha como inimigo político a Holanda, e por isso, decretou embargo comercial aos holandeses. Desta forma, os holandeses estavam proibidos de comercializar com os territórios pertencentes a Felipe II. Lembremos que os holandeses tinham capitais investidos na produção do açúcar no nordeste, como também o monopólio do refino e distribuição.

A Holanda em represália ao embargo comercial estabelecido por Felipe II resolveu invadir o Brasil. Os holandeses invadiram primeiramente a Bahia, no entanto, não conseguiram conquistá-la, e a seguir invadiram o Pernambuco, sendo vitoriosos. Depois da conquista da Capitania do Pernambuco acabaram estendendo o seu domínio no nordeste, porém a Bahia continuou sob o domínio de Felipe II. Para administrar os territórios conquistados no nordeste, os holandeses enviaram ao Brasil, Maurício de Nassau. O nordeste seria governado atendendo aos interesses da empresa holandesa Companhia das Índias Ocidentais (WIC), isto é, o açúcar. Ao chegar ao nordeste, Nassau tomou importantes medidas, como: Emprestou capital aos senhores de engenho.

1.           Remodelou o Recife.

2.           Concedeu liberdade religiosa.

3.           Incentivou cientistas holandeses para pesquisar a fauna e a flora brasileira, como também trouxe pintores para retratar a exuberância da natureza brasileira.

Expansão Territorial.

Como vimos anteriormente, o Tratado de Tordesilhas estabeleceu que os portugueses tivessem a posse do litoral brasileiro, enquanto que a região oeste ( Amazônia, Mato Grosso, Rio Grande do Sul ) pertencia aos espanhóis. Entretanto, os portugueses acabaram entrando no território dos espanhóis e conquistando a região oeste. A penetração no interior da colônia foi motivada pela coleta das drogas do sertão, da pecuária e das bandeiras.

1.           Drogas do Sertão: eram produtos do extrativismo vegetal encontrados na floresta amazônica, como o guaraná, o cacau, e as ervas medicinais. A extração dessas especiarias era feita pelos índios, que viviam com os padres jesuítas nas Missões. As missões religiosas eram dirigidas pelos jesuítas, que vieram ao Brasil com o objetivo de catequizar o índio. Os índios das missões falavam português, rezavam, cantavam hinos, isto é, foram aculturados pelos jesuítas.

2.           Pecuária.

Outro fator importante na ocupação do território foi à pecuária. O gado foi introduzido na colônia primeiramente no litoral, e como uma atividade complementar da cana-de-açúcar. No entanto, à medida que o gado procriou, o rebanho foi conduzido a outras regiões do Brasil, como por exemplo, ao sertão nordestino, aos pampas gaúchos e a Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, com a finalidade de abastecer a região produtora de ouro.

3.           Bandeiras.

As bandeiras eram expedições particulares que partiam de São Vicente em direção ao interior do Brasil conquistando para Portugal o território dos espanhóis. As bandeiras eram compostas por homens livres pobres, e índios. O saber dos índios foi fundamental para a expansão bandeirante, uma vez, que eram os índios que construíam a canoas, descobriram os caminhos por terra e pelos rios, e conheciam as ervas medicinais para curar os homens que adoeciam durante a viagem.

Principais tipos de bandeiras:

a)           Caça ao índio ou Apresamento: eram as bandeiras que penetravam no interior da colônia com a intenção de capturar os índios para levá-los a escravidão.

b)          Mineração ou Prospecção: eram as bandeiras que partiam de São Paulo com o objetivo de encontrar riquezas minerais no interior do Brasil.

c)           Sertanismo de Contrato: eram bandeiras alugadas pelos proprietários de escravos para capturar os negros foragidos e destruir os quilombos.

d)          Monções: eram expedições de comércio e de abastecimento que partiam de São Paulo através do rio Tietê em direção as minas de Cuiabá. Traziam as minas de Cuiabá, autoridades governamentais, padres, escravos, aventureiros, alimentos, ferramentas de trabalho e voltavam levando o ouro extraído nas Minas.

Durante muito tempo, os historiadores apresentavam os bandeirantes como verdadeiros heróis, no entanto, atualmente essa visão heroica é combatida, pois os bandeirantes escravizaram índios, atacavam as missões, e foram responsáveis pelo extermínio de muitos índios. No entanto, não podemos deixar de considerar que eles foram responsáveis pela expansão do território brasileiro. 

 

Fonte:  História: Sociedade e cidadania, Alfredo Boulos,editora FTD,Uol educação; Adaptação Elisonaldo Câmara.

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