Prof.° Elisonaldo Câmara

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Mossoró/Guamaré / Pedro Avelino, Rio Grande do Norte, Brazil
Graduado em História pela UERN, Especialista em Geo-História, professor do município de Guamaré e do Estado do Rio Grande do Norte.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

HISTÓRIA EM FOCO.: Minha história no isolamento social do ano em curso.

HISTÓRIA EM FOCO.: Minha história no isolamento social do ano em curso.: O ano letivo de 2020 começou prometendo ser um ano de grandes mudanças, transformações e avanços no ensino - aprendizagem, mas a partir do m...

Minha história no isolamento social do ano em curso.

O ano letivo de 2020 começou prometendo ser um ano de grandes mudanças, transformações e avanços no ensino - aprendizagem, mas a partir do mês de março, o mundo foi surpreendido por um inimigo invisível, um vírus que os cientistas denominaram de Covid 19. Que está provocando uma pandemia global. Obrigou as pessoas a viverem em isolamento social, como medida de prevenção para não saturar o sistema público e privado de saúde no Brasil e no mundo, os governos pulicaram decretos suspendendo as atividades escolares presenciais. Fomos obrigados a mudar nossa rotina diária e atividades escolares, inseridos em uma nova modalidade de ensino, o remoto-virtual, utilizando as novas tecnologias digitais da informação e comunicação.

Objetivando fazer um levantamento sobre as adaptações dos alunos durante o período do isolamento social e do ensino remoto, vamos responder um   questionário auto avaliativo sobre as condições socias, educacionais, físicas, mentais econômicas e de relacionamento pessoal provocado pela pandemia do Covid19. Os alunos deverão responder de forma individual e correta pessoalmente os questionamentos a baixos selecionados.

 

 

1.    Minhas expectativas para 2020. Quando iniciou o ano todos nós fizemos nossas metas, o que você tinha como metas para esse ano? Cite pelo menos 3.

2.Quando iniciou a quarentena, quais foram os seus primeiros sentimentos?

3.Como tem sido teu isolamento social nesses meses? Tem sido total, parcial ou nenhum? Em casa, família, amigos.... Conte como está sendo.

4.Como está sendo o contato com os amigos? E a participação das redes sociais, internet?

5.Acompanha as notícias sobre a pandemia? Quais fontes de informação, como TV, em sites, redes sociais?

6. Escreva sobre 3 coisas que considera positivo e 3 coisas negativas sobre esse período de isolamento social.

7.O que você aprendeu para sua vida nesse período de isolamento social? Você vai sair da pandemia mais solidário ou individualista? Explique.

8.Como você está enfrentando esse período em relação às aulas remotas? Como está sendo seu acesso à internet e a utilização das novas tecnologias digitais da informação e comunicação? Elabore um breve texto sobre sua rotina nas aulas remotas- virtuais deixando sua opinião sobre o ensino remoto e possíveis sugestões.

 


segunda-feira, 13 de julho de 2020

HISTÓRIA EM FOCO.: Povos Pré- Colombianos :OS INCAS.

HISTÓRIA EM FOCO.: Povos Pré- Colombianos :OS INCAS.: I Império Inca teve início por volta do ano 1200, eram conhecidos como os filhos do sol.   sucederam, na região das Cordilheiras dos Andes, ...

Povos Pré- Colombianos :OS INCAS.

I


Império Inca teve início por volta do ano 1200, eram conhecidos como os filhos do sol.  sucederam, na região das Cordilheiras dos Andes, grupos de tribos que habitavam a região como os waris, tiahuanacos e chimus.No século XIII (13), os incas conquistaram Cuzco e travaram lutas contra tribos vizinhas. No século XV(16) os incas conquistaram e definiram seu território onde hoje encontram-se os países do Chile, Peru, Bolívia e Equador. Em 1525, o trono foi ocupado por Atahualpa. Este imperador acabaria sendo capturado e executado pelo conquistador espanhol Francisco Pizarro.

Classes sociais.

 Entre as classes sociais, além do imperador — que era conhecido como O Inca — existiam os nobres, a maioria membros da família real, líderes militares e líderes religiosos, os governadores das províncias e suas famílias e os camponeses e artesãos, que eram a maioria da população e pagavam a maioria dos tributos ao imperador inca até mesmo com obras públicas.

Religião. 

Politeístas, os incas acreditavam existir forças do bem e do mal. O sol e as chuvas eram consideradas coisas boas, forças positivas, deuses bons, pois faziam bem ao homem; já a seca, a guerra ou as tempestades, eram consideradas forças do mal. Realizavam sacrifícios humanos e de animais dedicados aos deuses, para agradecer uma boa colheita, para aplacar a ira de determinado deus ou simplesmente sacrificavam os vencidos nas batalhas para comemorar a vitória e como tributo à dominação.

Arquitetura.

Certamente a maior contribuição dos incas foi no campo arquitetônico. Não apenas em seus grandiosos templos, mas também suas cidades, estradas e plantações. Na arquitetura, desenvolveram várias construções de enormes blocos de pedras encaixados, como templos, casas e palácios. A cidade de Macchu Picchu (Matchu Pitchu) foi descoberta somente em 1911 e revelou toda a eficiente estrutura urbana inca.

 


A agricultura era extremamente desenvolvida, pois plantavam nos chamados terraços (degraus formados nas costas das montanhas). Plantavam e colhiam feijão, milho (alimento sagrado) e batata. Construíram canais de irrigação, desviando o curso dos rios para as aldeias. A arte inca destacou-se pela qualidade dos objetos de ouro, prata, tecidos e jóias. Domesticaram a lhama (animal da família do camelo) e utilizaram como meio de transporte, além de retirar a lã , carne e leite deste animal. Além da lhama, alpacas e vicunhas também eram criadas pelos incas. 

A VIDA COTIDIANA DAS CRIANÇAS INCAS.

 Ao nascer, a criança inca era lavada com água fria, enrolada em uma manta e colocada em uma cova feita no chão. A chegada de uma criança inca era comemorada, pois era vista como uma futura força de trabalho. Quando completava 1 ano de vida, esperava-se que essa criança engatinhasse ou andasse. Aos 2 anos de vida, os cabelos da criança eram cortados, simbolizando o fim da infância. A partir daí, as crianças deveriam ajudar nas tarefas de casa e eram severamente castigadas caso se portassem mal. Aos 14 anos, os meninos eram vestidos com uma tanga e declarados adultos.Na sociedade inca, as escolas recebiam somente os filhos dos nobres. Aprendia-se sobre as leis, a arte da guerra, a religião. As crianças também estavam submetidas a castigos e exercícios físicos pesados. As crianças das camadas populares eram educadas pelos próprios pais, aprendendo a exercer o ofício dos pais.

 


quarta-feira, 1 de julho de 2020

A Peste Negra e o Coronavírus: semelhanças e diferenças.

No início do século XIV a China vivenciou uma epidemia mortal de peste bubônica. A peste ocorre em virtude de um bacilo, presente no organismo dos ratos e que é repassado aos homens pelas pulgas. Assim que as primeiras pessoas são atingidas pela peste, a enfermidade se dissemina com grande rapidez. Os sintomas dessa doença são a febre alta, a inflamação das glândulas linfáticas (chamadas popularmente de bubões), manchas na pele (vermelhas inicialmente e que depois se tornam negras). O nome da doença, Peste Bubônica, tem relação direta com a inflamação dos gânglios linfáticos e o seu nome deriva justamente da expressão Bubão. Situações de subnutrição e desnutrição ou de qualquer outra doença no organismo de uma pessoa infectada tornam a possibilidade de sobrevivência a peste praticamente impossível.

A população da China, do século XIV, reduziu consideravelmente, passando de 125 milhões de pessoas para 90 milhões. Como a China era uma das mais importantes nações comerciais do mundo naquele período, a doença migrou através de navios mercantes para a Europa. Eles retornavam da Ásia, em direção as cidades italianas, pelo Mar Negro, uma das principais rotas comerciais que ligavam a Europa e diversos produtos originados da Índia, China, Arábia, entre outros. Quando os navios atracaram na Itália, não demorou muito para que a doença se espalhasse pelas cidades da região e na zona rural. Apavorados muitos habitantes das regiões infectadas fugiram de suas cidades, vilas, aldeias e feudos. Não sabiam tais pessoas que a contaminação de um único ser entre todos eles fazia com que a peste os acompanhasse por onde fossem. (...)A quantidade de corpos crescia nas casas abandonadas e não lhes era dada nem mesmo a possibilidade de um enterro. O resultado da epidemia era tão devastador que o escritor italiano Boccaccio chegou a dizer que as vítimas frequentemente “almoçavam com os amigos e jantavam com seus ancestrais”. Quando a doença atingiu a Inglaterra, ela passou a ser chamada de Peste Negra, devido as manchas que apareciam na pele dos enfermos. Para piorar, a medicina do período medieval não tinha instrumentos e remédios adequados para realizar o combate contra a praga. (...) Depois de 5 anos, aproximadamente 25 milhões de pessoas haviam morrido. Isso equivalia, a um terço da população europeia. A morte de um número tão grande de pessoas, na Europa provocou consequências sérias que afetaram a vida local por alguns séculos. Faltavam trabalhadores para a realização do trabalho no campo, e os impostos não reduziram. Isso motivou os camponeses a violentas revoltas que aconteceram em vários países, como a Itália, a França e a Inglaterra.

Nas cidades faltavam pessoas para trabalhar no comércio e nas oficinas de artesãos especializados. (...) A Igreja Católica perdeu credibilidade junto aos fiéis por conta das perdas da Peste Negra, (...) as pessoas foram estimuladas a aderir aos movimentos que começavam a questionar a Igreja Católica. Algumas cidades criaram formas para combater o avanço da doença, em Milão, os representantes do poder público lacraram residências de pessoas que estavam contaminadas para evitar o contato delas com pessoas saudáveis. Dessa forma pretendiam que o contágio da enfermidade não acontecesse. Em Veneza foram adotadas medidas como a quarentena e o isolamento das embarcações que chegavam à cidade em uma ilha para evitar que novos focos da peste bubônica pudessem surgir. Apesar de não conseguirem evitar as mortes em seus municípios, tais medidas tornaram a quantidade de vítimas inferior ao de outras cidades da Europa que não haviam tomado qualquer providência para combater a doença. Disponível em: http://textosdidaticos.blogspot.com/2008/06/peste-negra.html, acessado em: 14/03/2020.

Em 31 de dezembro de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi alertada sobre vários casos de pneumonia na cidade de Wuhan, província de Hubei, na República Popular da China. Tratava-se de uma nova cepa (tipo) de coronavírus que não havia sido identificada antes em seres humanos. Em 11 de março de 2020, a COVID-19 foi caracterizada pela OMS como uma pandemia. Os coronavírus são a segunda principal causa do resfriado comum e, até as últimas décadas, raramente causavam doenças mais graves em humanos do que o resfriado comum. Ao todo, sete coronavírus humanos (HCoVs) já foram identificados: HCoV-229E, HCoV-OC43, HCoV-NL63, HCoVHKU1, SARS-COV (que causa síndrome respiratória aguda grave), MERS-COV (que causa síndrome respiratória do Oriente Médio) e o, mais recente, novo coronavírus SARS-CoV-2. Esse novo coronavírus é responsável por causar a doença COVID-19.

Foram confirmados, até o dia 19 de março de 2020, no mundo 209.839 casos de COVID-19 e 8.778 mortes. O Brasil confirmou 621 casos e seis mortes. O país anunciou recentemente uma série de orientações para reduzir o contágio da doença, incluindo questões relacionadas a aglomeração de pessoas, grandes eventos, pessoas que retornam de viagens internacionais, cumprimentar evitando apertos de mão e beijos, entre outras. As medidas de proteção são as mesmas utilizadas para prevenir doenças respiratórias, como: se uma pessoa tiver febre, tosse e dificuldade de respirar, deve procurar atendimento médico assim que possível e compartilhar o histórico de viagens com o profissional de saúde; lavar as mãos com água e sabão ou com desinfetantes para mãos à base de álcool; ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com o cotovelo flexionado ou com um lenço – em seguida, jogar fora o lenço e higienizar as mãos. Adaptado de: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6101:folha


 


terça-feira, 23 de junho de 2020

HISTÓRIA EM FOCO.: A História da Medicina.

HISTÓRIA EM FOCO.: A História da Medicina.: Quem nunca se viu necessitando de cuidados médicos ou do uso de medicamentos para recuperar a saúde? Mesmo aqueles mais renitentes não podem...

A História da Medicina.



Quem nunca se viu necessitando de cuidados médicos ou do uso de medicamentos para recuperar a saúde? Mesmo aqueles mais renitentes não podem negar que uma consulta médica ajuda a tirar inúmeras dúvidas sobre a situação de nosso organismo. Não podemos imaginar como seriam nossas vidas sem a atuação desse profissional.

Já imaginou um casal ter quer aguardar os nove meses de gestação para saber se a criança é menino ou menina? Atualmente essa situação é quase que impossível. A medicina, no sentido da formação de sua palavra, refere-se basicamente à arte de curar, e sempre foi desenvolvida por agentes que se propunham a sanar os males dos outros. Temos, assim, formas primitivas como, por exemplo, a do pajé, que como curandeiro da tribo indígena receita e realiza procedimentos que ultrapassam o corpo físico da pessoa. Alguns rituais são datados de aproximadamente 10.000 anos atrás, onde já se realizavam operações para retirar das pessoas o que lhes causavam mal, essas intervenções se chamavam trepanação e provocavam pequenos buracos nos crânios dos indivíduos para a saída dos espíritos que possivelmente seriam a causa de suas doenças.

A medicina se constituiu em ciência na Grécia, com os primeiros relatos e experimentos de Hipócrates, há mais de 2.500 anos. Naquela época acreditava-se que os males do corpo eram consequência de um desequilíbrio dos líquidos presentes no organismo. Com o crescimento de Roma, muitos médicos do mundo todo se mudaram para lá a fim de desenvolver seus estudos. Porém um merece destaque, o grego Galeno que, através da dissecação de animais, construiu um modelo anatômico que foi empregado, a partir de então, para se estudar por comparação o organismo humano.

No Egito, o exercício da medicina se aperfeiçoou com uma estreita ligação com a religião, afinal, os médicos atendiam aos Faraós, que eram considerados a encarnação de deuses. Dessa forma, os egípcios desenvolveram várias técnicas de tratamento de enfermidades e até emplastros feitos com vísceras de leões ou elefantes. Graças às técnicas e trabalhos desenvolvidos por esses práticos e estudiosos, temos a preservação dos corpos mumificados dos antigos faraós egípcios.

Durante a Idade Média o grande desafio era vencer as imposições e as proibições da religião que, ao propor que o corpo humano era sagrado, impedia que houvesse dessecações e o próprio estudo das partes internas do organismo. Somente no século XV (1401-1500) houve a autorização para realizar as primeiras dissecações, os corpos escolhidos eram de criminosos condenados à morte. Mas não era o bastante, alguns médicos realizavam aventuras como aguardar a execução de uma pessoa para logo em seguida roubar seus corpos. Conta a história que Vesalius, um médico belga, roubou um esqueleto esquecido numa forca.

A medicina, com o fim das imposições, se desenvolveu e, aliada à descoberta de outras ciências como a biologia, a física, a química, além da própria sociedade em si, temos a ciência que conhecemos atualmente.

FERREIRA, Fabricio Alves. "A História da Medicina"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/biologia/a-historia-medicina.htm. Acesso em 08 de junho de 2020.


terça-feira, 16 de junho de 2020

HISTÓRIA EM FOCO.: A responsabilidade social dos cientistas.

HISTÓRIA EM FOCO.: A responsabilidade social dos cientistas.: A história social da ciência testemunha a contribuição do desenvolvimento científico para o progresso e bem-estar da humanidade. Inúmeras de...

A responsabilidade social dos cientistas.




A história social da ciência testemunha a contribuição do desenvolvimento científico para o progresso e bem-estar da humanidade. Inúmeras descobertas conduziram a importantes avanços tecnológicos. Paradoxalmente, em alguns momentos da história universal recente, o uso do conhecimento científico e tecnológico foi responsável por grandes desastres e tragédias para a humanidade, entre os quais se destaca o lançamento de bombas atómicas em Hiroshima e Nagasaki, em 1945.

Para o sociólogo Sérgio Adorno, coordenador da Cátedra Unesco de Educação para a Paz, Direitos Humanos, Democracia e Tolerância, há várias questões a considerar sobre as consequências sociais do desenvolvimento científico e tecnológico: a aplicação da ciência para fins militares; o impacto do avanço tecnocientífico no meio ambiente; a distribuição dos benefícios resultantes do progresso tecnocientífico; e a difusão da ciência como problema da educação para a paz, direitos humanos e tolerância. [...]

O século XX assistiu a um crescimento da violência em escala jamais vista anteriormente, com duas guerras mundiais na primeira metade do século e uma Guerra Fria na segunda metade com conflitos localizados, mas nem por isso menos violentos. Adorno lembra que a produção de armas químicas e biológicas, bem como de artefatos nucleares para fins bélicos, tem ocupado permanentemente parcela considerável da comunidade científica internacional: "A ideia positivista de que o desenvolvimento científico e tecnológico atua sempre no sentido de uma solução benéfica para a humanidade tem sido contestada pelos fatos".

Novos problemas vêm aflorando graças ao grande avanço nas ciências biológicas nas últimas décadas. As mesmas técnicas destinadas a promover a cura e a prevenção de enfermidades e a produção abundante de alimentos poderiam ser utilizadas para grandes prejuízos à humanidade. Adorno considera que as discussões bioéticas concentram-se, sobretudo nas áreas de organismos geneticamente modificados (OGM), da biossegurança (com problemática do bioterrorismo e enfermidades emergentes, como a gripe aviária) e no uso de células-tronco embrionárias para fins terapêuticos.

Disponível em: www.iea.usp.br/iea/cienciaesociedade.html. Acesso em: 25 mai. 2020.


terça-feira, 9 de junho de 2020

HISTÓRIA EM FOCO.: ARMAS DE DESTRUIÇÃO DE MASSA: BIOLÓGICAS, QUÍMICAS...

HISTÓRIA EM FOCO.: ARMAS DE DESTRUIÇÃO DE MASSA: BIOLÓGICAS, QUÍMICAS...: A tecnologia usada hoje nas armas de guerra permite aos seres humanos dizimar populações inteiras, silenciosamente. Não é preciso mais destr...

ARMAS DE DESTRUIÇÃO DE MASSA: BIOLÓGICAS, QUÍMICAS E NUCLEARES.

A tecnologia usada hoje nas armas de guerra permite aos seres humanos dizimar populações inteiras, silenciosamente. Não é preciso mais destruir cidades ou causar contaminação, como aconteceu nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945.Depois desse lamentável episódio, outros coquetéis de destruição, além da bomba atômica, foram testados por cientistas. A humanidade chegou a armas químicas e biológicas. De forma bem resumida, qual é a diferença entre elas?

Armas biológicas são armas que transportam microrganismos vivos, bactérias e/ou vírus para que, na hora do impacto, disseminem doenças contagiosas e dizimem populações inteiras. Podem causar uma pandemia (doença epidêmica amplamente difundida), porém a infraestrutura de uma cidade fica preservada. Armas químicas são armas que transportam substâncias tóxicas irritantes que atacam a orofaringe (uma das divisões da faringe), pele e tecidos de animais e vegetais. Muitos destes compostos, após reação, produzem ácidos muito fortes. Neste caso, a infraestrutura de uma cidade pode ser prejudicada e possivelmente haverá contaminação do solo e do lençol freático.

Armas nucleares são armas que transportam elementos radiativos que, por fissão nuclear (quebra do núcleo atômico), liberam grande quantidade de energia, destruindo a infraestrutura da cidade. Os efeitos radiativos alteram o código genético do ser vivo. A bomba atômica é uma arma nuclear. Em termos de efeito devastador, a pior entre as três armas é a biológica. No momento de sua explosão, os microrganismos não são afetados e sua multiplicação bacteriana e/ou viral se dá em progressão geométrica. Além disso, é difícil combater um agente invisível.

Perseu Lúcio Alexander Helene de Paula*
Especial para o UOL – 14/07/200516h51  Acesso em: 9 jun. 2020.


segunda-feira, 1 de junho de 2020

Fazendo história: O baú do bisavô de Tereza.

Tereza é uma menina que gosta muito de ver fotografias de família. Coleciona fotos antigas, especialmente de sua família ou de outras que tem ligação com a sua. Porém, uma coisa a incomodava: ela não conheceu seu bisavô, que várias vezes era lembrado por um parente, no entanto, Tereza não tinha nenhuma foto dele. Sabia que ele viera de Portugal e construíra família no Brasil. Além disso, sabia pouca coisa a respeito e não tinha a fisionomia dele na memória.

Movida pela curiosidade, perguntava a vários parentes sobre seu bisavô e não conseguia quase nenhuma informação. Até que um dia, ao visitar um tio que morava distante, em outro Estado ficou sabendo algumas informações sobre seu bisavô. Começaram a conversar sobre sua família, e soube que ele (seu tio), sendo o mais novo dos filhos, havia ficado com um bauzinho deixado por sua mãe. Nesse baú, havia pequenos objetos, documentos e anotações de seu bisavô.

Nessa hora, seus olhos brilharam como nunca, e ela não quis saber de outra coisa a não ser abrir o baú e esclarecer uma série de dúvidas acerca do seu bisavô. Seu tio buscou o baú, e sem cerimônia o abriu, mas, com o cuidado necessário para não danificar o conteúdo de objetos guardados com carinho há tantos anos.

Tereza, com permissão do tio, retirava item por item do baú e procurava entender, ajudada pelo seu tio, o significado do que ia encontrando. Colocou tudo em cima de uma mesa para analisar o conjunto dos objetos e conhecer melhor a vida de alguém que para ela fora muito importante, o seu bisavô. A lista de materiais era muito grande, mas o suficiente para ampliar seu conhecimento em grande escala e deixar abertas muitas portas para a investigação e curiosidade.

 


quarta-feira, 13 de maio de 2020

HISTÓRIA EM FOCO.: ATIVIDADE GRANDES EPIDEMAIS AO LONGO DA HISTÓRIA.

HISTÓRIA EM FOCO.: ATIVIDADE GRANDES EPIDEMAIS AO LONGO DA HISTÓRIA.: Atualmente, a humanidade vive um momento de alarde e extrema preocupação devido à epidemia mundial do Corona Vírus , ou Covid-19. Ainda em e...

ATIVIDADE GRANDES EPIDEMAIS AO LONGO DA HISTÓRIA.

Atualmente, a humanidade vive um momento de alarde e extrema preocupação devido à epidemia mundial do Corona Vírus, ou Covid-19. Ainda em estudo, profissionais de várias áreas científicas estudam meios de combater e vencer essa pandemia. Apesar de ser a “nossa luta atual”, ao longo da História da Humanidade outras epidemias também se alastraram, deixando suas consequências para as gerações posteriores e para nós, seres humanos atuais, estudarmos e aprendermos com os erros do passado para pensar em um futuro ainda mais próspero. Entre no link https://super.abril.com.br/saude/as-grandes-epidemias-ao-longo-da-historia/. É a página da revista Super. Interessante, cuja matéria intitulada AS GRANDES EPIDEMIAS AO LONGO DA HISTÓRIA, lançada no dia 16/03/2020, conta um pouco para nós das pandemias enfrentadas pela humanidade ao longo do tempo. Com base nas informações contidas nessa matéria, preencha a tabela abaixo com importantes informações que você encontrará ao longo da sua leitura.


 

Região (onde ocorreu?)

Período (quando ocorreu?)

Número de mortos

História

Contaminação

Sintomas

Tratamento

Peste Negra

 

 

 

 

 

 

 

Cólera

 

 

 

 

 

 

 

Tuberculose

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Varíola

 

 

 

 

 

 

 

Gripe Espanhola

 

 

 

 

 

 

 

Tifo

 

 

 

 

 

 

 

Febre Amarela

 

 

 

 

 

 

 

Sarampo

 

 

 

 

 

 

 

Malária

 

 

 

 

 

 

 

Aids (HIV)

 

 

 

 

 

 

 

 

 


segunda-feira, 27 de abril de 2020

HISTÓRIA EM FOCO.: Somos todos Idade Média,

HISTÓRIA EM FOCO.: Somos todos Idade Média,: Pouca gente se dá conta, mas muitos hábitos, conceitos e objetos tão presentes no nosso dia a dia vêm daquela época. Pensemos num dia comum...

Somos todos Idade Média,

Pouca gente se dá conta, mas muitos hábitos, conceitos e objetos tão presentes no nosso dia a dia vêm daquela época. Pensemos num dia comum de uma pessoa comum. Tudo começa com algumas invenções medievais: ela põe sua roupa de baixo (que os romanos conheciam, mas não usavam), veste calças compridas (antes, gregos e romanos usavam túnica, peça inteiriça, longa que cobria todo o corpo), passa o cinto fechado com fivela (antes ele era amarrado). A seguir, põe uma camisa e faz um gesto simples, automático, tocando pequenos objetos que também relembram a Idade Média, quando foram inventados por volta de 1204: os botões. Então ela põe os óculos (criados em torno de 1285, provavelmente na Itália) e vai verificar sua aparência num espelho de vidro (concepção do século XIII). Por fim, antes de sair olha para fora através da janela de vidro (outra invenção medieval, de fins do século XIV) para ver como está o tempo.
Ao chegar na escola ou no trabalho, ela consulta um calendário verificando quando será, digamos, a Páscoa este ano: 23 de março de 2008. Assim fazendo, ela prática sem perceber alguns ensinamentos medievais. Foi um monge do século VI que estabeleceu o sistema de contar os anos a partir do nascimento de Cristo. Essa data (25 de dezembro e o dia da Páscoa (variável) também foram estabelecidos pelos homens da Idade Média. Mais ainda, ao escrever aquela data - 23/3/2008 -, usamos os chamados algarismos arábicos, inventados na Índia e levados pelos árabes para a Europa, onde foram aperfeiçoados e difundidos desde o começo do século XIII. O uso desse algarismo permitiu progressos tantos na matemática, por serem bem mais flexíveis que os algarismos romanos anteriormente utilizados. Por exemplo, podemos escrever aquela data com apenas sete sinais, mas seria necessário o dobro em algarismos romanos (XXII/III/MMVII) [...]
Sentimos fome, a pessoa levanta os olhos e consulta o relógio na parede da sala, imitando gestos inaugurados pelos medievais. Foram eles que criaram, em fins do século XIII, um mecanismo para medir o passar do tempo, independentemente da época do ano e das condições climáticas. Sendo hora do almoço, a pessoa vais para casa ou para o restaurante e senta-se à mesa. Eis aí outra novidade medieval! Na Antiguidade, as pessoas comiam recostadas numa espécie de sofá, apoiados sobre o antebraço. Da mesma forma que os medievais, pegamos os alimentos com colher (criada aproximadamente em 1285) o garfo (século XI, de uso difundido no XIV). Terminada a refeição a pessoa passa no banco, que como atividade laica, nasceu na Idade Média. Depois para autenticar documentos, dirige-se ao cartório, instituição que desde a Alta Idade Média preserva a memória de certos atos jurídicos ("escritura"), fato importante numa época em que pouca gente sabia escrever.
FRANCO JÚNIOR, Hilário. Somos todos Idade Média. Revista de História  da Biblioteca nacional. mar. 2008. Disponível em: <www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhes&id=1450>.Ascesso em : 10 dez. 2008.

terça-feira, 21 de abril de 2020

HISTÓRIA EM FOCO.: Conheça algumas curiosidades sobre Tiradentes.

HISTÓRIA EM FOCO.: Conheça algumas curiosidades sobre Tiradentes.: Hoje, 21 de abril, celebramos o dia de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Em homenagem a esse importante brasileiro que lutou e p...

Conheça algumas curiosidades sobre Tiradentes.


Hoje, 21 de abril, celebramos o dia de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Em homenagem a esse importante brasileiro que lutou e perdeu a vida tentando libertar o país do domínio colonial de Portugal. Vamos fazer uma postagem diferente sobre o tema. Ao invés de relembrar sua história, vamos tentar desvendar alguns mitos e verdades, com a ajuda de historiadores, coisas curiosas que você não sabia sobre esse herói nacional.



Tiradentes nunca usou barba nem cabelo comprido. No dia em que foi enforcado estava, inclusive, sem barba e com a cabeça raspada, pois era assim que ficavam os presos para evitar a proliferação de piolhos.
 Pense no Tiradentes oposto que você visualizou uma figura cabeluda e barbuda bem similar a imagem da Jesus Cristo, não? Pois, saiba que, segundo o professor de história João Ribeiro Netto, Tiradentes nunca foi cabeludo. “Pesquisas da época mostram que Tiradentes nunca usou barba nem cabelo comprido. No dia em que foi enforcado estava, inclusive, sem barba e com a cabeça raspada, pois era assim que ficavam os presos para evitar a proliferação de piolhos”, diz o especialista.

  • v Depois de ser enforcado, no dia 21 de abril de 1792, seu corpo foi esquartejado. Sua cabeça foi levada para Vila Rica, em Minas Gerais, e exposta em um poste, em praça pública. O mais interessante (e sinistro) é que três dias depois ela foi roubada e nunca mais foi encontrada.


v Apesar de ficar conhecido como dentista, Tiradentes também foi tropeiro, minerador, engenheiro e militar. Ele chegou até a ser segundo-tenente da Sexta Companhia de Dragões de Minas Gerais.


v Outra informação curiosa sobre suas habilidades profissionais está na contradição de seu apelido. Apesar de ser conhecido no mundo pelo nome de Tiradentes, Joaquim José da Silva Xavier odiava arrancar os dentes das pessoas. “Ele já era um dentista a frente do seu tempo. Naquela época era comum extrair um dente por qualquer motivo, mas Tiradentes não concordava com isso. Dizem que ele procurava várias formas de fazer as pessoas manterem seus dentes originais”


v Apesar de ter tido dois filhos, Tiradentes nunca se casou. Ele teve João, com a mulata Eugênia Joaquina da Silva e Joaquina, com Antônia Maria do Espírito Santo. A única vez que se apaixonou de verdade já tinha 40 anos e foi por uma menina de 15, que já estava prometida para outro homem. O romance, claro, não vingou.


v Apesar de ter morrido heroicamente e por uma causa nobre, isso só foi realmente reconhecido anos depois. A data de seu enforcamento só virou feriado em nacional em 1890, 98 anos depois da sua morte. Durante a época Imperial, seu nome não podia ser citado por ninguém por causa das suas ideias antimonárquica e iluministas.


v Como Tiradentes foi condenado por Inconfidência (traição à coroa), os sinos da igreja da cidade não poderiam tocar durante sua execução. “No entanto, diz a história, que no momento de seu enforcamento, o sino badalou cinco vezes”.


v Depois da sua execução, a casa de Tiradentes em Vila Rica foi queimada, jogaram sal grosso no chão para que nunca mais crescesse nada naquelas terras e seus parentes foram todos condenados infames.


v Durante sua vida, Tiradentes também se dedicou a projetos que visavam melhorias para a sua cidade como a construção de um moinho e alguns armazéns e a implementação de serviços de barcas de transportes para passageiros. Tiradentes era realmente um homem preocupado com o povo.


v Tiradentes é o único brasileiro que teve sua data de morte transformada em feriado nacional.




Autor: Professor de história João Ribeiro Netto. Fonte: Portal Terra. Adaptação: Elisonaldo Câmara.













terça-feira, 14 de abril de 2020

Conheça as maiores pandemias da história.


Queridos alunos, nossas aulas estão suspensas por tempo indeterminado por causa de um inimigo invisível, um vírus, o Covid-19, de rápida transmissão e com alto grau de letalidade. No entanto essas epidemias não são novidade para a História. Várias podem ser identificadas ao longo dos tempos e tem tudo a ver com a nossa disciplina e as matérias que vamos estudar esse ano. Em especial duas delas: uma na Antiguidade, chamada Praga ou Peste do Egito, e outra durante a Idade Média, a tão famosa Peste Negra ou Bubônica, mas também é importante falarmos da Gripe espanhola que é muito parecida com a Covid-19 e chegou até bem perto de nossos avós e bisavós, no começo do século passado.
A História e a Medicina estão mais próximas do que se imagina e são inúmeros os médicos e historiadores que estudam a História das doenças ou a História da medicina. Essas pandemias, assim como a atual, provocada pelo Coronavírus, são doenças que modificam estruturas sociais, políticas e religiosas, como temos visto diariamente. Ou seja, mudam a História.




1.Gripe Espanhola.


Gripe espanhola matou milhões de pessoas no início do século XX.
A gripe espanhola foi uma variação do vírus Influenza (comumente associado às gripes recorrentes e ao H1N1). A origem da mutação do vírus da gripe é desconhecida. Os casos tiveram início de 1917 e desde então ela se coloca como uma das doenças mais resistentes de todos os tempos. A letalidade da gripe variou entre 6% a 8% durante o surto. Com estimativa entre 17 e 100 milhões de mortos ao redor de todo o mundo, a Gripe Espanhola infectou 27% da população mundial e milhares de pessoas no Brasil. Precisa-se que mais de 35 mil pessoas tenham morrido no nosso país. Uma delas foi o presidente Rodrigues Alves, que faleceu antes de assumir a presidência pela segunda vez.

2.Peste Bubônica.


Os médicos durante a peste bubônico utilizavam esse tipo de máscara para se proteger da contaminação originada pela peste bubônica.

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