Prof.° Elisonaldo Câmara

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Mossoró/Guamaré / Pedro Avelino, Rio Grande do Norte, Brazil
Graduado em História pela UERN, Especialista em Geo-História, professor do município de Guamaré e do Estado do Rio Grande do Norte.

sábado, 24 de julho de 2021

Como eram os primeiros Jogos Olímpicos?

 




Um aspecto comum aos gregos antigos foram os jogos olímpicos. A partir de 776 a.C de quatro em quatro anos, gregos de diversas polis reuniam-se em Olímpia para realizar competições que ficaram conhecidas como Jogos Olímpicos. Esses jogos sempre ocorriam no verão do hemisfério Norte, geralmente nos meses de junho, julho ou agosto, assim como acontece com os jogos olímpicos ou as olimpíadas atuais.

Os jogos eram cerimônias religiosas e esportivas ao mesmo tempo. Realizavam-se em honra a Zeus (o deus grego mais importante) e incluíam sacrifícios de animais em homenagem aos desuses. O evento era também uma boa oportunidade para os comerciantes venderem seus produtos.

Nas competições, havia corrida simples, em trajes de guerra e em carros puxados por cavalos; provas de saltos; arremessos de disco e lutas corporais, com os atletas quase sempre competindo nus. Primeiro, os homens adultos disputavam as provas e, em seguida, os meninos. Além dos esportes, havia também competições musicais e poéticas. Os gregos davam tanta importância às Olimpíadas que chegavam a interromper as guerras para não prejudicar a realização dos jogos. Pessoas de lugares distantes viajavam até Olímpia a fim de assistir às competições. Mas as mulheres adultas eram proibidas de participar como esportistas ou como espectadoras.

       Para competir, era preciso ser livre e nunca ter sido condenado, além viver em uma cidade-estado grega. Os árbitros dirigiam-se aos competidores dizendo: “Livres helenos, enfrentai-vos como homens livres! Se existir entre vós concorrentes indignos, que eles se retirem, ainda é tempo. Se ficarem, que não acreditem encobertos porque Zeus os vê e sai vingança os espreita”. Concentrados em Olímpia para os treinos durante seis meses, os atletas eram respeitados pelos gregos de diversas polis. Os vencedores recebiam como prêmio coroas feitos com ramos de oliveira, o que era uma glória para o atleta. Nas cidades, eles eram recebidos com festas e, quando morriam, os atletas premiados nas Olimpíadas eram enterrados em túmulos especiais.

       Os jogos olímpicos da Antiguidade foram celebrados até o ano de 393 d.C., quando o imperador romano Teodósio I, que era cristão e combatia os cultos pagãos (não cristãos), mandou fechar o templo de Zeus em Olímpia.    

 A partir do texto e de seus conhecimentos responda:

 

1-O que os jogos olímpicos representavam para os gregos antigos?

 

2- Os jogos olímpicos homenageavam a quem?  

 

3- O que os atletas premiados recebiam?

 

4- Quem tinha permissão para participar dos jogos olímpicos?

 

5-  Quais eram as exigências para o atleta competir?

 

6- Observe a imagem sobre as competições olímpicas da antiguidade e responda: o nome de cada.


Leia o texto a baixo e responda as questões.

 

Em 1886 o barão Pierre de Coubertin escreve os primeiros artigos sobre a educação desportiva, com o desejo de desenvolvimento do movimento desportivo nos liceus e colégios de França. Em 1889 sonha com o restabelecimento dos Jogos. Em 1894 convoca um congresso em Paris, do qual resultou a fundação do Comitê Olímpico Internacional (COI), e a revitalização dos Jogos Olímpicos “adaptados à Era Moderna, ajustando-se à antiguidade clássica e com base internacional". Os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna tiveram lugar em Atenas, em 1896, celebrando-se, desde então, de 4 em 4 anos, com interrupções em 1916 e 1939-1945 devido às grandes guerras mundiais. Somente 14 países estiveram presentes com 245 atletas em 13 modalidades desportivas, tendo sido utilizado o estádio construído todo em mármore e desenhado por Licurgo no ano 350 a.C. O ideal Olímpico restaurado visava a fraternidade dos povos. Na sessão inaugural, também estabelecida por Coubertin, desfilam as delegações dos países participantes e as suas bandeiras, faz-se a proclamação da abertura dos Jogos, iça-se a bandeira olímpica ao mesmo tempo que se toca o hino olímpico, acende-se a pira olímpica com um simbolicamente aceso em Olímpia e levado de mão em mão pelos corredores até ao estádio e fazem-se os juramentos olímpicos (atletas e juízes).

Aos vencedores das competições é concedida a subida ao pódio sendo-lhes entregue diplomas e medalhas para o 1º, 2º e 3º classificados por membros do COI. Segue-se o hastear das bandeiras das nações dos vencedores e ouve-se o hino nacional do 1º classificado. A cerimônia final efetua-se no final da última competição no estádio. Tornam a desfilar os participantes e suas bandeiras e o presidente do COI declara os Jogos encerrados, convidando a juventude de todos os países a voltar a reunir-se 4 anos mais tarde, na cidade já escolhida.Depois do soar das trombetas é arreada a bandeira olímpica e entregue ao representante da cidade eleita para os próximos Jogos.

7. Cada frase a seguir descreve uma característica dos Jogos Olímpicos da Grécia antiga. Escreva ao lado de cada número, assinale ‘’D’’ quando for diferente dos jogos dos dias de hoje ou ‘’S’’ quando for semelhante a eles.

·        Os jogos Olímpicos são uma homenagem aos Deus Zeus:__________.

·        Os Jogos Olímpicos são realizados de quatro em quatro anos:__________.

·        Somente os atletas do sexo masculinos podiam participar:__________.

·        Os atletas participavam das provas nuas:___________.

·        Os jogos são realizados sempre na mesma cidade:___________.

·        Os atletas recebem como prêmio uma coroa feita de folhas de louro:_______.

·        Entre as modalidades esportivas podem-se citar: corrida a pé, lutas corporais, arremesso de disco e arremesso de dardo:___________.

·         Apenas atletas gregos participavam das provas:___________. Delicados de uma mulher e

8- Numa comparação entre as competições atuais e as antigas Olimpíadas, assinale a alternativa que apresenta uma informação INCORRETA.

 A) Na Grécia Antiga, os vencedores das competições se transformavam em autênticos heróis e eram conduzidos às suas cidades em carros puxados por imponentes cavalos.

 B) Quase sempre, os campeões das cidade-estado tinham regalias para o resto de suas vidas, já que os gregos acreditavam que deviam a eles a extinção da peste terrível, pois seus feitos acalmavam a ira dos deuses do Olimpo.

 C) Atualmente, os Jogos Olímpicos se dividem em Olimpíadas de Verão e Olimpíadas de Inverno. As de Verão ocorrem em uma grande cidade e as de Inverno em uma área montanhosa coberta de neve.

 D) Quando os romanos incorporaram à sua cultura as tradições gregas, os jogos mudaram de cenário. A explicação era que os dois povos tinham ideias bem diferentes a respeito do esporte: para os gregos, importava mais o espetáculo em si (quer dizer, as competições valiam mais como uma festa para se assistir); para os romanos, importava a participação de qualquer pessoa com saúde e disposição para correr e arremessar discos, mesmo que não fosse uma campeã.

 

9- Os Jogos Olímpicos se originaram em Olímpia, na Grécia antiga. Os gregos buscavam por meio dos jogos olímpicos a paz e a harmonia entre as cidades que compunham a civilização grega. Gregos de várias cidades se uniam no santuário de Olímpia dando origem ao termo “Olimpíadas". Considerando esse assunto, analise as afirmações que seguem e identifique a(s) corretas(s):

 

I.         Os Jogos Olímpicos de Tóquio serão disputados em 2022.

II.        As Olimpíadas acontecem de 4 em 4 anos, ocasião em que atletas de centenas de países se reúnem para disputar um conjunto de modalidades esportivas.

III.      A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados, representando os cinco continentes e suas cores.

 

Assinale a alternativa correta:

A) As afirmações I, II, III  estão corretas.

B) Apenas a afirmação II está correta.

C) Apenas as afirmações II e III estão corretas.

 D)  as afirmações I, II e III estão incorretas.

 

10-Complete a frase igualmente como está no texto: Como já dizia o _____________________ (Pierre de Coubertin), considerado o _____________________________ da Era Moderna, “o importante não é vencer, mas __________________. E com ____________________”.

 

quinta-feira, 8 de abril de 2021

A importância de se estudar a História.

 

A história é uma ciência que estuda a vida do homem através do tempo. Ela investiga o que os homens fizeram, pensaram e sentiram enquanto seres sociais. Nesse sentido, o conhecimento histórico ajuda na compreensão do homem enquanto ser que constrói seu tempo.

A história é feita por homens, mulheres, crianças, ricos e pobres; por governantes e governados, por dominantes e dominados, pela guerra e pela paz, por intelectuais e principalmente pelas pessoas comuns, desde os tempos mais remotos. A história está presente no cotidiano e serve de alerta à condição humana de agente transformador do mundo.

Ao estudar a história nos deparamos com o que os homens foram e fizeram, e isso nos ajuda a compreender o que podemos ser e fazer. Assim, a história é a ciência do passado e do presente, mas o estudo do passado e a compreensão do presente não acontecem de uma forma perfeita, pois não temos o poder de voltar ao passado e ele não se repete. Por isso, o passado tem que ser “recriado”, levando em consideração as mudanças ocorridas no tempo. As informações recolhidas no passado não servirão ao presente se não forem recriadas, questionadas, compreendidas e interpretadas.

A história não se resume à simples repetição dos conhecimentos acumulados. Ela deve servir como instrumento de conscientização dos homens para a tarefa de construir um mundo melhor e uma sociedade mais justa.

                                                  Texto de Lilian Aguiar.

quarta-feira, 24 de março de 2021

As reformas no Rio de Janeiro.

             Na passagem do século XIX para o XX, a cidade do Rio de Janeiro ainda tinha características urbanas da época colonial, apesar da riqueza proporcionada pela cafeicultura e pelas fábricas. A capital brasileira ficava localizada entre o litoral e a Serra do Mar, em um terreno cheio de morros e lagoas. Além disso, sua geografia não favorecia o desenvolvimento do centro urbano. As ruas da cidade eram sujas e estreitas, e quase não havia saneamento básico. Doenças como varíola, malária, febre amarela e peste bubônica atingiam frequentemente a população.

Antigos edifícios, transformados em cortiços no centro da cidade, eram habitados por milhares de famílias pobres, vivendo em situações precárias e sem condições mínimas de higiene. O porto da cidade não tinha estrutura para receber navios de grande porte, prejudicando a circulação de mercadorias entre a capital e outras regiões do Brasil e do mundo.

As políticas públicas.

                Em 1902, Rodrigues Alves assumiu a presidência do Brasil. Um dos principais aspectos de seu plano de governo era programar um amplo programa de reformas urbanas e sanitárias na capital federal. Faziam parte desse programa a modernização do porto, o alargamento das ruas, a higienização do centro da cidade e a construção de novos edifícios. Essas reformas visavam tornar a cidade mais limpa, moderna e atraente para os investidores estrangeiros e para os trabalhadores imigrantes.

              Para realizar as reformas urbanas e sanitárias, o presidente deu amplos poderes ao prefeito do Rio de Janeiro, o engenheiro Pereira Passos, e ao diretor do Serviço de Saúde Pública, o médico sanitarista Oswaldo Cruz.

            As reformas no Rio de Janeiro faziam parte de um projeto de “regeneração” da cidade, que além de reformas urbanas e sanitárias, buscava a mudança nos costumes das pessoas. Além de uma capital “moderna”, as elites brasileiras desejavam que a população fosse “civilizada”, comportando-se de acordo com padrões europeus. Por isso, vários costumes e tradições considerados perturbadores da ordem, como a serenata e o jogo de capoeira, foram duramente reprimidos durante a Primeira República.

A expulsão da população.

            Durante as reformas, muitos moradores pobres e pequenos comerciantes foram expulsos do centro da cidade, sem nenhuma indenização ou novo local para se fixar. As obras foram conduzidas de modo autoritário e com repressão policial, gerando grande insatisfação popular. Os pobres, afastados de suas residências, deslocaram-se até os morros vizinhos ou para os subúrbios, construindo moradias improvisadas com material de demolição retirado do centro da cidade. Essas moradias improvisadas deram origem às primeiras favelas da cidade do Rio de Janeiro.

A revolta da vacina.

         O médico sanitarista Oswaldo Cruz foi encarregado de conduzias reformas sanitário no Rio de Janeiro. Com o objetivo de saneara cidade, dedicou-se, inicialmente, ao combate de doenças como a febre amarela e a peste bubônica, eliminando mosquitos e ratos. Em seguida, comandou o processo de erradicação da varíola, porém o único meio de combater essa doença era vacinar a população.  Na época, membros da oposição ao governo propagaram informações infundadas que questionavam a eficácia da vacina. Essas  informações assustaram boa parte da população, que se recusou a tomá-la. Por isso, o governo aprovou, em novembro de 1904, a Lei da Vacina Obrigatória e passou a usar a força policial nos casos de resistência à vacinação.

A população, que já estava cansada das medidas autoritárias do governo, iniciou então uma grande revolta. Durante uma semana,  a população levantou barricadas nas ruas, depredou edifício se saqueou lojas. Nos confrontos com a polícia, houve grande  número de mortos e feridos. Após a revolta, a vacinação deixou de ser obrigatória e tornou-se voluntária.

 

sexta-feira, 12 de março de 2021

A COLONIZAÇÃO DA AMÉRICA PORTUGUESA.

 A colonização da América Portuguesa enquadra-se na perspectiva da política mercantilista e na etapa do Capitalismo Comercial. O mercantilismo é a política econômica, na qual o Estado faz a sua intervenção na economia.

1.Características do mercantilismo:

a) metalismo. Acreditava-se que a riqueza de um país era marcada pelo acumulo de metais preciosos.

b) Balança Comercial Favorável: Para o país ter uma economia desenvolvida era preciso exportar mais e importar menos.

c) Sistema Colonial: Através da colonização do Novo Mundo (América), os países europeus vão enriquecer acumular capital. A exploração das colônias se deu através do pacto colonial. O pacto colonial subordinava a colônia a sua metrópole, e desta maneira, cabia à metrópole tomar as decisões econômicas e políticas com relação à colônia.

Período Pré-Colonial: (1500-1530).

Nos trinta primeiros anos da chegada dos portugueses ao Brasil, o governo português não tomou medidas que visavam à colonização do Brasil. Nesse período, o interesse econômico da metrópole portuguesa estava voltado para o comercio de especiarias nas Índias, e para a exploração da costa africana (ilhas de Açores, Cabo Verde e Madeira). No entanto, Portugal enviava ao Brasil, expedições de Reconhecimento, que tinham como principal objetivo buscar riquezas no território brasileiro. Umas das riquezas encontradas no litoral, na Mata Atlântica, foi o pau-brasil, que era utilizado principalmente para pintar tecidos, pois dele era extraída a cor vermelha. Vejamos a seguir, as principais características do extrativismo do pau-brasil.

Características:

1. Estanco (o produto era um monopólio real);

2. A extração era feita com a mão-de-obra do índio, que recebia em troca do seu trabalho presentes, bugigangas ( Essa troca de trabalho por presente é chamada de escambo);

3. A madeira era armazenada em feitorias construídas no litoral;

4. O extrativismo do pau-brasil foi uma atividade predatória;

No entanto, Portugal se deparou com as invasões dos franceses que vinham ao Brasil roubar o pau-brasil. Na tentativa de solucionar o problema, o governo português enviou as expedições Guarda-Costas que tinham a função de vigiar o litoral e evitar o contrabando do pau-brasil. Em 1530, o governo português interessado em combater as invasões estrangeiras, e já que o comércio com o oriente não era mais tão lucrativo, Portugal enviou a primeira expedição de colonização, sob a chefia de Martim Afonso de Sousa, para iniciar a colonização do Brasil.

Período Colonial: (1530-1822)

Administração

1. Capitanias Hereditárias

Para colonizar o Brasil, o governo metropolitano implantou o primeiro sistema administrativo na colônia; as Capitanias Hereditárias ou Donatárias. O Brasil foi dividido em 14 capitanias, e estas foram doadas a elementos da nobreza portuguesa. Neste sistema administrativo, o poder era descentralizado e funcionava baseado em dois documentos: a Carta de Doação e o Foral (documento no qual constava os direitos e deveres dos donatários). Somente São Vicente e  Pernambuco prosperaram. O sucesso do Pernambuco estava relacionado à produção e exportação do açúcar.

2. Governo Geral.

Com o fracasso das Capitanias hereditárias, o governo português resolveu implantar na colônia o Governo Geral, que tinha como objetivo fazer a centralização e continuar a colonização.

1º. Tomé de Sousa. Primeiro governador geral do Brasil. Para promover a centralização construiu a primeira capital do Brasil; a cidade de Salvador. Além disso, o seu governo foi marcado pela instalação do primeiro Bispado na Colônia. Dessa maneira, nascia uma aliança entre a Igreja e o Estado no processo da colonização do Brasil.

2º. Duarte da Costa. Foi no seu governo, que os franceses instalaram no Rio de Janeiro a sua colônia, França Antártica. Os franceses invadiram o Brasil, pois fugiam das guerras religiosas (católicos contra protestantes) ocorridas em seu país.

3º. Mem de Sá. No seu governo ocorreu a Confederação dos Tamoios, guerra ocorrida entre os índios e português. Os índios contaram com o apoio dos franceses. Após combater os índios, os portugueses expulsaram os franceses do Brasil.

Para administrar as vilas, foram criadas as Câmaras Municipais, formada pelos homens-bons, que eram os membros da aristocracia brasileira, isto é, proprietários de terras e escravos.

Economia colonial.

A cana-de-açúcar foi à atividade econômica que promoveu a colonização do Brasil. O principal centro de produção de açúcar foi a Capitania do Pernambuco. Dentre os motivos que explicam o seu sucesso podemos mencionar a riqueza do solo (massapé), o clima, a proximidade da Europa e a presença do capital holandês. Os holandeses financiaram a produção do açúcar e em troca receberam o monopólio do refino e da distribuição do açúcar na Europa. O açúcar foi a principal atividade econômica do Brasil, nos século XVI e XVII.

Características a economia açucareira:

Como colônia de exploração, a economia brasileira apresentava as seguintes características: latifúndio, monocultura, mercado externo e escravidão ( predomínio da escravidão negra). Essas características eram típicas das colônias de exploração e é denominada de plantation.

O açúcar era produzido nos engenhos. O engenho era composto pela Casa-Grande, senzala, capela e Casa de Fabricar o açúcar.

No século XVII, com a expulsão dos holandeses do nordeste e a produção do açúcar nas Antilhas, a produção do açúcar no Brasil, entrou em decadência.

Sociedade Colonial (Século XVI,  XVII).

A sociedade do açúcar era formada por grupos sociais básicos; os senhores de engenhos e os escravos. Era uma sociedade patriarcal (valorização do homem, marginalização da mulher), rural, estamental (rígida, sem mobilidade social, marcada pelo nascimento) e escravista. A base do trabalho era o negro na escravidão.

Os negros eram vistos como mercadorias, e representavam uma fonte de acumulação de capital. Contudo, os negros não foram passivos á escravidão, pelo contrário, desenvolveram estratégias de resistência a escravidão. Por exemplo, fugiam, cometiam suicídio, assassinavam os senhores, mais com certeza, a maior expressão de sua resistência foi a formação dos quilombos.

Os quilombos eram comunidades formadas por negros que fugiram dos seus proprietários, e para os negros eram sinônimos de liberdade. O maior quilombo do período colonial foi Palmares, localizado no atual Estado de Alagoas. Esse quilombo era chefiado por Zumbi e foi destruído no século XVII, pelo bandeirante Domingos Jorge Velho.

União Ibérica (1580-1640)

Em 1580, Felipe II (dinastia de Habsburgo), rei da Espanha tornou-se também rei de Portugal iniciando dessa maneira o período da União Ibérica.

Felipe II tinha como inimigo político a Holanda, e por isso, decretou embargo comercial aos holandeses. Desta forma, os holandeses estavam proibidos de comercializar com os territórios pertencentes a Felipe II. Lembremos que os holandeses tinham capitais investidos na produção do açúcar no nordeste, como também o monopólio do refino e distribuição.

A Holanda em represália ao embargo comercial estabelecido por Felipe II resolveu invadir o Brasil. Os holandeses invadiram primeiramente a Bahia, no entanto, não conseguiram conquistá-la, e a seguir invadiram o Pernambuco, sendo vitoriosos. Depois da conquista da Capitania do Pernambuco acabaram estendendo o seu domínio no nordeste, porém a Bahia continuou sob o domínio de Felipe II. Para administrar os territórios conquistados no nordeste, os holandeses enviaram ao Brasil, Maurício de Nassau. O nordeste seria governado atendendo aos interesses da empresa holandesa Companhia das Índias Ocidentais (WIC), isto é, o açúcar. Ao chegar ao nordeste, Nassau tomou importantes medidas, como: Emprestou capital aos senhores de engenho.

1.           Remodelou o Recife.

2.           Concedeu liberdade religiosa.

3.           Incentivou cientistas holandeses para pesquisar a fauna e a flora brasileira, como também trouxe pintores para retratar a exuberância da natureza brasileira.

Expansão Territorial.

Como vimos anteriormente, o Tratado de Tordesilhas estabeleceu que os portugueses tivessem a posse do litoral brasileiro, enquanto que a região oeste ( Amazônia, Mato Grosso, Rio Grande do Sul ) pertencia aos espanhóis. Entretanto, os portugueses acabaram entrando no território dos espanhóis e conquistando a região oeste. A penetração no interior da colônia foi motivada pela coleta das drogas do sertão, da pecuária e das bandeiras.

1.           Drogas do Sertão: eram produtos do extrativismo vegetal encontrados na floresta amazônica, como o guaraná, o cacau, e as ervas medicinais. A extração dessas especiarias era feita pelos índios, que viviam com os padres jesuítas nas Missões. As missões religiosas eram dirigidas pelos jesuítas, que vieram ao Brasil com o objetivo de catequizar o índio. Os índios das missões falavam português, rezavam, cantavam hinos, isto é, foram aculturados pelos jesuítas.

2.           Pecuária.

Outro fator importante na ocupação do território foi à pecuária. O gado foi introduzido na colônia primeiramente no litoral, e como uma atividade complementar da cana-de-açúcar. No entanto, à medida que o gado procriou, o rebanho foi conduzido a outras regiões do Brasil, como por exemplo, ao sertão nordestino, aos pampas gaúchos e a Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, com a finalidade de abastecer a região produtora de ouro.

3.           Bandeiras.

As bandeiras eram expedições particulares que partiam de São Vicente em direção ao interior do Brasil conquistando para Portugal o território dos espanhóis. As bandeiras eram compostas por homens livres pobres, e índios. O saber dos índios foi fundamental para a expansão bandeirante, uma vez, que eram os índios que construíam a canoas, descobriram os caminhos por terra e pelos rios, e conheciam as ervas medicinais para curar os homens que adoeciam durante a viagem.

Principais tipos de bandeiras:

a)           Caça ao índio ou Apresamento: eram as bandeiras que penetravam no interior da colônia com a intenção de capturar os índios para levá-los a escravidão.

b)          Mineração ou Prospecção: eram as bandeiras que partiam de São Paulo com o objetivo de encontrar riquezas minerais no interior do Brasil.

c)           Sertanismo de Contrato: eram bandeiras alugadas pelos proprietários de escravos para capturar os negros foragidos e destruir os quilombos.

d)          Monções: eram expedições de comércio e de abastecimento que partiam de São Paulo através do rio Tietê em direção as minas de Cuiabá. Traziam as minas de Cuiabá, autoridades governamentais, padres, escravos, aventureiros, alimentos, ferramentas de trabalho e voltavam levando o ouro extraído nas Minas.

Durante muito tempo, os historiadores apresentavam os bandeirantes como verdadeiros heróis, no entanto, atualmente essa visão heroica é combatida, pois os bandeirantes escravizaram índios, atacavam as missões, e foram responsáveis pelo extermínio de muitos índios. No entanto, não podemos deixar de considerar que eles foram responsáveis pela expansão do território brasileiro. 

 

Fonte:  História: Sociedade e cidadania, Alfredo Boulos,editora FTD,Uol educação; Adaptação Elisonaldo Câmara.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

A divisão da História.

 


Toda vez que abrimos um livro de História ou começamos um assunto novo na História, nos deparamos com a divisão dos tempos históricos. Em resumo, são cinco os períodos que os livros e professores nos apresentam: Pré-História, Antiguidade, Idade Média, Idade Moderna e a Idade Contemporânea. Antes de pensarmos um pouquinho mais sobre essa divisão, vamos citar brevemente quais os fatos centrais e características que cada um desses períodos apresenta.

A Pré-História começa no aparecimento dos primeiros seres humanos na Terra, até 4000 anos antes de Cristo, quando temos a invenção da escrita. Nesse tempo, observamos intensamente a relação dos homens com a natureza, a realização das primeiras invenções, a criação de ferramentas e outros aparatos que viabilizaram a vida humana na Terra e, mais tarde, possibilitaram o surgimento das primeiras comunidades humanas.

Chegando à Antiguidade, que vai de 4000 antes de Cristo até o ano de 476 depois de Cristo, observamos a formação de uma série de civilizações. Egípcios, sumérios, mesopotâmios, gregos e romanos são os povos estudados com maior frequência. Apesar da enorme distância temporal em relação aos dias de hoje, podemos ver na Antiguidade a concepção de várias práticas, valores e tecnologias que ainda têm importância para diversos povos de agora.

Situada entre os anos de 476 e 1453, a Idade Média compreende um período de aproximadamente mil anos. Na parte ocidental do mundo, costumamos olhar atentamente para a Europa Ocidental. Esse lugar foi tomado pelos valores da religião cristã, que se torna uma das mais importantes crenças de todo o planeta. Mesmo tendo muito poder e autoridade, a Igreja não tinha poder absoluto nesses tempos. As artes, a literatura e a filosofia tiveram um espaço muito rico e interessante nessa época da história.

A Idade Moderna fica datada entre os anos de 1453 e 1789. Nesse tempo, diversas nações europeias passam a encontrar, dominar e explorar várias regiões da América e da África. A tecnologia desenvolvida nesse tempo permitiu reduzir distâncias e mostrar ao homem europeu que o mundo era bem maior do que ele imaginava. As monarquias chegaram ao seu auge e também encararam sua queda nesse mesmo período. Com a Revolução Francesa, ocorrida em 1789, novos padrões políticos apareceram.

A Idade Contemporânea, que vai de 1789 até os dias de hoje, é um período histórico bastante curto, mas ainda assim marcado por muitos acontecimentos. As distâncias e relações humanas, em parte graças à Revolução Industrial desenvolvida no século XVIII, se tornam ainda menores. O desenvolvimento do sistema capitalista permite a exploração de outras parcelas do mundo e motiva terríveis guerras. Chegando ao século XX, a grande renovação das tecnologias permite que pessoas, nações e ideias se relacionem de uma forma nunca antes vista.

Percebendo essas divisões do tempo, você pôde notar que existem períodos históricos que são mais longos e outros que são bem mais curtos. Dessa forma, vemos que a divisão da História não obedece ao tempo cronológico, no qual um dia sempre terá vinte quatro horas, uma hora sempre terá sessenta minutos e um minuto possuirá sessenta segundos. Desse modo, aparece uma questão: o que determina o início e o final dessas tais divisões que a história tem?

É nesse momento que entra em ação os historiadores, que pensam as experiências e transformações sofridas pelos homens ao longo do tempo. De acordo com as transformações consideradas mais importantes e significativas, com o passar do tempo, abre-se a possibilidade de discutir se um período histórico se encerra e um novo se inicia. Em termos práticos, a divisão ajuda a definir quais os eventos têm maior proximidade entre si.

Mas é importante tomar um grande cuidado com a divisão da História. O começo e o fim de um determinado período não significam que o mundo se transformou completamente na passagem de um período para o outro. Muitos dos valores de uma época se conservam em outros períodos e se mostram vivos no nosso cotidiano. Sendo assim, as divisões são referenciais que facilitam nosso estudo do passado, mas não ditam quando a cabeça dos homens exatamente mudou.

 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

REVOLTAS SOCIAIS DA REPÚBLICA VELHA.

 


Fonte da foto: História Pensante.

Durante muito tempo, a história tradicional fez vista grossa para a opressão e a miséria que vitimava o povo. Quando ficou impossível ocultar a exploração, criaram mentiras sobre o caráter brasileiro. Mentira segundo a qual somos tontos e conformados com a vida subdesenvolvida que levamos. Mas as revoltas político-sociais mostravam claramente que não somos tão pacíficos e cordeiros como a velha história quer mostrar.

 A Revolta de Canudos (1893 – 1897).

No governo de Prudente de Morais eclodiu um grande movimento de revolta social entre os humildes sertanejos baianos. O líder dos sertanejos era Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido como Antônio Conselheiro. Esse homem, senhor de fervorosa religiosidade, foi considerado missionário de Deus pela vasta legião de sertanejos que, desiludidos das autoridades constituídas escutavam suas pregações político – religiosas. Não compreendendo certas mudanças surgidas com a republica, Antônio Conselheiro declarava-se , por exemplo , contra o casamento civil e por isso foi identificado como um fanático religioso e monarquista. Revoltas Messiânicas, A fé popular e a luta contra a opressão. O termo messianismo é usado para designar os movimentos sociais em que milhares de sertanejos fundaram importantes comunidades comandadas por um líder religioso e a ele era atribuído qualidades como o dom de fazer milagres, realizar curas e profetizar acontecimentos. O messianismo desenvolveu-se em áreas rurais pobres que reagiram a miséria. Seus componentes Básicos eram: a religiosidade do sertanejo e seu sentimento de revolta contra a miséria, a opressão e as injustiças das republicas dos coronéis.

A Luta Possível.

Muita coisa divulgou-se sobre Antônio Conselheiro e sua gente, diziam que eram loucos monar- quistas e comunistas. Durante muito tempo esconderam a verdade e o motivo que unia os sertanejos em canudos: a vontade de escapar da fome e da violência do sertão. Conseguindo reunir um grande número de seguidores, Antônio Conselheiro estabeleceu em canudos, um velho arraial no sertão baiano. Em pouco tempo canudos era uma das cidades mais povoadas da Bahia.

Eles viviam num sistema comunitário, em que as colheitas, rebanhos e os frutos eram repartidos entre todos. Ninguém possuía nenhuma propriedade, pois os únicos bens era a roupa, moveis etc. Com isso fazendeiros começaram a temer o poder de Antônio Conselheiro e exigiram do governo estadual que acabasse com o arraial de Canudos. Nisso travou-se grandes batalhas até que um dia, organizou-se um exército de 7 mil homens , que destruiu Canudos completamente e toda população sertaneja morreu defendendo sua comunidade.

Cangaço: Revolta e Violência no Nordeste.

O cangaço foi um movimento caracterizado como banditismo social que vigorou entre as últimas décadas do século XIX e a primeira metade do século XX pelas áreas do sertão nordestino brasileiro. A figura do cangaceiro é caracterizada pelo sertanejo sempre em trânsito, com vida seminômade, vivendo em bando e vestindo roupas de couro curtido, armado com rifles, facas (peixeiras) e punhais. Esse tipo de sertanejo carregava consigo as tralhas de que necessitava todas afiveladas em seu tronco. Por isso, o nome “cangaço”, atribuído a essa forma de levar pertences e mantimentos. Para alguns pesquisadores, ele foi uma forma pura e simples de banditismo e criminalidade. Para outros foi uma forma de banditismo social, isto é, uma forma de revolta reconhecida como algo legítimo pelas pessoas que vivem em condições semelhantes. Motivos para o acontecimento do cangaço:

Miséria, fome, seca e injustiças dos coronéis-fazendeiros produziram no semiárido do Nordeste um cenário favorável à formatação de grupos armados conhecidos como cangaceiros. Os cangaceiros praticavam crimes, assaltavam fazendas e matavam pessoas. Os dois mais importantes bandos do cangaço foi o de Antônio Silvino e o de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, o “Rei do Cangaço”. Depois que a polícia massacrou o “bando de Lampião”, em 1938, o cangaço praticamente desapareceu do Nordeste.

A Guerra do Contestado (1912 – 1916).

Além de canudos, outro grande movimento messiânico ocorreu na fronteira entre o Paraná e Santa Catarina. Nessa região era muito grande o número de sertanejos sem – terra e famintos que viviam sob dura exploração dos fazendeiros e duas empresas norte-americanas que ali atuavam. Os sertanejos do Contestados se organizaram e era liderado por João Maria, Logo após sua morte outro monge, conhecido como José Maria (seu nome verdadeiro era Miguel Lucema Boa Ventura ).José Maria reuniu mais de 20 mil sertanejos e fundaram alguns povoados chamados “Monarquia Celeste” , como em Canudos , os sertanejos do Contestados foram violentamente perseguidos e expulsos das terras que ocupavam . Em novembro de 1912, o monge José Maria Foi morto e seus seguidores tentaram resistir e foram arrasados por tropas de 7 mil homens armados de canhões , metralhadoras e até aviões de combate.

A Revolta da Vacina ( 1904 )

             A fúria popular explode nas ruas do Rio de Janeiro. No Governo do Presidente Rodrigues Alves (1902 – 1906), o Rio de Janeiro, capital da republica, já era uma cidade com graves problemas urbanos e sociais: pobreza, desemprego, lixo, muitos ratos e mosquitos transmissores de doenças. Muitas pessoas morriam em consequência de epidemias como febre amarela, peste bubônica e varíola. O governo decidiu modernizar a cidade e tomar medidas drásticas contra as epidemias, derrubou cortiços, casebres e a população dali foram expulsos, Depois disso, o Prefeito Pereira Passos iniciou as obras de modernização da cidade. Para combater as epidemias teve o conselho do sanitarista Osvaldo Cruz que organizou um exército de funcionários da saúde e começou a destruir focos de ratos e mosquitos.

        Osvaldo Cruz convenceu o presidente a decretar uma lei de vacinação obrigatória contra a varíola, o que gerou a revolta da população que diziam ser uma falta de vergonha as mulheres a se vacinar, pois achavam que as vacinas eram aplicadas nas partes intimas das mulheres. O resultado de tanta reação foi uma revolta popular que explodiu pelas ruas do Rio de Janeiro, que o governo conseguiu controlar com tropas do corpo de bombeiros e a cavalaria.

 

A Revolta da Chibata ( 1910 ),Os marinheiros sob o comando do Almirante Negro.

        No final do governo do presidente Nilo Peçanha, estourou uma revolta de 2 mil marujos da marinha brasileira liderada pelo marinheiro João Cândido. Primeiramente, os revoltosos tomaram o comando do navio Minas Gerais, matando na luta o comandante e três oficiais que resistiram. Depois, assumiram o controle dos navios São Paulo, Bahia e Deodoro em seguida apontaram os canhões para a cidade do Rio de Janeiro e enviaram um comunicado ao presidente explicando as razões da revolta. Queriam mudanças no código de disciplina da marinha, que punia as faltas graves com 25 Chibatadas. O governo cedeu e aprovou um projeto que acabava com as chibatadas e anistiava os revoltosos, mas o governo não cumpriu a promessa, esquecendo a anistia, decretou a expulsão de vários marinheiros e a prisão de alguns lidere. João Cândido foi preso, julgado e absolvido em 1912. Passou para a história como o Almirante Negro que acabou com as chibatadas na marinha do Brasil.

O Tenentismo A rebelião dos jovens militares.

        No inicio da década de 1920, crescia o descontentamento social contra o sistema oligárquico que dominava a política brasileira. Esse descontentamento partiu da população dos grandes centros urbanos, que não estava diretamente sujeitas às pressões dos “coronéis”. O clima de revolta atingiu as forças armadas, difundindo – se, sobretudo entre os tenentes. Surgiu então, o tenentismo, um movimento político – militar que pela luta armada, pretendia conquistar o poder e fazer reformas na sociedade. Os tenentes pregavam a moralização da administração publica o fim da corrupção eleitoral o fim do voto aberto e queriam uma reforma na educação, para que o ensino fosse para todos os brasileiros. Eles conseguiram a simpatia da classe média e do proletariado, mas não da classe operária, que para eles estabelecia a verdadeira posição entre exploradores e explorados.

A Revolta do Forte de Copacabana ( 1922 ).

            A primeira revolta tenentista eclodiu no dia 5 de julho de 1922 e foi liderada por 18 tenentes, que reunindo uma tropa de 300 homens, decidiram agir contra o governo e impedir a posse do presidente Artur Bernardes. Mas a revolta não teve êxito com uma tropa superior a deles o governo acabou ganhando a batalha e dessa luta apenas dois rebeldes escaparam com vida: Eduardo Gomes e Siqueira Campos.

A Revolta de ( 1924 ).

Fracassada a revolta do Forte de Copacabana, Artur Bernardes tomou posse da presidência. Teve porem que enfrentar, dois anos depois, uma nova revolta tenentista. A revolta liderada pelo General Isidoro Dias Lopes, Pelo tenente Juarez Távora e por políticos, como Nilo Peçanha, eclodiu em São Paulo, Também no dia 5 de Julho. Com uma tropa de aproximadamente 1000 Homens os revolucionários ocuparam lugares estratégicos da cidade de São Paulo. Durante a ocupação, diversas batalhas foram travadas entre os rebeldes e as tropas do governo.

            O governo paulista fugiu da capital, indo para outro lugar próximo, onde recebeu ajuda do Rio de Janeiro e preparou uma violenta ofensiva contra os rebeldes, percebendo que não tinha mais como resistir, o General Isidoro Dias Lopes, decidiu abandonar a cidade. Com uma numerosa e bem armada tropa, formou a Coluna Paulista, que tinha como objetivo continuar a luta contra o governo, levando a revolução para outros Estados do Brasil. A revolta do Forte de Copacabana, a Revolução de 1924, não produziram efeitos imediatos na estrutura política Brasileira, Contudo, conseguiram manter a chamada revolta contra o jugo das Oligarquias.

Fonte: Google\ adaptação Elisonaldo Câmara.

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

HISTÓRIA EM FOCO.: HISTÓRIA EM FOCO.: A comuna do RN: como um sapatei...

HISTÓRIA EM FOCO.: HISTÓRIA EM FOCO.: A comuna do RN: como um sapatei...: HISTÓRIA EM FOCO.: A comuna do RN: como um sapateiro, um estivador, u... : POR: BRUNO BARRETO. O governador do Rio Grande do Norte R...

ÁFRICA, DIVERSIDADE DE POVOS E REINOS.

                                          


 O REINO DO CONGO (SÉCULOS XII-XVI)

                     Conta-se que, do casamento de Nimi Lukeni, do povo Kicongo, com uma mulher do povo Ambundo, surgiu o reino do Congo, no final do século XIV, próximo ao rio Congo (rio Zaire). Com o título de Mani Congo, que significa "senhor do Congo“, Lukeni passou a governar todas as aldeias, auxiliado por conselheiros, chefes militares, coletores de impostos e juízes. A capital do reino era M’banza Congo (cidade do Congo) e para lá iam todos os tributos em forma de mercadorias e alimentos que as aldeias que formavam o reino tinham que pagar. Os manis, que sucederam Nimi Lukeni, expandiriam o poder do reino por meio de conquistas militares e de casamentos de aliança. No reino do Congo, os mais velhos controlavam os meios de produção (terras, instrumentos de trabalho) e o poder político. Tratava-se de uma sociedade organizada na relação familiar, também chamada de linhagem porque se baseava no parentesco e se apoiava nas diferenciações de idade e sexo. Em muitos lugares, vigorava o trabalho escravo ao lado do trabalho livre. Nesses casos, os escravos eram membros dominados de outras linhagens (famílias) que não tinham ligações com a rede de parentesco dominante. É importante frisar que os escravizados não eram destituídos de sua humanidade. Por vezes, ficavam temporariamente nesta condição. Os escravos desempenhavam praticamente as mesmas funções que os membros da linhagem dominante: trabalho cooperativo, expedições de caça, defesa das cidades e participação em cerimônias religiosas. A escravidão não era fator social predominante e coexistia com outras formas de dependência. Por isso alguns historiadores preferem afirmar que não havia escravidão no reino do Congo, até a chegada dos portugueses no final do século XV. 
 1) Retire a passagem do texto que comprova que geralmente o Mani Congo governava com o auxílio de diferentes assistentes.
 2) Em que a escravidão, no reino do Congo, diferia da escravidão praticada por outros povos? Justifique. 

            Alguns versos do samba-enredo abordam a vida da rainha Jinga (ou Nzinga, como se pronunciava em mbundu) que nasceu por volta de 1581 e viveu num dos territórios do reino do Congo, Ndongo. Sua trajetória é surpreendente e fabulosa, pois, em 1622, ao ser enviada a Luanda (atual capital de Angola), cidade que sediava a administração portuguesa na África, Jinga se tornou uma aliada do império português, se convertendo inclusive ao cristianismo, com o nome católico de Ana de Souza. Em 1624, o reino de Ndongo sofreu um esvaziamento de poder e Jinga disputou com Ngola-a-Ari, que saiu vencedor. Passados três anos, Ngola-a-Ari morreu envenenado permitindo o regresso de Jinga, que havia se retirado com seu povo. Jinga governou soberana, até o ano de 1663, negociando, tanto com portugueses como com holandeses, a entrada no território africano. Ou negociavam ou enfrentavam a resistência desses países em alguns territórios de Ndongo. Ao longo de seu reinado, Jinga enfrentou várias guerras contra outros reis africanos e contra autoridades europeias. Numa guerra travada, em 1629, pelo controle de Matamba, suas irmãs, Kambo e Funji, caíram nas mãos dos portugueses, acabando presas em Luanda. Em outubro de 1641, uma ordem do Conselho Ultramarino criticava Fernão de Souza, então governador em Angola, por este “ter tirado a realeza de Jinga”, reiterando que a ela, e só a ela, “assistia o direito e a justiça” em Ndongo. Em retaliação, Jinga fez acordos com os holandeses, que ocuparam Luanda. 
        Ela lutou também contra o povo Imbagalas que resistia à presença holandesa. A partir de 1644, os portugueses foram seus principais inimigos, em sucessivas batalhas, que duraram até 1648. Em 1651, porém, a rainha Jinga e o governador de Angola, Salvador Correia de Sá e Benevides – que governara o Rio de Janeiro entre 1637 e 1642 – firmaram a paz, bem como acordos comerciais. Naquela ocasião, Salvador de Sá afirmara à Jinga que era “maior honra poder cooperar pelo aumento de sua grandeza, do que ser servido por todos os escravos não só da Matamba, mas de toda a África”. Em 1656, aos 75 anos de idade, como última estratégia de poder, Jinga permitiu a entrada de religiosos capuchinhos em seu território, convertendo-se totalmente ao catolicismo numa política de alianças com os portugueses. (Adaptado de Silva, Luiz Geraldo. Princesas Negras. Revista Agentes de Leitura, ano 9. fasc.19. 2009. Ediouro).
 3) Retire do texto uma passagem que comprove o poder conquistado pela rainha Jinga. 
4) Que nome cristão Jinga adotou ao se converter ao catolicismo? 
5) Qual era a estratégia de Jinga? Deu certo? Justifique. 
6) O Reino de Gana, a “terra do ouro”, apresentava em sua administração o rei (gana), o qual era visto como um elo entre os deuses e o homem além de liderar um poderoso exército. Quais outros funcionários cuidavam da administração do reino: a) Sacerdotes, nobres e funcionários. b) Sacerdotes, nobres e escravos. c) Nobres e funcionários. d) Empregados e camponeses.
 7) Os reinos de Gana, Mali e Aksum, fazem parte: a) da África do Sul. b) do continente Europeu. c) da América do Sul. d) do continente Africano. 
8) A história dos reinos de Gana, Mali e Aksum, que estudamos se localizam em qual período:
 a) A África antes dos europeus. 
b) A África depois dos europeus. c) A África no século XXI. d) A África antes de Cristo. Sobre a escravidão responda: 9) Quem se tornava escravos nos reinos africanos? 
10) Como foi a prática escravista no Brasil colonial a partir do século XV?

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

HISTÓRIA EM FOCO.: A comuna do RN: como um sapateiro, um estivador, u...

HISTÓRIA EM FOCO.: A comuna do RN: como um sapateiro, um estivador, u...: POR: BRUNO BARRETO. O governador do Rio Grande do Norte Rafael Fernandes Gurjão caminhava para mais uma solenidade maçante (no caso ...

A comuna do RN: como um sapateiro, um estivador, um sargento e um servidor público transformaram Natal na primeira capital comunista das Américas.

POR: BRUNO BARRETO. O governador do Rio Grande do Norte Rafael Fernandes Gurjão caminhava para mais uma solenidade maçante (no caso a formatura dos contabilistas do Colégio Santo Antônio) daquelas cheias de bajuladores, que os políticos só vão por obrigação, no Teatro Carlos Gomes (atual Alberto Maranhão).Era por volta das 19h30 do dia 23 de novembro de 1935 e o governador nem fazia ideia do que estava por vir até que surge no vácuo o som dos estampidos. Começava naquele momento o que para a direita se convencionou chamar de Intentona Comunista de 1935 e para a esquerda se tenta dar o nome de Levante ou Insurreição no lugar da palavra que significa “cometimento temerário” ou “plano insensato”. No quartel do 21º Batalhão de Caçadores do Exército um grupo de sargentos tomou o controle, quebrou a hierarquia e prendeu oficiais em nome de Luís Carlos Prestes, conhecido como “Cavaleiro da Esperança”, líder da Aliança Nacional Libertadora (ANL). No Rio de Janeiro e em Recife também teríamos sublevações, mas as duas cidades não foram tão longe quanto Natal. A capital dos potiguares tornava-se naquele 23 de novembro a primeira cidade comunista das Américas. A revolução, intentona, levante ou insurreição espalhou pelo Rio Grande do Norte e quase metade do Estado foi tomado de assalto. À frente do movimento estavam tipos populares como sapateiro José Praxedes que proclamou a instauração de uma Junta Governativa Popular Revolucionária. Mossoró estava representada pelo funcionário do Colégio Atheneu João Galvão. Além de João Francisco Gregório, presidente do Sindicato dos Estivadores que assumiu o controle do cais do porto. O líder militar do movimento era o Sargento Quintino Clementino Barros, um músico. Ele tomou o quartel do 21º BC do Exército em poucos minutos com a ajuda do soldado Raimundo Francisco de Lima (“Raimundo Tarol) e o cabo Giocondo Dias (“Cabo Dias”).Os oficiais rendidos não aceitaram aderir à revolução e ficaram presos no cassino do quartel. Coube ao “Cabo Dias” pronunciar a voz de prisão: “os senhores estão presos em nome do capitão Luiz Carlos Prestes!”. Enquanto isso o governador e seu séquito fugiam. Primeiro Rafael Fernandes se escondeu no consulado improvisado do Chile. Depois no da Itália e por fim foi parar em um navio mexicano ancorado no porto de Natal onde ficou até ter o poder restabelecido com ajuda de forças policiais da Paraíba. Foram três asilos políticos em três dias. Durante pouco mais do que três dias, ou 82 horas como apontam alguns historiadores, ocorreram saques, ou expropriações, todo o dinheiro do Banco do Brasil foi raspado e parte dele distribuído entre os pobres. O bonde passou a funcionar com preços das passagens reduzidos e a revolução se espalhou por quase metade das 41 cidades potiguares naquela época.Com a chegada de forças militares da Paraíba e com o fracasso do levante no Rio de Janeiro e em Recife os sublevados decidiram por evitar um banho de sangue e fugiram no dia 27 de novembro. Há menos de um mês Rafael Fernandes tinha tomado posse no cargo em tumultuado processo eleição indireta. Era primeiro (e seria o único) governador sob a égide da liberal constituição de 1934.A confusão se dava pela eleição de 1934 que manteve os padrões da República Velha (1889/1930) com fraudes, violência e voto de cabresto, três elementos que findam sendo uma coisa só: o desrespeito à vontade do eleitor. Foi neste pleito que escolheu os deputados que elegeriam o Governador do Rio Grande do Norte de forma indireta. As forças políticas que davam as cartas no Estado estavam divididas entre o Partido Popular (PP) que reunia os oligarcas derrotados no Golpe de 1930 e o a união dos grupos de Café Filho e do ex-interventor Mário Câmara que formavam a Aliança Social. Na primeira contagem a dupla Café Filho e Mário Câmara levou a melhor, mas o PP denunciou fraudes e o recém-criado Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou novas eleições. Novamente o tripé voto de cabresto, violência e fraudes estavam postas lado a lado. No fim o PP venceu elegendo três deputados federais e 14 estaduais contra dois federais e 11 estaduais de seus adversários. Rafael Fernandes virou governador, mas teria que lidar com o ranço dos adversários que passaram a conspirar diariamente. Não era uma conspiraçãozinha de gabinete. Era algo aberto e provocador. Assim relata Natanael Sarmento em “Às Armas Camaradas!” (pág.30) “As tramas conspiratórias à deposição de Rafael Fernandes eram públicas, os conspiradores não davam importância à confidencialidade. A movimentação dos chefes políticos interioranos, prefeitos, ligados ao interventor Mário Câmara, e as confabulações dos partidários de João Café Filho, ocorriam à luz do dia”. A disputa entre duas pontas da elite política acabou aproximando membros do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e da ANL aos derrotados da eleição de 1935. Era uma situação que enfraquecia politicamente o governador e contribuiu para o levante comunista. Para piorar a situação, Fernandes tinha demitido 300 guardas-civis que estavam indignados e prontos para aderir à revolução. Tudo isso em um contexto do mundo entre guerras (1918/39) em que a polarização entre antifascismo e comunismo esmagava a democracia liberal. Isso, claro, se refletia num Brasil que dali a dois anos sofreria com o Golpe do Estado Novo. As tensões no Rio Grande do Norte eram reflexas das disputas entre a ANL e a Ação Integralista Brasileira (AIB) – de orientação fascista- em que o próprio Getúlio Vargas tentara se equilibrar entre os polos para, ao golpear a frágil democracia brasileira em 1937, colocar os dois grupos na ilegalidade. Bruno Barreto,Jornalista graduado em comunicação com habilitação em jornalismo pela UERN, especialista em assessoria de comunicação pela UnP e mestre em ciências sociais e humanas pela UERN.

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Dia Nacional da Consciência Negra.

Os negros foram trazidos da África por volta de 1530. Durante mais de 350 anos, a maior parte do trabalho no Brasil foi realizada por essa mão-de-obra escrava. Além de sustentar a economia, eles ajudaram a enriquecer a nossa cultura. Hoje os afro-brasileiros representam quase metade da população e sua influência está presente na música, na dança, na língua, na culinária, no folclore... Com tantas contribuições para a cultura do país, os negros passaram a valorizar mais a sua identidade. Para preservar essa história tão importante, há cerca de 30 anos se comemora no dia 20 de novembro, o Dia Nacional da Consciência Negra. Nessa data, em 1695, ocorreu a morte de Zumbi, o maior líder dos quilombos de Palmares, que representou a mais forte comunidade de escravos fugidos nas Américas, com uma população de mais 30 mil pessoas. Nessas povoações, eles resistiam ao escravismo e lutavam pela liberdade. Palmares durou cerca de 140 anos. No dia 20 de novembro, comemoramos o Dia da Consciência Negra. Em todo o país acontecem eventos que lembram a história dos negros, falam sobre a cultura dos povos africanos e a importância deles na nossa sociedade. Os africanos chegaram ao Brasil para trabalhar como escravos a partir da metade do século 16. Embora o fim da escravidão tenha sido declarado com uma lei em 13 de maio de 1888, a homenagem é feita em 20 de novembro. Isso porque nesse dia, no ano de 1695, foi morto um importante representante dos negros: Zumbi. Não se sabe muito sobre a história de Zumbi, pois os poucos registros sobre ele foram feitos pelos portugueses que colonizaram o Brasil e eles podem ter distorcido os dados. LUTA POR LIBERDADE. O que se sabe é que Zumbi era um homem forte, nascido no Brasil ou na África, que queria acabar com as condições ruins em que seu povo vivia. Ele era o líder do Quilombo dos Palmares, uma vila que ficava entre Alagoas e Pernambuco. Quilombo é uma palavra africana que significa povoação. E dava nome aos esconderijos que abrigavam negros fugidos de seus senhores. O Quilombo dos Palmares surgiu no final do século 16 e ficava no meio da mata. Ele existiu durante cerca de 100 anos e deve ter abrigado até umas 20 mil pessoas. No começo, Palmares era bem isolado. Para sobreviver, os habitantes caçavam e plantavam alimentos como mandioca e feijão. Com o tempo, é provável que tenham feito comércio com índios e brancos da vizinhança. Além de terem escapado das fazendas, os moradores de Palmares organizavam grupos para tirar outros negros do trabalho forçado. E muitas vezes tinham sucesso. Como na época a escravidão era permitida, e os negros não podiam fugir dos seus senhores, as autoridades de Portugal tentaram acabar com o quilombo mais de 40 vezes! RESISTÊNCIA. Em 1678, os portugueses tentaram um acordo: eles não destruiriam o povoado se os escravos voltassem para o trabalho. Zumbi não aceitou a proposta e organizou uma luta. Só que, em 6 de fevereiro de 1694, Palmares foi ocupado e Zumbi fugiu. Ele continuou lutando, mas morreu numa armadilha no dia 20 de novembro de 1695. VOCÊ SABIA QUE… - A lei que aprovou o feriado de 20 de novembro tornou obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira? - O Quilombo dos Palmares ficava num terreno cheio de barrancos e palmeiras que formavam uma muralha natural contra os portugueses? - Os navios negreiros trouxeram milhões de escravos ao Brasil? Só na Bahia são usadas cerca de 5 mil palavras de origem africana? A INFLUÊNCIA AFRICANA. O Brasil teve grande influência dos negros africanos na vida econômica, social e cultural. Eles trabalharam na lavoura e nas minas e, no período colonial, nos engenhos e plantações. Supõe-se que os primeiros negros africanos chegaram em 1538 e durante todos os séculos XVI, XVII e XVIII, trabalhando como escravos, sobretudo nas regiões do Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e do Nordeste (Bahia, Pernambuco e Maranhão). A mãe preta transmitia para seus filhos as estórias, lendas, contos, mitos, deuses e animais encantados vindos das suas origens. Nas famílias da época da escravidão, eram as criadas negras que criavam e amamentavam os filhos da mãe da família: a ama negra dava de mamar ao menino branco, o embalava no berço e ensinava-lhe as primeiras palavras e as CANTIGAS DE NINAR. Os filhos das senhoras dos engenhos relacionavam-se com os filhos das negras escravas com os quais brincavam de: MONTAR A CAVALO EM CARNEIROS NADAR NOS RIOS E REPRESAS MATAR PASSARINHOS EMPINAR PAPAGAIO JOGAR PIÃO Apesar de serem meio diabinhos, as crianças eram obrigadas, depois dos 7 anos, dentro de casa, a se comportarem como adultos, vestindo pesadas roupas semelhantes às dos adultos, "fornos ambulantes". Elas tinham que andar sempre deitadas ou sentadas. As crianças chamavam seus pais de Senhor Pai e Sra. Mãe. As meninas brincavam de FAZ DE CONTA de mucama. No interior da Casa Grande elas brincavam de "a Senhora mandando nas criadas e as bonecas eram as filhas"; de alimentação, vestuário, festas, doenças, tratamentos médicos, viagens, visitas. Os meninos de FAZ DE CONTA de meios de transporte e com os meninos negros de bois de carro, cavalos, burros e cargas; de PEIA QUEIMADA, LASCAR PIÃO, COMER O PAPAGAIO, BELISCO do pintinho que anda pela barra de 25, BANHOS em represas, açudes e rios, BODOQUE em lagartos e aves, trepar em árvores. Os africanos introduziram aqui as lendas do papão, as cabras-cabriolas, o boitatá, os negros velhos, o Saci-Pererê, entre outros. Muitas das canções, das histórias e lendas contadas pelas amas de leite e pelos negros velhos contadores de histórias ainda são encontradas atualmente. O menino africano sofreu influência de Paris e Londres, pelo seu contato com o europeu. Lá, havia brinquedos universais, como a bola arma de simular caçadas e pescarias, ossos imitando animais, danças de roda, domesticação de animais, corridas, lutas, saltos de altura e de distancia, que trouxe para o Brasil, além das brincadeiras tradicionalmente africanas como o jogo de caça ao tesouro, pegador, cavalo-de-pau, etc. As relações de dominação, presentes na estrutura social escravocrata, também eram representadas pelas crianças, onde era comum nas Casas-Grandes colocar um ou mais moleques (filhos de escravos) á disposição dos meninos brancos como companheiros para as brincadeiras, no entanto estes desempenhavam a função de? Leva-pancada? Do?Sinhozinho?. MOVIMENTOS DA CAPOEIRA. A Capoeira é uma tradicional manifestação da cultura afro-brasileira, é um jogo atlético que foi trazido para o Brasil pelos Escravos Bantos de Angola, Tradicionalmente conhecida pelo seu ritmo alegre. Fazer exposição de cartazes com desenhos e colagens sobre o tema e ainda com apresentação de capoeira com os alunos.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

PROJETO VIRTUAL SEMANA DA PÁTRIA / MÚSICA AQUARELA DO BRASIL.

1 - Faça a leitura da música Aquarela do Brasil - Ary Barroso Brasil, meu Brasil brasileiro. Meu mulato inzoneiro Vou cantar-te nos meus versos O Brasil, samba que dá. Bamboleio, que faz gingar. O Brasil do meu amor Terra de Nosso Senhor Brasil! Brasil! Pra mim! Pra mim! Ô, abre a cortina do passado. Tira a mãe preta do cerrado Bota o rei congo no congado Brasil! Brasil! Deixa cantar de novo o trovador À merencória luz da lua Toda canção do seu amor Quero ver essa Dona caminhando Pelos salões, arrastando. O seu vestido rendado Brasil! Brasil! Prá mim! Prá mim! Brasil, terra boa e gostosa. Da morena sestrosa De olhar indiscreto O Brasil, samba que dá. Para o mundo admirar O Brasil do meu amor Terra de Nosso Senhor Brasil! Brasil! Prá mim! Prá mim! Esse coqueiro que dá coco Onde eu amarro a minha rede Nas noites claras de luar Ô! Estas fontes murmurantes Onde eu mato a minha sede E onde a lua vem brincar Ô! Esse Brasil lindo e trigueiro É o meu Brasil brasileiro Terra de samba e pandeiro Brasil! Brasil! Interpretando... Agora que você já conhece a música “Aquarela do Brasil”, responda: 1 - Quem é o compositor da música “Aquarela do Brasil”? _______________________________________________________________________________________ 2 - Em sua opinião, a música “Aquarela do Brasil” expressa que tipo de sentimento? Explique. _______________________________________________________________________________________ 3 - Com o auxílio do dicionário, que tal procurar sentido as palavras que oferecem mais dificuldade no texto? Caso não tenha dicionário, o que você acha que essas palavras significam? a. inzoneiro ________________________________________________________________________ b. congado ________________________________________________________________________ c. merencória ________________________________________________________________________ d. trigueiro ________________________________________________________________________ 4 - De acordo com a sua interpretação, explique o seguinte verso: “Ah esse Brasil lindo e trigueiro, ”É meu Brasil Brasileiro”. 5 – Pesquise e escreva em pequenas palavras o significado da música que trabalhamos em sala “ Aquarela do Brasil”.

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